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  • Sul do Brasil: a potência que abate 2/3 dos suínos do país e coloca Chapecó no mapa global da carne

    Sul do Brasil: a potência que abate 2/3 dos suínos do país e coloca Chapecó no mapa global da carne

    O Sul lidera com folga: 66,8% dos suínos abatidos no Brasil são sulistas

    Os dados mais recentes do IBGE, relativos ao primeiro trimestre de 2026, não deixam dúvidas: o Sul do Brasil é o coração da suinocultura nacional. Dos 15,27 milhões de suínos abatidos no país até março, 66,8% tiveram origem nos três estados da região — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Essa concentração histórica reflete não apenas uma vantagem geográfica, mas também um modelo produtivo que alia escala, tecnologia e integração de cadeias, colocando o Brasil como um dos maiores players globais no setor.

    Chapecó: o símbolo industrial que define o futuro da proteína animal

    No oeste catarinense, a cidade de Chapecó se destaca como o epicentro dessa força produtiva. Abriga o maior frigorífico de suínos do país, uma estrutura industrial que combina capacidade de abate em larga escala com avançados processos de processamento e exportação. Essa infraestrutura não apenas atende ao mercado interno, mas também projeta o Brasil como fornecedor estratégico de carne suína para mais de 100 países, consolidando a imagem de Chapecó — e do Sul — como referência em competitividade e inovação no agronegócio.

    Tecnologia e integração: os pilares da supremacia sulista

    A liderança do Sul não é acidental. O modelo de produção da região é marcado pela integração vertical, onde granjas, cooperativas e frigoríficos operam em sinergia, otimizando custos e garantindo padrões sanitários internacionais. Além disso, a adoção de tecnologias como rastreabilidade, automação e biosseguridade tem permitido ao setor superar desafios logísticos e ambientais, mantendo-se resiliente mesmo em cenários de crise global. Essa combinação de eficiência e escala é o que torna a suinocultura sulista um case de sucesso no agronegócio brasileiro.

  • IBGE: setor de serviços cai 1,2% em março e acende sinal amarelo na economia

    IBGE: setor de serviços cai 1,2% em março e acende sinal amarelo na economia

    A economia brasileira deu um passo atrás em março de 2026. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços no país recuou 1,2% em relação a fevereiro, interrompendo uma sequência de estabilidade no mês anterior. A queda, a quarta em cinco meses, acende um alerta sobre a saúde do setor, que acumula perda de 1,7% desde outubro de 2025.

    A onda de queda atinge todas as frentes do setor

    Desta vez, não houve exceção: todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram retração na comparação mensal. O transporte, segmento mais impactado, registrou queda de 1,7% — impulsionado pela queda no transporte rodoviário de cargas e no transporte aéreo de passageiros. Segundo o analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior, o cenário é preocupante: “Nos últimos cinco meses, tivemos um mês de estabilidade e quatro de queda. Isso reflete uma tendência de enfraquecimento do setor”.

    Transportes lidera a derrocada, mas outros setores também sangram

    O transporte não foi o único a amargar prejuízos. Os serviços profissionais, administrativos e complementares caíram 1,1%, enquanto informações e comunicação recuaram 0,9%. Os segmentos de “outros serviços” e “serviços prestados às famílias” também registraram quedas de 2% e 1,5%, respectivamente. A única exceção foi a expansão de 3% na comparação anual (março de 2026 vs. março de 2025), mas o dado anual não esconde a fragilidade do momento atual.

    O que esperar para os próximos meses?

    No acumulado do ano, o setor ainda registra crescimento de 2,3% frente ao mesmo período de 2025, e os últimos 12 meses mostram expansão de 2,8%. No entanto, especialistas avaliam que os números positivos anuais são um efeito rebote da recuperação pós-pandemia, enquanto a tendência recente aponta para uma desaceleração. A queda generalizada em março, somada à perspectiva de juros altos e inflação controlada, pode sinalizar um freio na atividade econômica nos próximos trimestres.

    Setor de serviços: o termômetro da economia?

    O desempenho do setor de serviços é frequentemente considerado um termômetro da economia brasileira, por sua abrangência e diversidade. Com a queda de março, o mercado passa a monitorar de perto possíveis impactos em emprego, renda e confiança do consumidor. Enquanto o governo federal debate Projetos de Lei para incentivar a produção nacional de fertilizantes — que também afetam o setor agropecuário —, o recuo nos serviços reacende debates sobre políticas de estímulo à retomada do crescimento.