Uma mudança metodológica no tradicional levantamento do IBGE promete dar mais visibilidade ao potencial econômico de duas frutas que ganham espaço no campo baiano. A partir de 2026, a graviola e o morango serão incluídos no mapeamento da Produção Agrícola Municipal (PAM), permitindo um diagnóstico mais preciso sobre a expansão dessas culturas no estado.
Demanda do setor produtivo impulsionou inclusão
O anúncio foi feito após uma reunião técnica entre a Seagri (Secretaria da Agricultura da Bahia), o IBGE e entidades do agronegócio, ocorrida na última semana. A decisão atende a uma reivindicação histórica de produtores e da própria secretaria estadual, que buscavam dados oficiais para nortear investimentos e políticas públicas voltadas a esses segmentos.
Regiões em destaque e projeções para o futuro
Enquanto a graviola já se destaca no Baixo Sul baiano — consolidando-se como uma das principais alternativas para pequenos e médios produtores —, o morango ganha força em polos como a região de Itaberaba, onde a cultura tem mostrado crescimento acelerado nos últimos anos. Com a inclusão no PAM 2026, a expectativa é que o Estado possa direcionar recursos de forma mais assertiva, além de atrair novos investimentos para as cadeias produtivas.
Impacto econômico e inteligência de mercado
O levantamento do IBGE, previsto para ser divulgado em agosto de 2026, será fundamental para dimensionar o peso dessas culturas na economia baiana. Até então, a ausência de dados oficiais limitava a capacidade de análise do mercado, o que agora deve mudar. “Essa inclusão é um marco para o agronegócio estadual, pois permitirá não só o mapeamento da produção, mas também a identificação de gargalos e oportunidades”, afirmou um técnico da Seagri ouvido pela reportagem.


