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  • IBM registra queda histórica de 25% na bolsa após surto de investimentos em IA

    IBM registra queda histórica de 25% na bolsa após surto de investimentos em IA

    A IBM mergulhou em uma crise histórica na bolsa de valores nesta terça-feira (14/07), quando suas ações despencaram 25% — a maior queda diária desde 1972. O CEO da empresa, Arvind Krishna, admitiu em carta aos investidores que a corporação não antecipou a magnitude da repriorização dos gastos corporativos para infraestrutura de inteligência artificial, um movimento que está reconfigurando o mercado tecnológico.

    A febre da IA derruba receitas e surpreende stakeholders

    A turbulência não foi isolada: a IBM revisou para baixo sua projeção de crescimento de receita para o segundo trimestre de 2026, estimando um aumento de apenas 1%. Segundo analistas, esse é o ritmo mais lento em mais de um ano, refletindo o impacto da corrida por servidores e armazenamento voltados à IA, que estão consumindo orçamentos antes destinados a softwares tradicionais.

    O que explica a guinada nos investimentos?

    Em comunicado, Krishna destacou que, a partir das últimas semanas de junho, empresas passaram a redirecionar recursos trimestrais para a compra de hardware especializado — como servidores de alta capacidade e sistemas de armazenamento otimizados para modelos de linguagem. Essa migração forçou uma revisão abrupta nas expectativas financeiras da IBM, que, embora tenha investido em IA, não contava com uma desvalorização tão expressiva em tão pouco tempo.

    Consequências além dos números

    O episódio levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do atual boom da IA e seus efeitos colaterais. Enquanto gigantes do setor, como Nvidia e Microsoft, colhem os frutos dos investimentos em IA, empresas com modelos de negócios mais tradicionais, como a IBM, enfrentam pressões para se adaptar. A queda de 25% em um único dia não apenas afeta acionistas, mas também pode restringir futuros investimentos em outras frentes tecnológicas.

  • IBM enfrenta novo round judicial: Xinuos acusa gigante de tecnologia de reutilizar código Unix

    IBM enfrenta novo round judicial: Xinuos acusa gigante de tecnologia de reutilizar código Unix

    Uma guerra de duas décadas contra o legado do Unix

    Na última segunda-feira, 7 de julho de 2026, a IBM voltou a figurar nas manchetes tecnológicas, não por inovação, mas por um fantasma do passado: a Xinuos, empresa que sucedeu a SCO, recorreu de uma decisão judicial de 2025 que considerou prescrita a acusação de que a gigante de tecnologia teria reutilizado código-fonte proprietário do Unix em seus projetos. O caso, que remonta ao ano 2003, é um dos episódios mais emblemáticos — e longos — da história da computação, repleto de reviravoltas jurídicas e implicações para o setor.

    Parceria que virou batalha: o nascimento da disputa

    Tudo começou em 1998, quando a Santa Cruz Operation (SCO) e a IBM firmaram uma aliança para desenvolver uma versão do Unix compatível com múltiplas arquiteturas de processadores. Na época, a SCO já detinha direitos sobre uma implementação do sistema para chips x86, mas buscava expandir seu alcance. O acordo, no entanto, não durou nem uma década. Em 2003, a SCO processou a IBM, alegando que a empresa havia incorporado código proprietário do Unix em seu sistema operacional AIX e em contribuições para o kernel Linux — uma acusação que a IBM sempre negou veementemente.

    Da prescrição ao ressurgimento: o que mudou em 2026?

    A decisão de 2025, que considerou a acusação prescrita, parecia encerrar o caso para sempre. Mas a Xinuos, que adquiriu os direitos da SCO, não se deu por vencida. Em junho de 2026, a empresa apresentou um recurso alegando que o juiz responsável pela decisão interpretou equivocadamente os prazos de prescrição. Agora, a IBM enfrenta novamente a sombra de um processo que já consumiu bilhões em custos jurídicos e manchou sua reputação durante anos. A gigante de Armonk, contudo, mantém sua posição: “Nunca houve violação de direitos autorais”, afirmou um porta-voz em comunicado oficial.

    Legado Unix: um ecossistema construído sobre disputas

    A disputa entre IBM e SCO não é apenas um capítulo jurídico; é um reflexo das tensões que moldaram o ecossistema Unix e, por tabela, o mundo da computação moderna. O Unix, criado nos anos 1970 pela AT&T, tornou-se a base de sistemas operacionais como Linux, macOS e até mesmo o AIX da IBM. No entanto, sua história é marcada por batalhas pela propriedade intelectual, com empresas como a SCO tentando extrair royalties de gigantes da tecnologia. O caso atual reacende perguntas incômodas: até onde vai a responsabilidade sobre código legado? E quem, afinal, detém os direitos sobre tecnologias que permeiam décadas de inovação?

    O que esperar agora?

    Com o recurso apresentado pela Xinuos, o caso volta à pauta judicial em meio a um cenário tecnológico radicalmente diferente. O Unix, embora menos dominante do que nos anos 1990, ainda é a espinha dorsal de sistemas críticos em servidores e infraestrutura corporativa. Para a IBM, o risco não é apenas financeiro, mas reputacional: uma eventual derrota poderia reabrir feridas e reacender discussões sobre a segurança jurídica dos projetos open-source que se baseiam em tecnologias legadas. Enquanto isso, usuários e desenvolvedores aguardam o desfecho, cientes de que, em um setor onde o código é rei, as batalhas jurídicas muitas vezes definem o futuro muito mais do que os avanços técnicos.

  • IBM revoluciona chips: tecnologia de 0,7 nanômetro promete dobrar desempenho e reduzir consumo em 70%

    IBM revoluciona chips: tecnologia de 0,7 nanômetro promete dobrar desempenho e reduzir consumo em 70%

    Salto tecnológico sem precedentes na indústria de semicondutores

    A IBM acaba de redefinir os limites da miniaturização em chips com a apresentação de sua tecnologia de nó sub-1 nanômetro: 0,7 nm ou 7 angstroms. Essa inovação, anunciada hoje (25/06/2026), permite que um chip do tamanho de uma unha acomode cerca de 100 bilhões de transistores — um marco que supera em muito a densidade dos atuais nós de 2 nm.

    Economia de energia e ganho de performance: o duplo benefício

    A nova arquitetura, batizada de Nanostack, promete entregar até 50% mais desempenho em comparações diretas com chips de 2 nm, ou então reduzir o consumo energético em até 70% mantendo a mesma capacidade de processamento. Essa dualidade abre caminho para avanços significativos em setores como inteligência artificial, computação quântica e dispositivos móveis, onde eficiência energética e poder de processamento são críticos.

    Produção em larga escala em até cinco anos

    A IBM projeta que chips baseados nessa tecnologia sub-1 nanômetro poderão entrar em produção comercial dentro dos próximos cinco anos. A expectativa é que a miniaturização extrema possibilite não apenas dispositivos mais poderosos, mas também mais sustentáveis, uma vez que a redução no consumo de energia contribui diretamente para a diminuição da pegada de carbono da indústria eletrônica.

    O que muda na prática?

    Para contextualizar a magnitude dessa inovação, vale lembrar que 1 angstrom equivale a 0,1 nanômetro. Portanto, um nó de 0,7 nm é literalmente menor do que um fio de DNA, demonstrando como a IBM está operando em uma escala próxima ao limite físico da matéria. Isso não apenas impulsiona a Lei de Moore — que prevê a duplicação da capacidade dos chips a cada dois anos — como também redefine o que é possível em termos de processamento de dados.