Preços globais sobem, mas iPhone escapa — por enquanto
Na última quinta-feira (25/06), a Apple anunciou reajustes globais nos preços de MacBooks Pro, MacBook Air, MacBook Neo e iPads, com aumentos que ultrapassam R$ 5 mil em alguns modelos no Brasil. No entanto, os iPhones e AirPods ficaram de fora da rodada, adiando o inevitável: o aumento dos smartphones da marca.
Custos em alta e dependência do iPhone pressionam Apple
Segundo Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, a decisão de manter os preços dos iPhones foi apenas um adiamento. “A Apple postergou o reajuste porque entendeu que era o momento certo, mas o aumento é inevitável”, afirmou em entrevista à Bloomberg. A pressão vem dos custos crescentes de memória e armazenamento, impulsionados pela demanda por inteligência artificial e por soluções de armazenamento em nuvem.
Tim Cook já admitia a alta como “necessária”
O CEO da Apple, Tim Cook, havia classificado a alta dos preços como “inevitável” em comunicados anteriores, atribuindo os aumentos à escalada nos custos de componentes essenciais. A manutenção dos preços dos iPhones, nesse contexto, pode ser vista como uma estratégia para não impactar as vendas antes de lançamentos estratégicos, como o esperado iPhone 16, previsto para setembro de 2026.
O que esperar dos próximos meses?
Com a inflação global e a guerra por componentes eletrônicos ainda em curso, especialistas preveem que a Apple não terá escolha a não ser repassar parte desses custos aos consumidores. Para os brasileiros, isso pode significar um iPhone até R$ 1.000 mais caro em 2026, dependendo do modelo e da cotação do dólar. A pergunta que fica é: até quando a Apple conseguirá segurar os preços sem prejudicar suas margens de lucro?
