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  • Crise de componentes derruba vendas de PCs: queda de 4,9% no segundo trimestre de 2026

    Crise de componentes derruba vendas de PCs: queda de 4,9% no segundo trimestre de 2026

    Preços em alta sufocam o mercado de PCs

    A crise nas cadeias de suprimento continua a drenar a saúde financeira dos consumidores e das empresas. Componentes essenciais como memórias RAM e SSDs tiveram seus preços inflados nos últimos meses, tornando os custos de produção e, consequentemente, os preços finais dos PCs proibitivos para parte do mercado. Segundo a IDC, a venda de computadores despencou 4,9% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 68,2 milhões de unidades comercializadas.

    Fim do Windows 10 não foi suficiente para reverter a queda

    Em outubro de 2025, a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10, o que, em tese, deveria impulsionar a migração para o Windows 11 e, por tabela, aumentar a demanda por novos equipamentos. No entanto, a alta nos preços dos componentes minou essa expectativa. Nos nove trimestres anteriores — entre o início de 2024 e junho de 2026 — a indústria havia registrado crescimento contínuo, mas a trajetória se inverteu no segundo trimestre deste ano.

    Perspectivas sombrias para o segundo semestre de 2026

    A IDC projeta uma forte desaceleração no ritmo de crescimento para os próximos meses, com sinais de que a crise de componentes pode se estender. Fabricantes e varejistas já sinalizam ajustes nos estoques e estratégias de precificação para tentar contornar o cenário adverso. Enquanto isso, consumidores e empresas seguem em espera, adiando upgrades ou optando por soluções alternativas, como dispositivos móveis ou cloud computing.

  • Apple adia inevitável: iPhone deve subir de preço em breve, alerta especialista

    Apple adia inevitável: iPhone deve subir de preço em breve, alerta especialista

    Preços globais sobem, mas iPhone escapa — por enquanto

    Na última quinta-feira (25/06), a Apple anunciou reajustes globais nos preços de MacBooks Pro, MacBook Air, MacBook Neo e iPads, com aumentos que ultrapassam R$ 5 mil em alguns modelos no Brasil. No entanto, os iPhones e AirPods ficaram de fora da rodada, adiando o inevitável: o aumento dos smartphones da marca.

    Custos em alta e dependência do iPhone pressionam Apple

    Segundo Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, a decisão de manter os preços dos iPhones foi apenas um adiamento. “A Apple postergou o reajuste porque entendeu que era o momento certo, mas o aumento é inevitável”, afirmou em entrevista à Bloomberg. A pressão vem dos custos crescentes de memória e armazenamento, impulsionados pela demanda por inteligência artificial e por soluções de armazenamento em nuvem.

    Tim Cook já admitia a alta como “necessária”

    O CEO da Apple, Tim Cook, havia classificado a alta dos preços como “inevitável” em comunicados anteriores, atribuindo os aumentos à escalada nos custos de componentes essenciais. A manutenção dos preços dos iPhones, nesse contexto, pode ser vista como uma estratégia para não impactar as vendas antes de lançamentos estratégicos, como o esperado iPhone 16, previsto para setembro de 2026.

    O que esperar dos próximos meses?

    Com a inflação global e a guerra por componentes eletrônicos ainda em curso, especialistas preveem que a Apple não terá escolha a não ser repassar parte desses custos aos consumidores. Para os brasileiros, isso pode significar um iPhone até R$ 1.000 mais caro em 2026, dependendo do modelo e da cotação do dólar. A pergunta que fica é: até quando a Apple conseguirá segurar os preços sem prejudicar suas margens de lucro?