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  • SLC Agrícola mira 76 mil bovinos na safra 2025/26: como o ‘Rei do Agro’ diversifica para dominar a pecuária brasileira

    SLC Agrícola mira 76 mil bovinos na safra 2025/26: como o ‘Rei do Agro’ diversifica para dominar a pecuária brasileira

    O ‘Rei do Agro’ amplia seu império com pecuária integrada

    A SLC Agrícola, gigante do agronegócio brasileiro, deu mais um passo para reforçar seu domínio no setor ao estabelecer a meta de vender 76 mil bovinos na safra 2025/26 — um crescimento significativo em relação às 63.480 cabeças comercializadas na temporada anterior. A estratégia, baseada na Integração Lavoura-Pecuária (ILP), reflete a transformação da empresa em um player de alta escala não apenas na agricultura, mas também na pecuária de corte.

    De 830 mil hectares a uma operação planetária

    Para atingir esse objetivo, a companhia cultiva atualmente mais de 830 mil hectares em 26 unidades distribuídas por oito estados brasileiros, administrando uma das maiores operações agrícolas do mundo. A SLC já é referência em commodities como soja, milho, algodão e sementes, mas agora direciona esforços para consolidar sua pecuária como um negócio estratégico, saindo do âmbito experimental para uma operação robusta e rentável.

    Por que a pecuária virou prioridade?

    A diversificação faz parte de um movimento mais amplo do agronegócio brasileiro, que busca otimizar recursos e reduzir riscos climáticos e de mercado. Ao integrar lavoura e pecuária, a SLC não apenas aumenta a produtividade de suas terras, mas também cria sinergias entre os setores, como a utilização de dejetos animais como adubo orgânico e a rotação de culturas que melhora a saúde do solo. A meta de 76 mil bovinos vendidos na safra 2025/26 é mais um indicador desse novo ciclo produtivo.

  • Embrapa lança BRS Carinás: a braquiária que promete revolucionar pastagens no Cerrado

    Embrapa lança BRS Carinás: a braquiária que promete revolucionar pastagens no Cerrado

    Uma solução para pastagens desafiadas pelo Cerrado

    A Embrapa Gado de Corte lançou, na Tecnofam 2026 — feira realizada entre os dias 9 e 11 de junho em Dourados (MS) —, a BRS Carinás, a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens desenvolvida para enfrentar os desafios do Cerrado. A forrageira foi apresentada na Vitrine Tecnológica da Embrapa Agropecuária Oeste e promete ser uma alternativa estratégica para pecuaristas que atuam em áreas de solos ácidos, baixa fertilidade e regimes climáticos adversos.

    Pecuária brasileira em busca de inovação forrageira

    Em um cenário onde a demanda por produtividade e sustentabilidade cresce, a BRS Carinás chega como uma resposta à necessidade de diversificar pastagens sem comprometer a produção. Segundo dados da Embrapa, a cultivar é indicada para pastejo solteiro, consórcios com leguminosas e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), sem reduzir a produtividade das culturas anuais. A inovação é especialmente relevante para a pecuária do Cerrado, onde longos períodos secos e solos empobrecidos são obstáculos constantes.

    O que diferencia a BRS Carinás?

    Diferentemente das braquiárias tradicionais, a BRS Carinás foi desenvolvida para ser mais resiliente a condições de estresse hídrico e baixa fertilidade. Testes preliminares indicam que ela mantém sua capacidade de rebrote mesmo em períodos de seca prolongada, um diferencial em relação a outras variedades. Além disso, por ser uma cultivar híbrida, ela combina características genéticas de Brachiaria decumbens com traços adaptativos de espécies silvestres, resultando em uma forrageira de alto valor nutricional e resistência.

    Impacto imediato na cadeia produtiva

    A Embrapa estima que a BRS Carinás possa reduzir em até 30% os custos com recuperação de pastagens degradadas, um problema que afeta cerca de 70% das áreas de pecuária no Brasil, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com a adoção dessa nova cultivar, produtores do Cerrado poderão não apenas aumentar a lotação animal por hectare, mas também integrar sistemas produtivos de forma mais eficiente, alinhando-se às demandas por sustentabilidade e segurança alimentar.