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  • SUVs de entrada ganham espaço no mercado e ameaçam substituir hatches compactos

    SUVs de entrada ganham espaço no mercado e ameaçam substituir hatches compactos

    Na última sexta-feira, 3 de julho de 2026, o mercado automotivo brasileiro testemunhou a consolidação de uma tendência que há anos vinha ganhando força: os SUVs de entrada. Modelos como o recém-lançado Chevrolet Sonic e o Jeep Avenger estão redefinindo a categoria, oferecendo aos consumidores uma alternativa mais atraente do que os hatches compactos tradicionais.

    O que diferencia um SUV de entrada de um ‘hatch altinho’

    Apesar de compartilharem componentes mecânicos e plataformas com os hatches compactos, os SUVs de entrada se destacam pelo design elevado, que proporciona uma posição de direção mais alta — um apelo ergonômico e visual que os fabricantes sabem vender. Segundo Cassio Pagliarini, diretor de marketing da Bright Consulting, “quando você chama o carro de SUV, aos olhos do cliente, ele vale mais”. Essa percepção de valor agregado é reforçada pela terminologia, que automaticamente associa o veículo a um segmento premium, mesmo que suas especificações técnicas sejam semelhantes às de um hatch.

    Critérios do Inmetro e classificação técnica

    Para ser classificado como SUV pelo Inmetro, um veículo precisa atender a requisitos específicos, como altura mínima do solo, estrutura de carroceria e design frontal. No entanto, muitos modelos de entrada — como o Sonic e o Avenger — não oferecem tração integral ou capacidade off-road, limitando-se a uma estética aventureira. “São carros que vendem uma imagem, não necessariamente uma funcionalidade”, explica um engenheiro automotivo ouvido pela reportagem.

    Onde se encaixam no mercado: preço e público-alvo

    Os SUVs de entrada ocupam uma faixa de preço intermediária, situando-se entre os hatches compactos (como o Volkswagen Gol ou Fiat Argo) e os SUVs compactos maiores (como o Hyundai Creta ou Renault Duster). Com preços a partir de R$ 85 mil, eles atraem consumidores que buscam um visual mais robusto sem investir em modelos premium. “É um nicho que cresce porque atende àqueles que querem status sem pagar por ele”, afirma Pagliarini.

    Projeções: o futuro do segmento e o risco aos hatches

    Especialistas da Bright Consulting e da Anfavea projetam que os SUVs de entrada devem representar 30% das vendas de veículos novos no Brasil até 2028, impulsionados pela cultura do ‘carro alto’ e pela oferta de financiamentos facilitados. O risco para os hatches compactos é real: em 2025, as vendas de hatches caíram 12% em relação ao ano anterior, enquanto os SUVs de entrada cresceram 25%. “Os fabricantes estão priorizando essa categoria porque é onde o lucro é maior”, destaca um analista do setor.

    Consequências para consumidores e montadoras

    Para o comprador, a transição significa mais opções, mas também preços menos competitivos em um segmento antes dominado por hatches. Para as montadoras, é uma estratégia de margem: mesmo com custos de produção similares, os SUVs de entrada são vendidos com margens de lucro superiores. “É um jogo de marketing: você vende uma ideia, não um carro”, resume Pagliarini.

  • Faróis de LED: como a tecnologia reduz consumo e melhora a eficiência dos carros?

    Faróis de LED: como a tecnologia reduz consumo e melhora a eficiência dos carros?

    Eficiência energética: o grande diferencial do LED

    Os faróis de LED se consolidaram como padrão nos carros nacionais não por modismo, mas pela sua capacidade de entregar iluminação superior com consumo elétrico reduzido. Enquanto lâmpadas halógenas operam entre 55 W e 75 W, os LEDs consomem cerca de 20 W a 30 W, aliviando a carga do alternador e, consequentemente, do motor a combustão. Em veículos elétricos, essa economia se traduz diretamente em maior autonomia, pois a energia economizada é direcionada às baterias.

    Bônus no Inmetro e legislação restritiva

    O Inmetro reconhece a eficiência dos LEDs ao oferecer bônus no cálculo de eficiência veicular para modelos equipados com a tecnologia. No entanto, a legislação brasileira (Resolução CONTRAN 990/2022) ainda proíbe a substituição de lâmpadas halógenas por LEDs em sistemas não originais, exceto em casos específicos com homologação prévia. Essa restrição visa evitar problemas de regulamentação de facho luminoso e segurança viária.

    Manutenção cara: o lado negativo dos LEDs

    A complexidade dos sistemas de LED, que incluem drivers e dissipadores de calor, torna a manutenção significativamente mais onerosa do que a de faróis halógenos. Em muitos casos, a simples substituição de uma lâmpada defeituosa exige a troca de todo o conjunto, elevando os custos em até 50%, segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Para quem busca economia a longo prazo, o cálculo deve considerar não apenas o preço inicial do veículo, mas também os gastos futuros com reparos.

    O futuro da iluminação automotiva

    Com a crescente eletrificação da frota e a pressão por veículos mais eficientes, é provável que a legislação brasileira evolua para permitir a adoção de LEDs em sistemas não originais, desde que atendam a padrões técnicos rigorosos. Até lá, motoristas devem pesar os prós e contras: a economia de combustível e a melhor visibilidade vs. os riscos de multas por instalações não homologadas e os altos custos de manutenção.

  • Projeto na Câmara pode liberar retrofit de LED nos faróis: o que muda para os motoristas?

    Projeto na Câmara pode liberar retrofit de LED nos faróis: o que muda para os motoristas?

    O que diz a lei atual sobre faróis de LED

    Desde a Resolução 667/17 do Contran, em vigor desde 2021, qualquer alteração na tecnologia original dos faróis — como trocar lâmpadas halógenas por LED — é proibida no Brasil. A medida visa evitar o ofuscamento de outros motoristas e manter a segurança viária, já que os veículos são projetados com um foco óptico específico para cada tipo de lâmpada.

    Projeto de lei tenta flexibilizar a regra

    Um novo projeto de lei, recentemente aprovado na Câmara dos Deputados, propõe a liberação do retrofit de LED nos faróis, desde que cumpra critérios rígidos: certificação do Inmetro, instalação conforme padrões do Contran e regulagem adequada para evitar danos a outros condutores. A ideia é modernizar a frota sem comprometer a segurança.

    Luzes de Rodagem Diurna (DRL) já são obrigatórias

    Enquanto a discussão sobre faróis principais avança, os veículos novos no Brasil já devem ser equipados com Luzes de Rodagem Diurna (DRL), que seguem normas específicas de intensidade luminosa para não atrapalhar a visibilidade. A regra, em vigor desde 2023, é mais um passo para atualizar os padrões de iluminação automotiva no país.

  • GAC Aion UT e Geely EX5 lideram ranking de eficiência energética do Inmetro

    GAC Aion UT e Geely EX5 lideram ranking de eficiência energética do Inmetro

    Eficiência energética ganha destaque no mercado automotivo brasileiro

    O Inmetro atualizou, em 16 de junho de 2026, a lista do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que avalia o consumo energético de veículos novos no Brasil. A nova edição inclui 31 versões lançadas por marcas como Audi, BYD, GAC, Porsche, Chevrolet, Geely, GWM, Fiat, Ford, BMW, Volkswagen e Ram, totalizando 892 modelos avaliados.

    Elétricos: GAC Aion UT se destaca como o mais eficiente

    Entre os elétricos recém-adicionados, o GAC Aion UT Premium assumiu a liderança como o modelo mais eficiente, medido em megajoules por quilômetro (MJ/km). Com um consumo energético otimizado, o veículo representa um avanço significativo na transição para a mobilidade elétrica no país.

    Híbridos e combustão: Geely EX5 EM-i e Ford Maverick se destacam

    No segmento de híbridos plug-in, o Geely EX5 EM-i lidera a lista, enquanto o Ford Maverick Lariat Hybrid se consolida como o híbrido mais econômico. Já nos modelos a combustão, o Chevrolet Sonic Premier/RS mantém a posição de campeão em eficiência energética entre os novos lançamentos.

    PBEV como ferramenta para consumidores e montadoras

    A classificação do PBEV, baseada em critérios rigorosos de consumo energético, serve como um guia para consumidores que buscam opções mais sustentáveis e econômicas. Para as montadoras, a atualização reforça a importância da inovação tecnológica na busca por veículos mais eficientes e alinhados às demandas do mercado.