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  • Jaecoo 7 2027 tem redução de 60 cv no Brasil: entenda o impacto da nova regra da ONU na tributação e mercado

    Jaecoo 7 2027 tem redução de 60 cv no Brasil: entenda o impacto da nova regra da ONU na tributação e mercado

    A fabricante chinesa Omoda & Jaecoo revisou os números de potência e torque do Jaecoo 7 2027 para o mercado brasileiro, reduzindo a potência declarada de 339 cv para 279 cv. A mudança, anunciada na última semana, não decorre de modificações mecânicas nos motores, mas sim de uma atualização na forma como a potência é calculada.

    Metodologia da ONU derruba números do SUV híbrido

    Até então, a marca somava individualmente a potência dos três motores do Jaecoo 7: um 1.5 turbo a gasolina (135 cv) e dois elétricos dianteiros (204 cv cada), totalizando 339 cv. Agora, a empresa passou a adotar o Regulamento Técnico Global da ONU nº 21, que define critérios mais realistas para a medição de força em veículos híbridos. Com isso, a potência combinada caiu para 279 cv e o torque de 52 kgfm para 45 kgfm.

    Impacto na tributação e no consumidor

    A alteração afeta diretamente a classificação do veículo para fins fiscais. Com a redução da potência, o Jaecoo 7 2027 pode se enquadrar em uma faixa de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) com alíquota menor, o que pode tornar o SUV mais competitivo em preço. Além disso, a mudança reforça a tendência de regulações internacionais mais rígidas sobre a divulgação de dados técnicos, alinhando o mercado brasileiro a padrões globais.

    Omoda 7 já nasceu com a nova regra

    O modelo Omoda 7, lançado anteriormente com as especificações ajustadas, serve como referência para a nova metodologia. A Omoda & Jaecoo não informou se outros veículos da linha serão recalculados, mas a decisão sinaliza um movimento da indústria para evitar discrepâncias entre a potência declarada e a real entrega dos motores em condições de uso.

  • Hyundai reduz potência de HB20 e Creta 1.0 turbo para driblar IPI: entenda a estratégia

    Hyundai reduz potência de HB20 e Creta 1.0 turbo para driblar IPI: entenda a estratégia

    Por que a mudança na potência dos motores?

    A estratégia da Hyundai não é um mero detalhe técnico, mas uma manobra fiscal para driblar o aumento no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ao limitar a potência dos motores 1.0 turbo dos modelos HB20, HB20S e Creta a 116 cv — tanto com gasolina quanto com etanol —, a fabricante evita que esses carros sejam enquadrados em uma faixa de alíquota mais alta do tributo, que saltaria de 6,3% para 7,05%. A decisão, prevista para entrar em vigor nos concessionários até o final do terceiro trimestre de 2026, já é aplicada por outras montadoras como Chevrolet, Volkswagen e Stellantis.

    O que muda na prática para os consumidores?

    Apesar da redução nominal de potência, a dirigibilidade dos modelos não será afetada significativamente. Isso porque a Hyundai manterá o torque máximo de 17,5 kgfm, garantindo desempenho similar em situações cotidianas, como retomadas e ultrapassagens. A estratégia já foi testada em outros veículos, como o Chevrolet Tracker, Onix e Sonic, além do Volkswagen Polo e T-Cross, sem prejuízos ao uso diário. A Stellantis, por sua vez, deve adotar medida semelhante nos modelos T200 não eletrificados, enquanto a Renault planeja ajustes no Kardian nos próximos meses.

    Impacto no mercado e tendência setorial

    Essa movimentação reforça uma tendência no setor automotivo brasileiro: a busca por otimização tributária por meio de ajustes técnicos. A redução da potência como estratégia fiscal não é nova, mas ganha força em um cenário de alta carga tributária e concorrência acirrada. Modelos como o HB20 1.0 turbo e o Creta, que recentemente receberam atualizações visuais e tecnológicas, agora terão que se adequar a regulamentações fiscais sem perder seu apelo comercial. A medida, embora não afete diretamente o consumidor no uso do veículo, levanta discussões sobre a eficiência do sistema tributário brasileiro e sua influência nas decisões de engenharia das montadoras.

  • Omoda e Jaecoo apostam no etanol: híbridos flex chegam ao Brasil em 2027 para reduzir custos e emissões

    Omoda e Jaecoo apostam no etanol: híbridos flex chegam ao Brasil em 2027 para reduzir custos e emissões

    A Omoda e a Jaecoo, marcas chinesas que ganham espaço no mercado brasileiro, anunciaram um plano ambicioso para 2027: a introdução de motores híbridos flexíveis no Brasil, capazes de operar integralmente com etanol (E100). A iniciativa, chamada de Super Hybrid, promete não apenas alinhar-se às metas de eficiência energética do governo federal, mas também oferecer vantagens competitivas em um mercado cada vez mais sensível a custos e emissões.

    Por que o etanol nos híbridos flex?

    A estratégia da fabricante tem três pilares: redução de custos operacionais, otimização fiscal e sustentabilidade. Ao adaptar sua tecnologia híbrida para funcionar com etanol, a Omoda e a Jaecoo aproveitam a infraestrutura brasileira de combustíveis vegetais, já consolidada no país. Além disso, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é menor para veículos flexíveis ou híbridos — uma regra que incentiva a adoção de motores menos poluentes.

    A engenharia por trás do ‘Super Hybrid’

    O desenvolvimento do sistema bicombustível exigiu ajustes técnicos significativos. Entre eles, a calibração do sistema de injeção para compensar o menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina, o reforço das linhas de combustível (que precisam resistir à corrosividade do álcool) e a otimização da eficiência térmica do conjunto híbrido. Segundo a montadora, o resultado é uma performance equilibrada, sem perda de potência ou autonomia — mesmo com o uso exclusivo do combustível nacional.

    Ainda que a prioridade seja o híbrido flex, a Omoda e a Jaecoo manterão no portfólio versões puramente a gasolina e modelos elétricos, voltados para nichos específicos de preço e público. A decisão reflete uma estratégia de escala, focada nos modelos de maior volume, como o Omoda 5 e o futuro Jaecoo 5 — este último, um dos primeiros lançamentos da marca no Brasil.

    Produção nacional a partir de 2027

    Além da introdução dos motores híbridos flex, a fabricante chinesa planeja iniciar a produção de veículos no Brasil em 2027. A meta é estabelecer uma fábrica própria, ainda em negociação com a planta da Jaguar Land Rover (JLR) em Itatiaia (RJ). A decisão de nacionalizar a produção visa reduzir custos logísticos e reforçar a competitividade da marca no mercado local, especialmente diante de concorrentes como Toyota, Honda e BYD, que já apostam em tecnologias similares.

    Para os consumidores, a chegada do Super Hybrid pode significar uma economia expressiva no tanque. Estudos preliminares indicam que, mesmo com a menor eficiência energética do etanol em relação à gasolina, o custo por quilômetro rodado tende a ser menor graças ao preço mais baixo do combustível no Brasil. Além disso, a combinação híbrida flexibiliza a escolha do combustível, permitindo adaptação às variações de preço entre gasolina e etanol.

    Com esse movimento, a Omoda e a Jaecoo não apenas acompanham a tendência global de eletrificação, mas também demonstram um compromisso com a realidade brasileira — onde o etanol não é apenas uma alternativa, mas uma solução estratégica para o futuro automotivo.