Tag: juros agrícolas

  • Plano Safra 2026/2027: Funcafé garante juros atrativos de 13% para cafeicultura com R$ 525,1 bilhões em crédito

    Plano Safra 2026/2027: Funcafé garante juros atrativos de 13% para cafeicultura com R$ 525,1 bilhões em crédito

    Em mais um movimento para estabilizar a economia rural, o Governo Federal, por meio do presidente em exercício Geraldo Alckmin e do ministro da Agricultura e Pecuária André de Paula, lançou na última terça-feira (30 de junho de 2026) o Plano Safra 2026/2027. Com um montante de R$ 525,1 bilhões — um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior —, o programa consolida o compromisso com a agricultura nacional, especialmente o setor cafeeiro.

    Funcafé define juros de 13% ao ano para aquisição e capital de giro

    No mesmo dia, o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou a Resolução nº 5.324, de 30 de junho de 2026, que estabelece as condições operacionais do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2026/2027. Entre as medidas, destacam-se:

    • Taxa de 13% ao ano para operações de aquisição de café via Fundo de Apoio à Comercialização (FAC) e capital de giro para indústrias de torrefação, café solúvel e cooperativas.
    • 11,5% ao ano para custeio, comercialização, contratos de opções, mercados futuros e recuperação de cafezais danificados.

    Plano Safra reforça competitividade do café brasileiro

    O anúncio ocorre em um cenário de desafios para a cafeicultura, como a alta nos custos de insumos — a exemplo do adubo fosfatado, cujo preço subiu em 2026 devido a fatores como a guerra na Ucrânia e a demanda global por fertilizantes. Com taxas competitivas, o Funcafé busca mitigar os impactos inflacionários e garantir a sustentabilidade do setor, que responde por cerca de 30% da produção mundial de café.

    Além dos recursos para o café, o Plano Safra 2026/2027 destina verbas significativas para outras cadeias produtivas, como soja, milho e pecuária, mas o foco no café reflete a importância estratégica do produto para a balança comercial brasileira. A expectativa é que os recursos ajudem a manter a liderança do Brasil como maior exportador mundial do grão.

  • Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    O governo federal entrou na reta final para concluir o Plano Safra 2026/27, com a consolidação dos valores e diretrizes do programa prevista para até o final desta semana. Após semanas de intensas negociações entre ministérios e a área econômica, a expectativa é que o anúncio oficial seja feito em 1º de julho, dando início ao novo ciclo de crédito rural.

    Recursos e subsídios: o que está em jogo?

    O programa, que soma R$ 652 bilhões em recursos, foi pactuado entre o Ministério da Agricultura e o da Desenvolvimento Agrário. Desse montante, R$ 570 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores, enquanto R$ 82 bilhões serão direcionados à agricultura familiar. A definição dos valores, no entanto, ainda esbarra em disputas por maior equilíbrio entre as demandas do setor e as restrições fiscais do governo.

    Juros em queda: promessa mantida?

    Um dos principais pontos de tensão nas negociações diz respeito à redução dos juros nas linhas de custeio. O Mapa (Ministério da Agricultura) havia pleiteado uma taxa de um dígito, meta que não deve ser atingida. Contudo, a expectativa é de que os juros caiam ao menos dois pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, quando a taxa atingiu 14%. Especialistas avaliam que a medida, embora insuficiente para os produtores, alivia parcialmente o custo de financiamento.

    Consequências para o setor agropecuário

    A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um momento crítico para o agronegócio brasileiro. Com a pressão por produtividade e a necessidade de investimentos em tecnologia, a disponibilidade de crédito a taxas acessíveis é fundamental. A redução modesta nos juros, ainda que aquém das expectativas, pode impulsionar parcialmente a safra, mas o setor segue atento às próximas medidas governamentais, especialmente em meio a um cenário de incertezas econômicas.