Tag: Leapmotor

  • Leapmotor acelera: 1,5 milhão de carros vendidos em 11 anos com ajuda da Stellantis

    Leapmotor acelera: 1,5 milhão de carros vendidos em 11 anos com ajuda da Stellantis

    A Leapmotor, startup chinesa fundada em 2015, superou nesta semana a marca simbólica de 1,5 milhão de carros vendidos ao redor do mundo, um feito notável para uma empresa ainda jovem no competitivo setor automotivo. Apesar de não possuir a tradição de gigantes como BYD e Geely, ou das montadoras ocidentais, a fabricante chinesa tem demonstrado uma curva de crescimento exponencial, impulsionada pela parceria estratégica com a Stellantis.

    Parceria com a Stellantis: o acelerador da expansão

    A entrada da Stellantis — grupo que controla marcas como Jeep, Fiat, Peugeot e Citroën — no negócio foi determinante para a Leapmotor. Com acesso às redes logísticas, comerciais e de distribuição do conglomerado, a fabricante chinesa conseguiu escalar suas operações globalmente em ritmo acelerado. Em troca, a Stellantis obteve expertise em engenharia e design de veículos elétricos e compactos, uma área onde a Leapmotor já se destaca.

    Crescimento em velocidade recorde

    O ritmo de vendas da Leapmotor impressiona: enquanto os primeiros 500 mil veículos foram entregues em cerca de cinco anos (até outubro de 2024), o segundo meio milhão veio em apenas 12 meses. Já os últimos 500 mil foram comercializados em apenas oito meses, evidenciando não apenas a demanda por seus modelos, mas também a eficiência da estratégia de expansão. No Brasil, a empresa já sinaliza planos de crescimento, aproveitando o momento de transição energética no setor automotivo.

    O que esperar para o futuro

    Com a Stellantis como sócia e a Leapmotor ganhando musculatura no mercado global, a fabricante chinesa deve intensificar sua presença internacional, incluindo o Brasil, onde a concorrência com BYD e outras marcas de veículos elétricos deve se acirrar. A combinação de preço competitivo, inovação tecnológica e agora uma estrutura robusta de distribuição pode colocar a Leapmotor como uma das principais apostas do setor nos próximos anos.

  • Leapmotor transforma flat racks em solução logística para importar elétricos ao Brasil

    Leapmotor transforma flat racks em solução logística para importar elétricos ao Brasil

    Gargalo global vira oportunidade logística

    A explosão de vendas de carros elétricos chineses — como os da Leapmotor — esgotou a capacidade de transporte dos navios Ro-Ro, projetados para veículos. Sem alternativa, a montadora recorreu a uma solução engenhosa: fixar seus modelos em flat racks, pranchas metálicas que se comportam como contêineres, permitindo que sejam içados por guindastes e transportados nos porões de navios cargueiros convencionais. A estratégia não apenas driblou a crise logística, mas reduziu custos em um mercado dominado por fretes altíssimos.

    Itaguaí como hub estratégico

    O desembarque em Itaguaí (RJ) — sob a gestão da Stellantis — já viabilizou a importação de mais de 1.800 veículos desde o início da operação. A parceria aproveita a infraestrutura de preparação final (PDI) da Stellantis para agilizar a distribuição, evitando gargalos em portos saturados. Segundo especialistas, a medida pode se tornar um modelo para outras montadoras que enfrentam o mesmo problema.

    Impacto nos preços e no mercado

    A solução da Leapmotor chega em um momento crítico: os elétricos chineses — como o T03 e o C10 — ganharam tração no Brasil, mas dependiam de fretes caríssimos ou atrasos intermináveis. Com a logística otimizada, a expectativa é de queda nos preços, maior disponibilidade de modelos e potencial para acelerar a eletrificação do mercado nacional. Para consumidores e revendedores, a novidade pode ser o empurrão que faltava.

  • Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Expansão recorde: um novo ponto de venda a cada 72 horas

    A Leapmotor, fabricante chinesa que chegou ao Brasil recentemente, anunciou nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma meta ambiciosa: inaugurar pelo menos um novo concessionário a cada três dias até julho de 2026. Caso cumpra o cronograma, a marca — hoje presente em 38 pontos de venda — mais do que dobrará sua rede até o fim do ano, alcançando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. A estratégia reflete a aposta da empresa em consolidar sua presença no maior mercado automotivo da América Latina.

    Sinergia com a Stellantis: logística e produção nacional

    A Leapmotor não atua sozinha no Brasil. Como parte do conglomerado Stellantis — que engloba marcas como Jeep, Fiat e Ram —, a chinesa se beneficia da extensa rede de distribuição da controladora, incluindo centros de peças e a futura fábrica de Goiana (PE), onde atualmente são produzidos veículos como a Jeep Renegade, Fiat Toro e Ram Rampage. A planta pernambucana será strategicamente importante: será o primeiro local a fabricar modelos da Leapmotor no país, alinhando-se ao plano de expansão regional.

    Tecnologia em foco: REEV e modelos para 2026

    Os principais lançamentos da Leapmotor no Brasil incluem o B10, um SUV médio, e o C10, SUV de porte médio-grande já comercializado desde meados de 2025 no mercado chinês. Este último se destaca por sua tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle), que combina motor elétrico com um extensor de autonomia a combustão — inicialmente a gasolina, mas com previsão de versão flexível ainda sem data definida. A estratégia tecnológica da marca busca equilibrar inovação e adaptabilidade ao consumidor brasileiro, um mercado cada vez mais exigente por soluções sustentáveis e versáteis.

    Consequências: competição acirrada no segmento elétrico

    A chegada da Leapmotor ao Brasil intensifica a disputa no setor de veículos elétricos e híbridos, dominado até então por marcas como BYD, Volvo e Caoa Chery. Com preços competitivos e parcerias estratégicas — como a Stellantis —, a chinesa pode forçar uma reação das concorrentes, especialmente em um cenário onde a demanda por carros com menor emissão de carbono cresce, mas ainda enfrenta desafios como a infraestrutura de carregamento e a resistência dos consumidores à transição energética. O sucesso da expansão dependerá não apenas do ritmo de inaugurações, mas também da capacidade da marca de conquistar a confiança do mercado brasileiro.

  • Stellantis aposta em gigante chinesa para dominar eletrificação na Europa: joint venture mira produção local e redução de barreiras tarifárias

    Stellantis aposta em gigante chinesa para dominar eletrificação na Europa: joint venture mira produção local e redução de barreiras tarifárias

    Paris, França — Em um movimento estratégico para dominar o mercado europeu de veículos elétricos, o Grupo Stellantis anunciou nesta semana a formação de uma joint venture com a fabricante chinesa Dongfeng. O acordo, ainda em fase preliminar, promete redefinir a produção, comercialização e distribuição de carros eletrificados no continente, com foco na redução de barreiras tarifárias e no aproveitamento de tecnologias chinesas líderes em custo e inovação.

    A aliança que une marcas globais e expertise chinesa

    Sob o novo arranjo, a Stellantis — que controla marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Ram — deterá 51% da empresa, enquanto a Dongfeng ficará com 49%. A divisão de responsabilidades já está definida: a Stellantis cuidará da comercialização, distribuição e desenvolvimento de veículos eletrificados no mercado europeu, enquanto a Dongfeng fornecerá a tecnologia e os modelos. Entre os primeiros lançamentos previstos estão os veículos premium da Voyah, a divisão de luxo da Dongfeng focada em elétricos e híbridos plug-in.

    O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, afirmou que a parceria permitirá à empresa oferecer “uma gama ainda maior de produtos competitivos em preço e tecnologia”, aproveitando a expertise chinesa em eletrificação. “Este acordo é um passo decisivo para consolidar nossa presença no mercado europeu, especialmente em um cenário de crescente protecionismo industrial”, declarou.

    Produção local na França: o ‘Made in Europe’ como estratégia

    Além da comercialização, o acordo prevê a fabricação de veículos elétricos chineses em território europeu, uma medida que busca atender às exigências do bloco para obtenção do selo “Made in Europe”. Segundo fontes envolvidas, a produção será localizada na fábrica da Stellantis em Rennes (França), onde já são produzidos modelos como o Peugeot 5008.

    Especialistas apontam que esta estratégia pode reduzir barreiras tarifárias impostas pela União Europeia a veículos importados da China, que atualmente enfrentam taxas de até 10% sobre modelos elétricos. “Ao produzir localmente, a Stellantis mitiga riscos de sobretaxas e ganha agilidade para atender à demanda europeia”, analisa o economista Luca Bertolini, da Universidade Bocconi.

    Dependência tecnológica: um novo modelo de negócio

    A parceria com a Dongfeng reforça uma mudança radical na estratégia da Stellantis para a eletrificação. Em vez de investir pesadamente em desenvolvimento próprio — como fez com a plataforma STLA para veículos elétricos —, a empresa agora opta por alianças com fabricantes chineses, reconhecidos por sua velocidade de inovação e custos competitivos.

    Esta não é a primeira vez que a Stellantis recorre a parceiros chineses: desde 2022, a empresa mantém uma colaboração com a Leapmotor, também chinesa, que já resultou no lançamento de modelos como o Fiat 600e no Brasil. “A China domina a cadeia de suprimentos de baterias e semicondutores para veículos elétricos. Ignorar isso seria um erro estratégico”, avalia o analista Marco Doria, do setor automotivo.

    O que muda para os consumidores europeus?

    Para o mercado europeu, a joint venture promete mais opções de veículos elétricos a preços competitivos, com a Stellantis utilizando sua ampla rede de distribuição e pós-venda para impulsionar as vendas. Além disso, a chegada dos modelos da Voyah — que incluem SUVs e sedãs premium — pode diversificar a oferta em um segmento cada vez mais dominado por marcas europeias e americanas.

    “Os consumidores europeus ganham com a diversificação de produtos e a possibilidade de escolher tecnologias chinesas a preços mais acessíveis”, diz a analista Sophie Laurent, da consultoria Dataforce. “No entanto, a questão da qualidade e da adaptação ao gosto local ainda serão testadas.”

    Os riscos da estratégia

    Apesar das vantagens, a parceria também traz riscos. A dependência de tecnologias chinesas pode gerar preocupações geopolíticas, especialmente em um contexto de tensões entre a UE e a China. Além disso, a concorrência com fabricantes europeus — como a alemã Volkswagen — pode se intensificar, pressionando preços e margens de lucro.

    “A Stellantis está apostando alto em um jogo de velocidade e custo, mas precisa garantir que a qualidade e a segurança dos veículos não sejam comprometidas”, alerta o engenheiro automotivo Hans Weber. “A experiência da China em eletrificação é inegável, mas a Europa tem padrões rígidos que precisam ser atendidos.”

    Próximos passos: o que esperar?

    A joint venture entre Stellantis e Dongfeng ainda precisa de aprovações regulatórias na Europa e na China. Segundo fontes próximas ao acordo, a expectativa é que os primeiros modelos cheguem ao mercado em 2025, com a produção local na França começando em 2026. Enquanto isso, a Stellantis segue acelerando outras parcerias no setor, incluindo negociações com a BYD, outra gigante chinesa do setor elétrico.

    Para especialistas, este movimento sinaliza uma nova era na indústria automotiva global, onde as fronteiras entre fabricantes ocidentais e chineses se tornam cada vez mais tênues. “O futuro dos carros elétricos não será definido por uma única empresa ou país, mas por colaborações estratégicas como esta”, conclui Bertolini.

  • Stellantis acelera virada elétrica da Opel com SUV chinês: estratégia para enfrentar BYD e GWM

    Stellantis acelera virada elétrica da Opel com SUV chinês: estratégia para enfrentar BYD e GWM

    O novo desafio da Opel: eficiência chinesa com identidade europeia

    A Opel, marca alemã do grupo Stellantis, anunciou planos para lançar em 2028 um SUV elétrico desenvolvido em colaboração com a chinesa Leapmotor. A estratégia marca um ponto de virada na estratégia de eletrificação da fabricante europeia, que busca acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos para competir com gigantes chineses como BYD e GWM.

    A parceria representa uma resposta direta ao fenômeno conhecido como ‘China speed’, um modelo de desenvolvimento extremamente ágil adotado por fabricantes asiáticas. Enquanto montadoras europeias tradicionalmente levam entre 36 e 48 meses para lançar um novo modelo, a Leapmotor opera em ciclos de 18 a 24 meses. Essa diferença é possibilitada por uma integração vertical mais profunda, uso intensivo de simulações digitais por inteligência artificial e estruturas de trabalho menos hierárquicas.

    A divisão de responsabilidades: o que será europeu e o que virá da China

    Embora a plataforma elétrica, baterias e sistemas de propulsão sejam fornecidos pela Leapmotor — aproveitando elementos da plataforma B10 da chinesa —, a Opel manterá controle sobre aspectos críticos para a marca. Os engenheiros alemães serão responsáveis pelo design exterior e interior, calibração da suspensão, precisão da direção e tecnologias de iluminação. A fabricação será realizada na Espanha, otimizando a logística para o mercado europeu e reduzindo custos de produção.

    ‘Esta parceria nos permite oferecer um veículo elétrico de última geração com maior eficiência financeira, mesmo mantendo nossa identidade de condução’, declarou Florian Huettl, diretor-executivo da Opel. A abordagem visa democratizar o acesso a carros elétricos, competindo diretamente com os preços agressivos das marcas chinesas, que já dominam mais de 60% do mercado global de EVs.

    O timing da estratégia: por que 2028 é um marco importante

    A Opel tem como meta tornar toda a sua linha 100% elétrica até 2028, alinhada às regulamentações europeias que proíbem a venda de carros a combustão a partir de 2035. No entanto, a pressão competitiva exige ações mais rápidas. A Stellantis, controladora da Opel, já enfrenta quedas de market share na Europa frente ao avanço de BYD e GWM, que em 2023 registraram crescimento de 150% e 80%, respectivamente, enquanto as vendas da Opel recuaram 5%.

    ‘Não podemos nos dar ao luxo de esperar cinco anos para lançar um novo modelo’, afirmou um executivo da Stellantis, sob condição de anonimato. ‘Precisamos apresentar produtos competitivos agora, mesmo que isso signifique compartilhar plataformas com parceiros estratégicos.’

    A China como laboratório: aprendizados e riscos da parceria

    A colaboração com a Leapmotor não é um caso isolado. A Stellantis também planeja lançar modelos elétricos para as marcas Fiat e Peugeot utilizando tecnologia chinesa. Segundo relatórios internos, a parceria já poupou cerca de €1,2 bilhão em custos de desenvolvimento para a Stellantis em 2023. No entanto, especialistas alertam para riscos de dependência tecnológica e possíveis conflitos culturais entre as equipes.

    ‘A China tem dominado a cadeia de suprimentos de baterias e sistemas elétricos, mas a engenharia europeia ainda é referência em conforto e precisão’, analisa o engenheiro automotivo Klaus Weber. ‘O desafio será integrar ambas as competências sem perder a essência da marca Opel.’

    Impacto no mercado e perspectivas para o consumidor

    O lançamento do SUV elétrico da Opel em 2028 promete trazer ao mercado europeu um veículo com preço estimado entre €30.000 e €35.000 — cerca de 20% abaixo dos modelos equivalentes da Tesla ou BMW. Além disso, a Opel planeja oferecer pacotes de atualização de software via over-the-air (OTA), uma tendência crescente entre os fabricantes chineses.

    Para os consumidores, a novidade representa mais uma opção em um mercado cada vez mais competitivo. Para a indústria, é um sinal claro de que a colaboração global será essencial para a transição energética. ‘O futuro dos carros elétricos não será dominado por uma única região’, conclui Weber. ‘Será uma batalha de ecossistemas, e a Europa precisa aprender a jogar nesse novo tabuleiro.’