O governo brasileiro não se limitou a protestos verbais. Em reação à decisão unilateral dos Estados Unidos — anunciada na quarta-feira (15) — de impor tarifas de 25% sobre exportações brasileiras, o Palácio do Planalto determinou o acionamento imediato da Lei de Reciprocidade, sancionada em abril de 2025.
A Lei de Reciprocidade como escudo comercial
A norma, formalizada pela Lei nº 15.122, foi criada justamente para neutralizar medidas protecionistas estrangeiras que prejudiquem a balança comercial brasileira. Entre as contrapartidas permitidas estão a aplicação de tributos retaliatórios, a suspensão de isenções fiscais ou a restrição de importações de bens e serviços do país agressor.
Origem da tensão: Trump e a escalada comercial
A motivação para a lei remonta a março de 2025, quando o então presidente Donald Trump iniciou uma série de sobretaxas contra parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A estratégia, segundo analistas, visa proteger a indústria norte-americana, mas tem como efeito colateral o estrangulamento de economias dependentes de exportações, como a brasileira.
Riscos e desdobramentos
Especialistas alertam que a medida pode desencadear um ciclo de retaliações, prejudicando setores-chave como agronegócio e manufatura. Enquanto o Brasil busca defender sua posição, a comunidade internacional observa o desenrolar da disputa, que já afeta acordos multilaterais e a confiança nos mercados emergentes.
