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    Mato Grosso assume meta de eliminar lenha nativa em usinas de etanol até 2034

    Compromisso ambiental com prazo definido

    Na véspera do dia 8 de junho de 2026, o governo de Mato Grosso assinou um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) estabelecendo a eliminação total do uso de lenha nativa em caldeiras que abastecem agroindústrias — como usinas de etanol de milho — até o ano de 2034. O documento, obtido pela Reuters, prevê ainda uma redução gradual no consumo dessa matéria-prima nos próximos oito anos.

    Investigação motivou o acordo

    A medida surge após a abertura de um inquérito no final de 2025 pelo Ministério Público do Estado, que investigava possíveis ilegalidades na utilização de lenha nativa pelas indústrias locais. A preocupação central é evitar que o crescimento acelerado do setor de etanol de milho — impulsionado pela descarbonização — incentive práticas ambientalmente prejudiciais, como o desmatamento irregular.

    Impacto econômico e ambiental

    Mato Grosso é um dos principais polos de produção de etanol de milho no Brasil, e a transição para fontes energéticas alternativas — como biomassa certificada ou outros biocombustíveis — exigirá investimentos significativos em infraestrutura e inovação. O estado, que já enfrenta pressões por desmatamento na Amazônia Legal, busca alinhar sua matriz energética à sustentabilidade, mas a meta impõe desafios logísticos e financeiros para as agroindústrias.

    Cenário nacional e consequências

    A decisão de Mato Grosso pode servir de exemplo para outros estados brasileiros, especialmente aqueles com forte presença de agroindústrias dependentes de biomassa. No entanto, a viabilidade da meta depende da oferta de lenha certificada e do desenvolvimento de tecnologias alternativas para geração de energia térmica, ainda incipientes no setor sucroenergético.