Tag: Luca di Montezemolo

  • Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Legado ou evolução: a Ferrari resiste ao apagão dos motores a combustão

    Na última semana, a apresentação da Ferrari Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, acendeu um debate acalorado entre puristas e entusiastas da eletrificação. A polêmica ganhou ainda mais combustível quando o ex-presidente da montadora, Luca di Montezemolo, afirmou que o modelo poderia “destruir uma lenda”. A reação não demorou: Benedetto Vigna, atual CEO, saiu em defesa da estratégia, mas deixou claro que a Ferrari não eliminará os motores a gasolina — ao contrário do que alguns temiam.

    “O cliente escolhe”: a estratégia tripla da Ferrari para o futuro

    Em entrevista ao portal australiano Drive, Vigna desmistificou a ideia de uma transição forçada para a eletrificação. Segundo ele, a marca já trabalha com três frentes: motores a combustão (IC), híbridos e elétricos, sem hierarquia entre elas. “Temos o motor a combustão, temos híbrido e temos elétrico. Ponto final. Depois, o cliente escolhe o que quiser”, declarou. A afirmação desmonta a tese de que a Ferrari estaria abandonando seu DNA tradicional para abraçar o elétrico a qualquer custo.

    A postura reflete uma estratégia cautelosa, mas não reativa. Vigna admitiu que a demanda por carros elétricos já é uma realidade incontornável: “Se os clientes estão pedindo isso, já é tarde demais”. Ou seja, a Ferrari atendeu à pressão do mercado ao lançar a Luce, mas sem abrir mão de seus ícones como o Daytona SP3 ou o SF90 Stradale — este último, um híbrido que já vende como água.

    O que a Luce representa: um marco ou um risco calculado?

    A Luce, nome que homenageia a luz (em italiano), não é apenas um carro elétrico: é um manifesto. Com design futurista e tecnologia de ponta, o modelo é a resposta da Ferrari aos consumidores que exigem performance sem emissões — mas sem abrir mão do prazer de dirigir que a marca cultiva. No entanto, o debate interno persiste: enquanto Montezemolo enxerga a eletrificação como uma ameaça à identidade da Scuderia, Vigna vê nela uma oportunidade de atrair novos públicos.

    Para os fãs do combustão, a garantia de Vigna soa como um alívio. Afinal, como ele mesmo pontuou, a Ferrari sempre foi sinônimo de liberdade — e, no imaginário coletivo, liberdade ainda rima com motores rugindo. A pergunta que fica é: até quando a gasolina resistirá no portfólio da marca? A história sugere que, pelo menos por enquanto, a resposta é simples: até o cliente decidir o contrário.

  • Ex-presidente da Ferrari alerta: Luce EV pode ‘destruir uma lenda’ do automobilismo

    Ex-presidente da Ferrari alerta: Luce EV pode ‘destruir uma lenda’ do automobilismo

    A Ferrari surpreendeu o mundo automobilístico na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, ao lançar oficialmente seu primeiro carro elétrico, o Luce EV, sem qualquer vazamento prévio de imagens ou informações técnicas. Em uma era dominada por redes sociais e pela obsessão por cliques, o feito da marca italiana foi recebido com mistura de admiração e ceticismo.

    O segredo que virou lenda

    Manter o design do Luce EV em sigilo absoluto até a apresentação é um feito raro nos dias de hoje. Empresas como Tesla e Rivian já haviam quebrado essa barreira há anos, com protótipos circulando livremente antes das estreias. A Ferrari, contudo, conseguiu preservar a surpresa — um detalhe que, segundo especialistas, reforça o respeito à marca e sua cultura de excelência. Mas será que o silêncio foi suficiente para salvar a identidade de um ícone?

    A voz do passado: di Montezemolo e o risco da inovação

    Luca di Montezemolo, ex-presidente da Ferrari entre 1991 e 2014 e um dos homens mais influentes da história recente da marca, não poupou críticas ao Luce EV. Em entrevista exclusiva, ele afirmou que o modelo elétrico ‘corre o risco de destruir uma lenda‘, referindo-se à tradição de motores a combustão que definiram a Ferrari ao longo de sete décadas. ‘A Ferrari não é apenas um carro; é uma obra de arte movida por um rugido inconfundível‘, declarou, ecoando o temor de que a eletrificação possa diluir a essência da marca.

    Mudança inevitável ou traição à identidade?

    O debate vai além da estética. Para Montezemolo, a Ferrari acertou ao inovar, mas erra ao apostar integralmente no elétrico sem uma transição gradual que preserve o DNA da marca. ‘O cliente da Ferrari não quer apenas performance; ele quer uma experiência‘, argumentou. Enquanto isso, a empresa defende que o Luce EV representa ‘o futuro sem perder a alma italiana‘, prometendo manter o desempenho característico da marca mesmo com a mudança de propulsão.

    Repercussão imediata: entre o fascínio e o ceticismo

    A internet explodiu com opiniões sobre o Luce EV. Nas redes sociais, fãs dividiram-se entre aqueles que celebram a coragem da Ferrari em abraçar a eletrificação e outros que temem a perda do ‘som do inferno’ — o ronco dos motores V12 que se tornou sinônimo de paixão automobilística. Especialistas, por sua vez, destacam que, apesar do risco, a estratégia pode ser um divisor de águas para a indústria, forçando concorrentes a repensarem seus modelos de transição energética.