Tag: Mercado Automotivo Brasileiro

  • Strada lidera, Tera surpreende e BYD domina: veja o top 10 de vendas de veículos na primeira quinzena de julho

    Strada lidera, Tera surpreende e BYD domina: veja o top 10 de vendas de veículos na primeira quinzena de julho

    A Fiat Strada (6.817 emplacamentos) reforça seu domínio no mercado brasileiro ao liderar o ranking de vendas na primeira quinzena de julho de 2026, segundo dados oficiais da Fenabrave divulgados no dia 16 de julho. O modelo registrou crescimento superior a 700 unidades em comparação ao mesmo período de junho (6.111), mantendo a marca italiana no topo do segmento de picapes.

    Volkswagen Tera rouba a cena no 2º lugar

    O grande destaque do período é o Volkswagen Tera (3.986 unidades), SUV mais acessível da marca alemã atualmente. O modelo surpreendeu ao ocupar a segunda posição no ranking, superando concorrentes tradicionais. A Volkswagen ainda emplacou dois outros modelos entre os líderes: o Polo (3.726) e o T-Cross (3.398), que completam a presença da marca no top 5.

    Hyundai Creta fecha top 5, mas BYD domina o top 10 com três modelos

    O Hyundai Creta (3.091) fecha o quinteto de elite, mas a verdadeira revolução vem da BYD. Pela primeira vez, a marca chinesa coloca três modelos simultaneamente entre os dez mais vendidos: a família Song (3.080 unidades), composta pelos modelos Pro e Plus, superou até mesmo o Dolphin Mini (3.075), atual líder entre os elétricos, e o Dolphin (2.472), que recentemente ganhou uma versão reestilizada. Essa performance reforça a estratégia agressiva da BYD no mercado nacional de veículos elétricos e híbridos.

  • Geely EX2: donos apontam 5 falhas críticas que o hatch elétrico precisa corrigir até junho de 2026

    Geely EX2: donos apontam 5 falhas críticas que o hatch elétrico precisa corrigir até junho de 2026

    Falta de limpador traseiro: um risco em dias de chuva

    O Geely EX2 chega ao mercado brasileiro sem limpador traseiro de fábrica, o que prejudica drasticamente a visibilidade em condições de chuva — um problema crítico para segurança. Donos relatam que a opção, quando disponível como acessório, tem custo elevado e instalação pouco intuitiva, evidenciando um descuido da montadora em um item básico de conforto e segurança.

    Estepe fino e kit de reparo: economia questionável

    A ausência de um estepe convencional no porta-malas do EX2 é compensada por um kit de reparo de emergência, que muitos consideram insuficiente. A roda reserva fina e compacta, presente em algumas versões, sequer cumpre o papel de uma solução emergencial confiável, levantando dúvidas sobre o padrão de qualidade adotado pela Geely para o mercado brasileiro.

    Controle de cruzeiro adaptativo: privilégio das versões premium

    Enquanto a versão mais cara do EX2 oferece controle de cruzeiro adaptativo, os consumidores das faixas inferiores precisam se contentar com tecnologias menos avançadas. Essa segmentação de recursos — comum em veículos térmicos, mas questionável em elétricos — pode afastar potenciais compradores que buscam inovação mesmo em modelos de entrada.

    Falta de tomada 12V: adaptadores e gambiarras

    O EX2 não vem equipado com tomadas 12V de fábrica, obrigando donos a recorrer a adaptadores externos para conectar dispositivos como carregadores de celular ou compressores de pneus. Essa omissão, em um mercado onde até modelos de entrada já incluem essa funcionalidade, demonstra um descompasso entre as expectativas dos consumidores e o que a Geely oferece no hatch elétrico.

    Grade do radiador vulnerável: garantia em xeque

    Relatos de proprietários indicam casos de perfuração ou danos na grade do radiador do EX2, com relatos de recusa de cobertura por parte da garantia em algumas situações. O problema, que afeta a estética e a integridade do sistema de arrefecimento, reforça a necessidade de a fabricante revisar a resistência dos materiais usados no modelo, especialmente em um país com estradas irregulares como o Brasil.

    O EX2 lidera o mercado, mas precisa amadurecer

    Com 10.397 unidades emplacadas de janeiro a maio de 2026, o Geely EX2 é o terceiro carro elétrico mais vendido no Brasil, atrás apenas do BYD Dolphin e BYD Dolphin Mini. Seu sucesso comercial, no entanto, não isenta a marca de críticas. Falhas como as listadas pelos donos — que vão de itens básicos ausentes a problemas de garantia — mostram que o hatch elétrico ainda tem um longo caminho a percorrer para se consolidar como uma opção verdadeiramente premium no segmento.

  • Chery negocia incentivos no Rio para assumir fábrica da Land Rover e manter produção de SUVs no Brasil

    Chery negocia incentivos no Rio para assumir fábrica da Land Rover e manter produção de SUVs no Brasil

    A fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ) viverá seu último mês de produção em julho, com os últimos modelos — como os Discovery Sport e Range Rover Evoque — já montados e prontos para distribuição até meados do mês. Enquanto a montadora britânica não detalha os próximos passos aos funcionários, sinais concretos indicam que a Chery Automobile está em vias de assumir a unidade.

    Chery em negociação por incentivos fiscais para evitar fechamento da fábrica

    O governo do Rio de Janeiro e a Prefeitura de Itatiaia estão em tratativas avançadas com a Chery para oferecer incentivos fiscais que viabilizem a transferência da unidade. A estratégia da chinesa inclui a nacionalização do SUV Omoda 4, modelo que já é produzido na Argentina, mas que poderia ganhar produção local no Brasil — um movimento que alinharia a estratégia da Chery de expandir sua presença no mercado sul-americano.

    Parceria global pode manter Land Rover no Brasil

    Apesar da saída oficial da Jaguar Land Rover do país, fontes internas indicam que uma parceria comercial entre as duas montadoras — já existente em outros mercados — poderia viabilizar a continuidade da produção de modelos Land Rover na fábrica de Itatiaia, ainda que sob gestão da Chery. Segundo a JLR, a produção segue normalmente em junho, mas não há previsão oficial sobre o futuro da unidade além dessa data. “Não temos informações adicionais para compartilhar neste momento”, declarou a empresa em comunicado.

    Impacto no mercado e na região

    A transição entre as montadoras deve gerar incertezas entre os 1.500 funcionários da fábrica, mas também abre a possibilidade de manutenção de empregos e investimentos na região. A Chery, que já atua no Brasil com modelos como o Tiggo 8, poderia consolidar sua operação local com a ampliação da capacidade produtiva em Itatiaia, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade frente a concorrentes como a chinesa BYD, que também mira o mercado brasileiro de veículos elétricos.

  • GAC Yue 7: SUV chinês de 536 cv com design ‘quadrado’ e LiDAR chega ao Brasil em 2026?

    GAC Yue 7: SUV chinês de 536 cv com design ‘quadrado’ e LiDAR chega ao Brasil em 2026?

    Um ‘tanque’ chinês de alta performance

    O GAC Yue 7 surge como mais um representante da onda de SUVs quadrados chineses, um estilo que já conquistou o mercado brasileiro com modelos como o GWM Tank 300 e o Denza B5. Em 10 de junho de 2026, a montadora asiática apresentou o novo veículo, que promete não apenas design agressivo, mas também tecnologia de ponta e capacidade off-road notável.

    Ficha técnica: híbrido plug-in com 536 cv

    O Yue 7 é um SUV de grande porte equipado com um sistema híbrido plug-in que entrega 536 cavalos de potência combinada, graças à combinação de um motor térmico com um ou mais elétricos. A autonomia elétrica chega a 188 km, enquanto o sistema de tração integral i-4WD garante estabilidade em terrenos adversos — inclusive com tração em apenas uma roda, como destacado pela fabricante.

    Tecnologia embarcada: Huawei entra no jogo

    Um dos destaques do Yue 7 é a integração com a tecnologia LiDAR da Huawei, que promete inteligência avançada para sistemas de assistência ao motorista e direção autônoma em níveis básicos. Esse tipo de recurso, ainda raro em veículos comercializados no Brasil, sinaliza uma nova era de conectividade e segurança nos SUVs chineses.

    Chegada ao Brasil: quando e por que agora?

    Embora o Yue 7 seja esperado para ser lançado na China no terceiro trimestre de 2026, a GAC já estuda expandir suas operações para o mercado brasileiro. A semelhança com o Denza B5 — que já é um sucesso por aqui — sugere que o novo modelo poderá ser um forte concorrente, especialmente para consumidores que buscam designs robustos, tecnologia embarcada e eficiência energética. A chegada, no entanto, dependerá de estratégias de mercado e adaptações regulatórias.

    O que esperar do futuro da categoria?

    O Yue 7 representa mais um passo da China na consolidação de uma nova era para os SUVs, onde design retangular, alta performance e eletrificação caminham lado a lado. Com a crescente demanda por veículos com apelo off-road e tecnologias avançadas, o mercado brasileiro — já acostumado com a presença de marcas chinesas — pode estar diante de uma nova opção disruptiva ainda em 2026.

  • Geely acelera nacionalização do EX2 e mantém planos de produzir híbrido no Brasil ainda em 2026

    Geely acelera nacionalização do EX2 e mantém planos de produzir híbrido no Brasil ainda em 2026

    Demanda recorde obriga Geely a rever estratégia no Brasil

    A Geely, que chegou ao Brasil em novembro de 2025, registrou um marco inesperado para um modelo elétrico: 4.321 emplacamentos do EX2 em maio de 2026. O volume, bem acima das projeções iniciais, levou a empresa a abandonar os planos originais de focar apenas em modelos premium, como o EX5 DM-i, e incluir o EX2 na lista de veículos a serem produzidos nacionalmente ainda neste ano.

    EX5 híbrido plug-in avança em nacionalização mais rápida que BYD

    Enquanto o EX2 ganha fábrica no Paraná, o EX5 — híbrido plug-in com previsão de chegada ainda em 2026 — já apresenta um grau de nacionalização superior ao dos veículos BYD fabricados em Camaçari (BA). Segundo informações do engenheiro Montenegro, ouvido pelo Motor1.com, a Geely já domina processos como pintura e montagem de peças no Brasil, restando apenas etapas como soldagem, o que representa um avanço em relação ao sistema SKD (Semi-Knocked Down) adotado pela rival chinesa.

    Mercado brasileiro se torna prioridade para a Geely

    A mudança de planos reflete a confiança da Geely no potencial do mercado brasileiro, especialmente após o sucesso do EX2. Com a produção nacional do EX2 já confirmada para 2026, a montadora sinaliza que pretende competir de igual para igual com BYD e outras marcas que apostam em elétricos no país. O EX5, por sua vez, chega como uma alternativa híbrida, combinando eficiência energética com menor dependência de recarga, um ponto crucial diante da ainda limitada infraestrutura de estações de carregamento no Brasil.

  • Lotus chega ao Brasil com estratégia multimodal: do hipercarro de 2.000 cv a SUV elétricos e clássicos manuais

    Lotus chega ao Brasil com estratégia multimodal: do hipercarro de 2.000 cv a SUV elétricos e clássicos manuais

    A Lotus não escolheu um caminho fácil para sua estreia no Brasil. Em vez de apostar em um único produto ou em um nicho restrito, a fabricante britânica optou por uma estratégia multimodal, capaz de atender desde entusiastas de hipercarros até consumidores em busca de soluções elétricas mais acessíveis. A apresentação oficial, realizada no dia 31 de maio de 2026 na Casa Fasano Usina, em São Paulo, deixou claro que a marca veio para competir em múltiplos segmentos — e com ambição.

    O Evija: o hipercarro que redefine o luxo no Brasil

    O Lotus Evija, com seus 2.039 cavalos de potência e preço estimado em mais de R$ 50 milhões, não é apenas um carro: é um manifesto tecnológico. Elétrico puro, com autonomia de 400 km (WLTP) e recarga rápida, o hipercarro britânico promete ser um dos automóveis mais exclusivos — e caros — já comercializados oficialmente no país. Mas sua relevância vai além do valor de mercado: o Evija representa a aposta da Lotus no topo da pirâmide automotiva, onde a inovação se mistura ao status de colecionador.

    SUV elétricos e clássicos manuais: a estratégia de ampliação de mercado

    O que realmente chamou a atenção durante o lançamento foi a diversidade da linha apresentada. Ao lado do Evija, a Lotus trouxe o Emeya, SUV elétrico com quase 1.000 cv, e modelos como o Emira, esportivo clássico com câmbio manual — uma raridade no mercado atual. Essa abordagem não é casual: a marca entendeu que o Brasil, com sua paixão por automóveis e suas desigualdades regionais, exige soluções para todos os bolsos e gostos.

    Ainda que o Evija seja o carro-estrela, é justamente a combinação entre tecnologia de ponta, nostalgia e praticidade que pode definir o sucesso da Lotus no país. Enquanto muitos fabricantes apostam apenas em elétricos ou em modelos premium, a Lotus optou por uma estratégia híbrida, capaz de atrair desde milionários até entusiastas que valorizam a engenharia britânica.

    Por que a chegada da Lotus é um sinal de mudança no mercado?

    A entrada da Lotus no Brasil em 31 de maio de 2026 não é apenas mais uma estreia estrangeira: é um teste de mercado para a viabilidade dos carros elétricos de alto desempenho no país. Com a infraestrutura de recarga ainda em expansão e a cultura do câmbio manual em declínio, a marca enfrenta desafios — mas também oportunidades. A aposta em veículos com extensor de autonomia, por exemplo, pode ser a solução para consumidores que ainda temem a dependência das estações de recarga.

    Além disso, a Lotus chega em um momento em que o Brasil discute políticas públicas para o setor automotivo, incluindo incentivos para elétricos. Se a estratégia der certo, a fabricante pode se tornar um exemplo para outras marcas que buscam diversificar suas operações no país sem abrir mão da exclusividade.

  • Stellantis aposta em tecnologia e picapes para liderar mercado brasileiro até 2030

    Stellantis aposta em tecnologia e picapes para liderar mercado brasileiro até 2030

    A Stellantis traçou um plano agressivo para dominar o mercado automotivo brasileiro até 2030, com investimentos concentrados em inovação, tecnologia e expansão de sua linha de veículos. Durante uma apresentação a investidores nesta quarta-feira (21), Herlander Zola, presidente da fabricante para a América do Sul, revelou os detalhes de uma estratégia que promete transformar o cenário local, especialmente no segmento de picapes e SUVs.

    A Fiat lidera a ofensiva com cinco novos lançamentos

    A marca italiana será a grande protagonista do plano, com cinco modelos inéditos ou renovados até o final da década. O destaque inicial é o novo Argo, versão regional do Grande Panda europeu, cuja estreia está prevista para o segundo semestre de 2024 — com produção em Betim (MG). O hatch compacto chega para substituir o atual Argo e promete trazer melhorias significativas em design, tecnologia e eficiência.

    Além do Argo, a Fiat prepara uma nova linha de SUVs, com modelos que devem incluir as gerações atualizadas do Pulse e Fastback, além de um terceiro utilitário ainda não oficialmente revelado: o Grizzly. Embora não tenha sido confirmado oficialmente no Brasil, imagens do modelo circularam na Europa, onde o Grizzly é visto como uma linha com duas propostas: um SUV de sete lugares e uma versão cupê (Grizzly Fastback). No mercado nacional, a expectativa é que o novo SUV chegue com versões de cinco e sete lugares, além da versão cupê, mantendo os nomes Pulse e Fastback para os modelos existentes.

    Picapes em alta: Strada e Toro ganham novas gerações

    O setor de picapes será o grande impulsionador do crescimento da Stellantis na América do Sul, com meta de 10% de expansão até 2030. A empresa confirmou a chegada de novas gerações para as duas picapes líderes da Fiat no Brasil: a Strada e a Toro.

    A Strada receberá uma renovação completa, com a estreia de uma nova geração já sinalizada por um conceito derivado da família Panda, que também será lançado na Europa. Já a Toro — líder absoluta no segmento de picapes médias — ganhará sua primeira nova geração oficializada pela Fiat. Com 10 anos de mercado em 2026 e duas reestilizações desde seu lançamento, a Toro passa por um processo de modernização que deve incluir avanços em tecnologia, design e eficiência.

    Jeep renova linha completa e aposta no Avenger

    Enquanto a Fiat domina os lançamentos, a Jeep também se prepara para um ano movimentado. A marca confirmou a renovação de toda a sua linha nacional, que inclui os modelos Renegade, Compass, Commander e a estreia do Avenger. Este último já é um sucesso de vendas desde seu lançamento, consolidando-se como um dos modelos mais populares da marca no Brasil.

    Tecnologia BioHybrid: o primeiro híbrido da Stellantis no Brasil

    Além dos lançamentos de novos modelos, a Stellantis anunciou que trará até 2030 o primeiro veículo híbrido (HEV) do grupo no Brasil, com tecnologia BioHybrid. Embora os detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é que o modelo seja lançado como parte da estratégia de eletrificação da empresa, que busca se adequar às normas de emissões e à crescente demanda por veículos mais sustentáveis.

    O que esperar desse movimento?

    A ofensiva da Stellantis chega em um momento crucial para o mercado brasileiro, que enfrenta desafios como a concorrência acirrada, a busca por veículos mais tecnológicos e a pressão por soluções sustentáveis. Com foco em picapes — segmento em forte expansão no país — e a introdução de novos SUVs e tecnologias, a empresa busca não apenas manter suas posições de liderança, mas também conquistar novos consumidores.

    A estratégia reflete uma tendência global de diversificação, onde as montadoras apostam em múltiplas frentes para garantir seu espaço. Enquanto a Fiat reforça sua presença com modelos compactos e picapes, a Jeep amplia sua linha com SUVs robustos e tecnológicos. Já a introdução do primeiro híbrido da Stellantis no Brasil sinaliza um passo importante rumo à eletrificação, ainda que de forma gradual.

    Para os consumidores, a expectativa é de um mercado mais dinâmico, com opções atualizadas e tecnologias cada vez mais acessíveis. A chegada de novos modelos até 2030 promete redefinir a competição no setor automotivo brasileiro, com a Stellantis posicionando-se como uma das principais forças do segmento.

  • BMW M135 xDrive: o hatch premium que chega para redefinir a disputa de motores no Brasil

    BMW M135 xDrive: o hatch premium que chega para redefinir a disputa de motores no Brasil

    O mercado brasileiro de hatches esportivos nunca esteve tão aquecido. Modelos como o Honda Civic Type R, Toyota GR Corolla e o recém-chegado Volkswagen Golf GTI dominam as discussões entre entusiastas, oferecendo desempenho radical a preços que ultrapassam a casa dos R$ 400 mil. Mas é a BMW quem surge com uma proposta que vai além do esportivo convencional: o novo M135 xDrive, um hatch que promete aliar a ferocidade de um motor de alta performance à sofisticação de uma marca premium.

    Um rival inesperado para o Golf GTI

    Com preço inicial de R$ 459.950, o BMW M135 xDrive chega ao Brasil como a versão mais potente da linha Série 1, superando o Golf GTI (que custa entre R$ 430 mil e R$ 445 mil e entrega 245 cv). A diferença, no entanto, vai muito além dos números. Enquanto o hatch alemão da Volkswagen se destaca pela preparação extrema para pista, o BMW opta por um caminho distinto: um equilíbrio entre esportividade e refinamento, típico de uma marca de luxo.

    Sob o capô, está um motor 2.0 TwinPower Turbo de quatro cilindros — mesmo bloco que equipa modelos como o X2 M35i e M235. Com 317 cv e 40,8 kgfm de torque, o M135 xDrive acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e atinge velocidade máxima de 250 km/h. Tudo isso é transmitido ao solo graças à tração integral xDrive e a um câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas.

    Do ‘carro de entrada’ ao hot hatch premium

    A chegada do M135 xDrive representa uma mudança significativa no posicionamento da BMW no Brasil. O Série 1, antes visto como um modelo de entrada para a marca, agora se transforma em um hatch esportivo de alta performance, disponível exclusivamente nesta configuração no mercado brasileiro. Não há mais versões convencionais ou opções de entrada — a BMW aposta todas as suas fichas em um produto que promete disputar espaço com os esportivos mais radicais do segmento.

    Essa estratégia reflete uma tendência global: a busca por veículos que unam desempenho e sofisticação. Enquanto rivais como o Civic Type R e o GR Corolla apostam em configurações voltadas para o track day, o BMW M135 xDrive oferece uma experiência mais civilizada para o dia a dia, sem abrir mão da adrenalina.

    Cabine digital e refinamento bávaro

    Se o desempenho impressiona, é dentro da cabine que o M135 xDrive talvez mostre sua maior vantagem. O hatch traz o BMW Curved Display, que une um painel de instrumentos de 10,25 polegadas a uma tela central de mesmo tamanho, formando uma única superfície curva. O sistema iDrive 9, com interface atualizada e comandos por voz aprimorados, promete uma experiência de uso intuitiva e tecnologicamente avançada.

    Os materiais, como couro e alumínio, reforçam o caráter premium do modelo. Bancos esportivos com costuras contrastantes, detalhes em fibra de carbono e iluminação ambiente ajustável completam o visual interno, enquanto opções como assentos com massageador e sistema de som Harman Kardon elevam o nível de conforto a outro patamar.

    O que muda para o consumidor brasileiro?

    O lançamento do BMW M135 xDrive chega em um momento crucial para o mercado de esportivos no Brasil. Com a popularização de hatches como o Golf GTI e a chegada de modelos como o Corolla GR, os consumidores têm cada vez mais opções para escolher. No entanto, o M135 se diferencia ao oferecer um pacote que vai além do desempenho puro: tecnologia, refinamento e uma marca reconhecida globalmente pelo seu DNA esportivo.

    Para quem busca um hatch premium sem abrir mão da adrenalina, o BMW M135 xDrive surge como uma alternativa atraente. Afinal, não se trata apenas de um carro esportivo — é uma declaração de intenções: a BMW está disposta a disputar de igual para igual com as marcas generalistas, provando que performance e luxo podem caminhar juntos.

  • Renault abandona o Kwid elétrico: fim de uma era para os carros elétricos baratos no Brasil

    Renault abandona o Kwid elétrico: fim de uma era para os carros elétricos baratos no Brasil

    A Renault deu um passo atrás no segmento de elétricos acessíveis no Brasil ao retirar de linha o Kwid E-Tech, modelo que já foi considerado um dos precursores na categoria com preço abaixo de R$ 100 mil. Lançado em 2022, o hatch elétrico passou por uma atualização visual em outubro de 2025, mas não resistiu ao mercado por muito tempo: a versão pós-facelift permaneceu disponível por menos de sete meses.

    A derrocada de um pioneiro em sete meses

    O Kwid E-Tech chegou ao Brasil como uma aposta ousada: trazer um carro 100% elétrico para um público que, até então, tinha poucas opções abaixo da barreira dos R$ 150 mil. Com bateria de 26,8 kWh e autonomia estimada em cerca de 260 km (ciclo WLTP), o modelo surpreendeu pela leveza — apenas 977 kg em ordem de marcha —, graças ao posicionamento inteligente das baterias sob os bancos traseiros e ao túnel central elevado, típico de modelos a combustão. Mesmo com 65 cv e 11,5 kgfm de torque, a agilidade era notável, comparável a um Mobi Trekking.

    A Renault não detalhou os motivos da descontinuação, mas o timing levanta suspeitas. Em setembro de 2025, a marca anunciou uma parceria com a chinesa Geely para atuar no mercado brasileiro, e o Geely EX2 — lançado recentemente e com preço inicial a partir de R$ 120 mil — surge como um forte candidato a preencher o vazio deixado pelo Kwid. O hatch da Geely oferece preços próximos aos do BYD Dolphin Mini, mas com espaço interno comparável ao BYD Dolphin, uma vantagem competitiva em um segmento cada vez mais disputado.

    O que o Kwid E-Tech deixou de legado

    Apesar de sua curta vida comercial, o Kwid E-Tech marcou pontos importantes no segmento. Seu pacote de segurança, por exemplo, era acima da média para o preço: seis airbags, assistências ADAS (como frenagem autônoma de emergência, alerta de permanência em faixa e reconhecimento de placas), sensor de fadiga e controle adaptativo de velocidade — recursos que só são encontrados em modelos mais caros no Brasil, como o Polo Track ou Argo. Esses diferenciais reforçavam a proposta de um carro elétrico não apenas acessível, mas também seguro e tecnológico.

    Outro ponto interessante era sua identidade visual. Após a atualização de outubro de 2025, o Kwid ganhou traços mais modernos e uma personalidade própria, mesmo mantendo suas dimensões compactas (3,70 m de comprimento, 1,58 m de largura e 1,53 m de altura). A Renault conseguiu, com poucos recursos, fazer o modelo parecer maior do que realmente era, um truque de design que agradou parte do público.

    O futuro dos elétricos baratos: Geely EX2 vs. BYD Dolphin Mini

    A saída do Kwid E-Tech abre uma lacuna no mercado que dificilmente passará despercebida. O Geely EX2, com preço inicial de R$ 120 mil, surge como o principal substituto, oferecendo uma proposta semelhante em termos de custo-benefício. No entanto, a concorrência é acirrada: o BYD Dolphin Mini, que também compete nessa faixa de preço, já conquistou uma fatia considerável do mercado com seu design arrojado e autonomia superior.

    A Renault, por sua vez, pode estar optando por uma estratégia mais focada em modelos de maior valor agregado, como o Kangoo E-Tech, ou mesmo aguardando o lançamento de novas tecnologias para relançar uma versão mais competitiva do Kwid no futuro. Enquanto isso, os consumidores que buscavam um elétrico abaixo de R$ 100 mil agora precisam se contentar com opções mais caras ou aguardar por novidades.

    O fim do Kwid E-Tech é um lembrete de que, no mercado de elétricos, a acessibilidade ainda é um desafio. Modelos como o Geely EX2 e o BYD Dolphin Mini prometem preencher esse espaço, mas a batalha pela liderança no segmento de elétricos baratos está longe de terminar.