Demanda da indústria puxa alta do suíno vivo
Em um movimento atípico para o mercado, as cotações do suíno vivo subiram em diversas regiões brasileiras nos últimos dias, conforme dados do Cepea (Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada). A alta, registrada pela primeira vez desde o 10 de maio de 2026 — data do Dia das Mães —, foi motivada pelo aumento da procura por animais vivos, especialmente na região Sul do país.
Indústria busca lotes extras, mas carne não acompanha o ritmo
Segundo analistas do Cepea, a indústria de abate esteve mais ativa na compra de suínos, buscando lotes adicionais para atender à demanda. Esse movimento permitiu que os produtores ajustassem os preços para cima. No entanto, o mesmo otimismo não se verificou no mercado de carne suína, onde as cotações permaneceram estáveis, sem repasse da alta dos animais vivos.
Sinal de recuperação ou pressão pontual?
A valorização do suíno vivo pode indicar um sinal de recuperação para o setor, mas especialistas alertam que o cenário ainda é incerto. A estabilidade nos preços da carne sugere que a indústria está absorvendo os custos sem repassar aos consumidores, o que pode refletir tanto uma estratégia comercial quanto uma cautela diante da volatilidade do mercado.
