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  • Samsung projeta lucro recorde em 2026: superando 40 anos de faturamento com explosão da IA

    Samsung projeta lucro recorde em 2026: superando 40 anos de faturamento com explosão da IA

    Lucro histórico impulsionado pela IA

    Em mais uma demonstração de força no setor tecnológico, a Samsung revelou que o lucro operacional projetado para 2026 — cerca de US$ 217 bilhões (R$ 1,5 trilhão) — será suficiente para superar o faturamento acumulado da empresa desde sua entrada no mercado de semicondutores há quatro décadas. A avaliação, compartilhada pelo presidente da divisão Device Solutions (DS), Kim Yong-kwan, em reunião geral, destaca que os resultados atendem às expectativas do mercado e são impulsionados pela crescente demanda por memórias DRAM para data centers de IA.

    Comparação com gigantes do setor

    A projeção do segundo trimestre de 2026 — que pode ultrapassar US$ 55,1 bilhões — coloca a Samsung em patamar semelhante ao da Nvidia em termos de faturamento, consolidando seu papel como líder na cadeia de suprimentos para inteligência artificial. O executivo sul-coreano afirmou que o desempenho atual reflete não apenas a alta demanda, mas também a eficiência operacional da empresa em um cenário de concorrência acirrada com outras fabricantes de chips, como a SK Hynix e a Micron, que registraram crescimento de 85,8% em seus lucros.

    Consequências para o mercado tecnológico

    Ainda não há confirmação oficial dos números finais, mas a expectativa é que a Samsung atinja um marco histórico em 6 de julho de 2026. O anúncio reforça a tese de que a inteligência artificial está reconfigurando a indústria de semicondutores, com a Coreia do Sul — berço da Samsung — se posicionando como um dos principais polos de inovação global. Para os investidores, a notícia sinaliza um ciclo de crescimento sem precedentes, enquanto para os consumidores, pode significar avanços mais rápidos em tecnologias como processadores de alto desempenho e soluções de IA integradas.

  • Preço das memórias RAM dispara: alta de 40% já em 2026 e crise se estende até 2028

    Preço das memórias RAM dispara: alta de 40% já em 2026 e crise se estende até 2028

    Crise global de chips empurra preços para patamares históricos

    Os consumidores e fabricantes de computadores devem preparar o bolso: o analista Ethan Tan, ex-executivo da Samsung na China, projeta um aumento de pelo menos 40% nos preços das memórias RAM a partir do terceiro trimestre de 2026. A tendência, já observada nos últimos meses, deve se intensificar com uma nova alta de aproximadamente 30% no trimestre seguinte, mantendo a pressão sobre o setor até 2027. A estabilização do mercado só é prevista para 2028, segundo dados do Jefferies Equity Research.

    Fabricantes se beneficiam enquanto mercado afunda

    Enquanto os preços sobem, os três maiores players do setor — Samsung, Micron e SK Hynix — registraram um crescimento de 85,8% em seus resultados. A crise, que afeta desde chips de memória até componentes para placas de vídeo, reflete gargalos na cadeia global de semicondutores, agravados por fatores como a demanda crescente por IA e a escassez de insumos. Para o consumidor final, isso significa não apenas o encarecimento de memórias RAM, mas também de produtos como processadores, GPUs e até smartphones.

    O que esperar dos próximos meses?

    A escalada de preços deve se refletir rapidamente nos lançamentos de hardware. Fabricantes de computadores e periféricos já estudam ajustes nos preços de produtos para o segundo semestre de 2026, enquanto varejistas enfrentam pressões para manter estoques. Analistas alertam que, caso a crise persista, os impactos podem se estender para outros componentes eletrônicos, como SSDs e placas-mãe, criando um efeito dominó no mercado de tecnologia.

  • Cartel das memórias: Samsung, SK Hynix e Micron são processadas nos EUA por manipulação de preços de RAM

    Cartel das memórias: Samsung, SK Hynix e Micron são processadas nos EUA por manipulação de preços de RAM

    Um processo coletivo protocolado na Califórnia no último dia 25 de junho acusa as três maiores fabricantes mundiais de memórias RAM — Samsung, SK Hynix e Micron — de praticar cartelização ao cortar a oferta de DRAM convencional para elevar artificialmente os preços dos componentes.

    Estratégia suspeita: da escassez à dominação de mercado

    A ação judicial alega que as empresas, aproveitando sua posição dominante no mercado (que juntos detêm mais de 90% da produção global de DRAM), reduziram a fabricação de memórias tradicionais usadas em PCs, consoles e smartphones. Em paralelo, redirecionaram a capacidade produtiva para chips de inteligência artificial, onde a margem de lucro é maior e a concorrência ainda incipiente.

    Impacto em cadeia: consumidores e indústrias pagam a conta

    A estratégia teria gerado um aumento expressivo nos preços das memórias, forçando fabricantes de eletrônicos a repassar os custos aos consumidores. Notebooks, consoles como o PlayStation 5 e até smartphones estão entre os produtos afetados, com alguns fabricantes admitindo incapacidade de absorver os preços inflados. A crise já se reflete em estoques reduzidos e prazos de entrega prolongados para componentes essenciais.

    O que dizem as empresas?

    Até o momento, nenhuma das três fabricantes se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Especialistas em antitruste, no entanto, destacam que a prática de reduzir oferta para elevar preços é um dos pilares clássicos de cartéis, podendo resultar em multas bilionárias e danos reputacionais irreversíveis. Caso comprovada, a irregularidade poderia redefinir as regras do mercado de semicondutores global.

  • Micron ultrapassa Meta e Tesla em valor de mercado graças à febre por chips de IA

    Micron ultrapassa Meta e Tesla em valor de mercado graças à febre por chips de IA

    A Micron Technology, uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo — especializada em memórias RAM e armazenamento Flash —, registrou um marco histórico nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. Por alguns minutos, a empresa superou em valor de mercado não apenas a Meta (US$ 1,392 trilhão), mas também a Tesla, atingindo US$ 1,398 trilhão. A valorização de 18,4% nas ações, conforme dados da Reuters, reflete a alavancagem da gigante em meio à corrida global por chips para IA.

    A demanda por memórias explode e reescreve o ranking das big techs

    O salto da Micron não é um caso isolado, mas sim o retrato de um mercado em ebulição. A empresa, que já ocupa posição de destaque entre os fabricantes de semicondutores, viu suas ações dispararem em resposta à escassez crônica de memórias para data centers e dispositivos de inteligência artificial. Enquanto gigantes como Meta e Tesla lideravam tradicionalmente os rankings de valuation, a Micron aproveitou o momento para ocupar — ainda que brevemente — o topo da lista.

    O que está por trás da valorização recorde?

    A Micron, com sede nos EUA, é uma das poucas empresas capazes de suprir a voracidade por chips de alta capacidade, essenciais para treinar modelos de IA e suportar o armazenamento de dados em larga escala. A combinação de investimentos massivos em fábricas e a parceria com players como NVIDIA e Google tem sido estratégica. Além disso, a empresa anunciou recentemente o início da produção em massa de memórias LPDDR5X, projetadas especificamente para aplicações em IA.

    Voltando à realidade: Micron perde fôlego ao final do dia

    Apesar do recorde momentâneo, o mercado mostrou volatilidade. Ao final da sessão, a Micron recuou para valores próximos a US$ 1,38 trilhão, enquanto Meta e Tesla reassumiram suas posições. Especialistas avaliam que o episódio sinaliza uma nova dinâmica no setor: “As empresas de semicondutores estão se tornando tão estratégicas quanto as próprias big techs, e a Micron é o exemplo mais claro disso”, afirmou um analista ouvido pela Bloomberg.

    Consequências para o mercado e o futuro da IA

    A valorização da Micron reforça uma tendência preocupante: a dependência cada vez maior dos setores de tecnologia e IA em relação a um número reduzido de fornecedores de chips. Isso pode acirrar disputas geopolíticas, especialmente entre EUA e China, que já impõem restrições à exportação de semicondutores avançados. Para o Brasil, o cenário abre discussões sobre a necessidade de atrair investimentos em manufatura local de componentes críticos, evitando gargalos em setores como telecomunicações e robótica.