Tag: milho

  • Safrinha de milho atinge 60% de colheita no Centro-Sul com avanço desigual pela chuva

    Safrinha de milho atinge 60% de colheita no Centro-Sul com avanço desigual pela chuva

    Colheita avança, mas chuvas freiam ritmo no sul do país

    A safra 2026 da safrinha de milho no Centro-Sul do Brasil chegou a 60% de colheita até a última quinta-feira (23), segundo dados da AgRural. O percentual representa um avanço de 11 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando 49% da área havia sido colhida, mas ainda 8 pontos abaixo do mesmo período de 2025, quando a colheita atingia 68%.

    Impacto das chuvas no Paraná e Mato Grosso do Sul

    O retorno das precipitações nas últimas 72 horas prejudicou significativamente o ritmo das máquinas, especialmente em regiões produtoras como o Paraná, Mato Grosso do Sul e o sul de São Paulo, onde os trabalhos foram parcialmente interrompidos. A umidade excessiva no solo aumenta o risco de compactação e prejudica a qualidade dos grãos colhidos, exigindo maior atenção dos produtores.

    Mato Grosso lidera conclusão da safra

    Enquanto as áreas ao sul enfrentam dificuldades, outras regiões do Centro-Sul seguem com colheita facilitada pelo tempo aberto. Em Mato Grosso, a colheita já está praticamente finalizada em algumas microrregiões, mantendo o estado como destaque na conclusão antecipada da safra. A produtividade média, no entanto, segue como principal incerteza até o encerramento dos trabalhos.

  • Milho mantém preços firmes com safra abaixo da média e pressões climáticas

    Milho mantém preços firmes com safra abaixo da média e pressões climáticas

    As cotações do milho mantêm-se firmes em diversas regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em um mercado caracterizado pela baixa liquidez. A dinâmica reflete o equilíbrio entre uma oferta limitada e uma demanda retraída, com compradores aguardando o avanço da colheita da segunda safra para pressionar os preços.

    Pressões climáticas e oferta restrita

    Embora a colheita da segunda safra de milho esteja alinhada com os volumes do ano anterior, o ritmo segue inferior à média das últimas cinco safras. Condições climáticas adversas, como irregularidades na distribuição de chuvas, reduziram temporariamente a disponibilidade do grão, adiando a normalização do abastecimento. Além disso, parte dos produtores optou por priorizar a comercialização da soja, cujos preços também registram alta, o que contribui para a manutenção dos patamares atuais do milho.

    Cenário internacional e expectativas

    O suporte aos preços domésticos também vem de elevações nas cotações internacionais, especialmente em mercados como o dos Estados Unidos, onde a seca afeta as lavouras. No entanto, a cautela dos agentes locais — tanto vendedores, focados em atividades operacionais, quanto compradores, em espera por maior liquidez — mantém o mercado em um impasse. Analistas do Cepea destacam que, mesmo com a proximidade da colheita, a preferência por negócios com a soja pode adiar o aumento da oferta de milho, prolongando a estabilidade dos preços.

  • Grutos disparam na Bolsa de Chicago: seca nos EUA e demanda chinesa elevam preços a patamares históricos

    Grutos disparam na Bolsa de Chicago: seca nos EUA e demanda chinesa elevam preços a patamares históricos

    Clima nos EUA e demanda chinesa impulsionam alta nos grãos

    A Bolsa de Chicago encerrou a segunda-feira (6 de julho de 2026) com fortes valorizações nos principais contratos futuros de grãos, refletindo um cenário de incerteza climática e expectativas de maior demanda internacional. Segundo a DATAGRO, a soja subiu 4,5%, o milho avançou 3,7% e o trigo fechou com ganho de 2,6%, com o movimento sendo puxado pela seca que afeta o oeste do Corn Belt — a região mais produtiva dos Estados Unidos — e pela projeção de um aumento nas exportações para a China.

    Safra 2026/27 em risco: impacto nas lavouras e nos custos globais

    O momento é crítico para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, com produtores, exportadores e investidores monitorando as condições climáticas nas próximas semanas. A seca prolongada na principal região agrícola dos EUA reduz as perspectivas de produtividade, enquanto a demanda chinesa — principal importadora de grãos — segue em alta, pressionando os preços para cima. Especialistas alertam que, se o cenário se mantiver, os custos globais de alimentos podem sofrer novo impacto, especialmente em países dependentes de importações.

    O que esperar dos mercados nas próximas semanas?

    Com a safra 2026/27 ainda em fase inicial nos EUA, a volatilidade no mercado de grãos deve persistir. Analistas da DATAGRO destacam que, além do clima, fatores como políticas comerciais chinesas e estoques globais serão determinantes para a formação de preços. Enquanto isso, países como Brasil e Argentina — principais concorrentes no abastecimento global — podem se beneficiar da alta, mas também enfrentam desafios climáticos próprios.

  • StoneX revisa para cima: segunda safra de milho do Brasil atinge 107,5 milhões de toneladas em 2025/26

    StoneX revisa para cima: segunda safra de milho do Brasil atinge 107,5 milhões de toneladas em 2025/26

    A segunda safra de milho brasileira, safra 2025/26, tem sua produção reavaliada pela StoneX para 107,5 milhões de toneladas, um ajuste de 1,4% acima da projeção anterior divulgada na última quarta-feira (1º de julho de 2026). O dado reforça a confiança no desempenho da colheita, que já representa a maior fatia da produção nacional do grão.

    Chuvas em junho e expansão em Mato Grosso impulsionam revisão

    A consultoria destacou que as chuvas registradas em junho beneficiaram áreas plantadas tardiamente, enquanto o Mato Grosso — principal polo agrícola do país — registrou aumento tanto na área plantada quanto na produtividade projetada. Segundo o relatório, “o andamento da colheita tem apresentado bons resultados em muitas regiões do país”, com condições climáticas favoráveis contribuindo para a alta.

    Produção total de milho supera marca de 138 milhões de toneladas

    A StoneX também elevou sua projeção para a produção total de milho no Brasil na safra 2025/26, agora estimada em 138,4 milhões de toneladas — um crescimento de mais de 1 milhão de toneladas em relação à previsão anterior. O ajuste reflete não apenas o desempenho da segunda safra, mas também a estabilidade da primeira safra e a retomada de áreas em estados como Paraná e Goiás.

    Impactos no mercado e perspectivas para 2026

    Os números reforçam o Brasil como principal exportador global de milho, com potencial para abastecer mercados como a China, cujo período de cota tarifária para importações do grão se encerra em breve. Analistas ouvidos pela StoneX destacam que, caso as condições climáticas se mantenham, a safra poderá superar expectativas, reduzindo pressões sobre os preços internacionais e garantindo estoques estratégicos para o ano comercial 2026/27.

  • Exportações de milho do Brasil caem 11% em 2025/26; consumo interno bate recorde impulsionado pelo etanol

    Exportações de milho do Brasil caem 11% em 2025/26; consumo interno bate recorde impulsionado pelo etanol

    Concorrência internacional pressiona exportações brasileiras de milho

    Analistas da Agroconsult reduziram em 11,3% a projeção de exportação de milho para o ciclo 2025/26, estimando 37 milhões de toneladas — queda acentuada frente aos 41,7 milhões do ciclo anterior. A justificativa está na forte concorrência internacional, especialmente dos Estados Unidos, que colheram safra recorde em 2025, e da Argentina, que registra sua maior produção em 2026. Até recentemente, o Brasil ocupava a segunda posição entre os exportadores globais, à frente da Argentina, mas agora enfrenta um cenário de disputa mais acirrada nos mercados internacionais.

    Etanol impulsiona consumo interno a níveis inéditos

    Paralelamente, o mercado interno brasileiro de milho deve registrar crescimento de 7,3% no mesmo período, alcançando 105,5 milhões de toneladas — um patamar recorde. O fenômeno é impulsionado, sobretudo, pela expansão das usinas de etanol, que encontram no milho uma matéria-prima cada vez mais vantajosa economicamente. Enquanto a exportação perde fôlego, a indústria nacional absorve o grão a preços competitivos, alavancando a produção de biocombustíveis e, consequentemente, a demanda.

    Impactos no agronegócio e perspectivas para 2026

    O descompasso entre exportações em queda e consumo interno em alta reflete uma reconfiguração no setor agropecuário brasileiro. A Agroconsult destaca que a competitividade externa — embora desafiadora — pode ser compensada pela robustez do mercado interno, especialmente em setores estratégicos como o de biocombustíveis. Para 2026, a expectativa é de que o Brasil mantenha a liderança na produção de milho na América Latina, mas com um perfil de comercialização cada vez mais voltado ao mercado doméstico.

  • Energéticos movimentam R$ bilhões: como o agronegócio brasileiro se beneficia da explosão do setor

    Energéticos movimentam R$ bilhões: como o agronegócio brasileiro se beneficia da explosão do setor

    Do canavial à prateleira: a cadeia invisível atrás de cada lata de energético

    A garrafa de energético que um motorista consome em uma rodovia ou um estudante ingere na universidade é apenas a ponta final de uma cadeia produtiva que começa nas lavouras espalhadas por todo o Brasil. Canaviais de São Paulo, milharais do Mato Grosso, pomares de laranja no Nordeste e fábricas de embalagens no Sul formam um ecossistema que, em 2026, já movimenta mais de R$ 12 bilhões ao ano — um crescimento de 40% desde 2022, segundo dados da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE). Cada lata de 250 ml, por exemplo, consome cerca de 30 gramas de açúcar (derivado da cana), 5 gramas de xarope de milho (HFCS) e uma lata de alumínio que, sozinha, já vale R$ 0,45 no mercado de reciclagem.

    Do nicho ao mainstream: como os energéticos conquistaram o Brasil

    O que antes era um produto associado apenas a atletas e frequentadores de academias se tornou um item do dia a dia para milhões de brasileiros. Dados da Euromonitor International revelam que, em 2026, o consumo per capita de energéticos no País atingiu 4,2 litros por ano — um salto em relação aos 1,8 litro de 2020. Motoristas de aplicativo, trabalhadores em turnos noturnos, estudantes em provas e até produtores rurais em longas jornadas no campo passaram a integrar o público-alvo, impulsionando a demanda por açúcares, aromas artificiais e conservantes que, por sua vez, alimentam o faturamento de indústrias químicas e de processamento.

    Agroindústria em ritmo acelerado: quem ganha com a febre dos energéticos?

    O agronegócio brasileiro é o grande vencedor desse ciclo. A cana-de-açúcar, principal matéria-prima para o açúcar e o etanol (usado em alguns energéticos), teve sua área plantada expandida em 12% desde 2023, segundo a Conab. Já o milho, base para os xaropes de alta frutose, registrou safras recordes no Centro-Oeste, com 120 milhões de toneladas colhidas em 2025. Além disso, frutas como a laranja e o maracujá são cada vez mais usadas em versões naturais dos energéticos, beneficiando pequenos e médios produtores do interior de São Paulo e Minas Gerais. A logística, por sua vez, também ganhou com a expansão: transportadoras especializadas em carga refrigerada e distribuidoras de bebidas faturaram R$ 800 milhões a mais em 2025, graças ao transporte de produtos perecíveis como sucos e energéticos gelados.

    O futuro: inovação ou saturação?

    Enquanto o mercado de energéticos segue em alta, especialistas alertam para riscos. A dependência excessiva de açúcares e ingredientes artificiais pode esbarrar em regulamentações mais rígidas, como a proposta da Anvisa de limitar em 25g por porção o teor de açúcar em bebidas não alcoólicas. Além disso, a pressão por embalagens sustentáveis — como latas 100% recicláveis ou garrafas biodegradáveis — já começa a moldar as estratégias das indústrias, que investem R$ 150 milhões este ano em P&D para reduzir o impacto ambiental. Para o campo brasileiro, a equação é clara: quanto mais o setor de energéticos crescer, mais dependente o agro ficará de sua demanda — e mais vulnerável estará a mudanças nos hábitos de consumo.

  • Lagarta-do-cartucho devasta lavouras de milho: prejuízos de 60% e alerta para Manejo Integrado de Pragas

    Lagarta-do-cartucho devasta lavouras de milho: prejuízos de 60% e alerta para Manejo Integrado de Pragas

    No sábado, 13 de junho de 2026, o cenário nas lavouras de milho do país não é nada animador. A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), considerada a praga mais prejudicial à cultura do milho no Brasil, segue em franco avanço, deixando um rastro de destruição que pode reduzir a produtividade em até 60% quando não controlada a tempo.

    Da germinação à colheita: a lagarta ataca em todas as fases

    A praga não escolhe estágio: desde a brotação até a formação das espigas, as lagartas consomem folhas, hastes e, principalmente, os grãos, perfurando-os e comprometendo não apenas a quantidade, mas também a qualidade da safra. Segundo a Embrapa, o ataque tardio é ainda mais danoso, pois dificulta a identificação precoce e amplia os prejuízos.

    Prejuízos além da produtividade: qualidade dos grãos em risco

    Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, alerta que, quando os danos se manifestam nas espigas, o impacto vai muito além da perda de volume. “Grãos perfurados, má formação e a maior entrada de fungos comprometem a qualidade final do milho, reduzindo seu valor comercial e inviabilizando a comercialização para mercados mais exigentes“, explica. O cenário piora em anos com temperaturas elevadas e secas prolongadas, condições que favorecem a proliferação da praga no campo.

    Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a única solução viável

    Diante desse quadro, especialistas reforçam a necessidade de adoção do Manejo Integrado de Pragas, que combina técnicas como monitoramento constante, controle biológico (com uso de predadores naturais ou bioinseticidas) e, quando necessário, aplicação de defensivos químicos de forma estratégica. “A prevenção é a chave. Esperar os sinais visíveis nos grãos já é tarde demais“, destaca Vilarino.

    Consequências para a agricultura e o mercado

    A escalada da lagarta-do-cartucho não afeta apenas os produtores rurais. Com a redução da oferta de milho de qualidade, os preços do grão tendem a se elevar, impactando desde a cadeia de ração animal até a indústria de biocombustíveis. Além disso, a dependência de importações de milho para abastecer o mercado interno pode aumentar, pressionando ainda mais os custos de produção.

  • Milho de Mato Grosso abastece Marrocos antes da estreia do Brasil na Copa: 75% das exportações brasileiras do cereal vão para o adversário

    Milho de Mato Grosso abastece Marrocos antes da estreia do Brasil na Copa: 75% das exportações brasileiras do cereal vão para o adversário

    Com a Seleção Brasileira prestes a enfrentar Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026, o estado de Mato Grosso já marca presença no placar econômico. Dados compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), referentes ao ano de 2025, mostram que o estado liderou, com folga, as exportações brasileiras de milho para o adversário africano.

    Exportações mato-grossenses dominam o mercado marroquino

    Segundo o levantamento, Marrocos importou 1,81 milhão de toneladas de milho brasileiro em 2025. Desse total, 1,37 milhão de toneladas — ou 75% do volume — tiveram origem em Mato Grosso. A relação comercial, que movimentou cerca de US$ 280 milhões entre janeiro e dezembro do ano passado, mantém-se aquecida neste ano, segundo o Imea.

    Valor médio do cereal atinge US$ 211 por tonelada

    O preço médio negociado nas vendas do milho mato-grossense ao mercado marroquino foi de US$ 211 por tonelada, refletindo a competitividade do produto brasileiro no cenário internacional. A parceria comercial entre o estado e o país africano ganha ainda mais relevância diante do calendário esportivo, que coloca as duas nações frente a frente na abertura do Mundial.

    Impacto econômico e perspectivas para 2026

    O volume exportado representa não apenas um recorde para as relações comerciais entre Brasil e Marrocos, mas também um termômetro da capacidade produtiva de Mato Grosso, maior produtor nacional de milho. A continuidade do fluxo comercial neste ano de 2026 pode reforçar ainda mais a posição do estado como principal fornecedor do cereal para o mercado marroquino, consolidando uma parceria estratégica em um momento de alta demanda global por grãos.

  • Milho desaba em junho: queda de preços pressiona mercado e projeta safra 2025/26 em xeque

    Milho desaba em junho: queda de preços pressiona mercado e projeta safra 2025/26 em xeque

    Os valores do milho seguem em queda livre no início de junho, segundo dados atualizados pelo Cepea (Centro de Pesquisas Aplicadas em Economia) nesta segunda-feira (8/6). A pressão vem, sobretudo, do afastamento de compradores no mercado spot, que preferem adiar negociações diante da expectativa de uma safra 2025/26 mais abundante e dos preços internacionais em declínio.

    Compradores em standby: estoques altos e exportações desaquecidas

    Demandantes nacionais, como indústrias de ração e processamento, já acumulam estoques suficientes para o curto prazo, reduzindo a urgência por novas compras. Além disso, a recente queda dos preços internacionais — que afeta a paridade de exportação brasileira — tem servido como freio adicional para as cotações domésticas. Segundo o Cepea, a relação entre preços internos e externos já não favorece vendas externas, desestimulando a comercialização.

    Produtores resistem, mas riscos climáticos pairam no ar

    Do lado da oferta, os vendedores que não precisam realizar caixa ou liberar espaços nos armazéns estão retendo estoques, apostando em uma possível sustentação nos preços. No entanto, a estratégia pode ser arriscada: a menor produção prevista para 2025/26, somada aos impactos da seca em Goiás e Mato Grosso do Sul, lança dúvidas sobre a produtividade da segunda safra. “A seca já afeta lavouras em fase crítica, e qualquer redução adicional na produtividade pode reverter o cenário”, alerta um analista do Cepea ouvido pela reportagem.

    O que esperar para os próximos dias?

    A tendência é de pressão contínua enquanto não houver um realinhamento entre preços internacionais e domésticos. Caso a segunda safra surpreenda com volumes menores do que o esperado, os produtores poderão recuperar parte das perdas. Até lá, a lógica do mercado segue inalterada: estoques altos, demanda retraída e clima como principal variável de risco.

  • Colheita de milho em MT e PR derruba preços e acende sinal de alerta para produtores

    Colheita de milho em MT e PR derruba preços e acende sinal de alerta para produtores

    A colheita da segunda safra de milho 2025/26, iniciada em maio, já começa a reverberar no mercado brasileiro. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a operação está concentrada em Mato Grosso e Paraná, principais estados produtores, mas os preços já recuam frente à expectativa de aumento da oferta.

    Pressão sobre os preços: queda de até 11% em comparação com 2025

    Nas regiões de Sorriso (MT) e Norte do Paraná, as médias parciais do grão em maio (até 28/05) registraram quedas de 11% e 8%, respectivamente, em termos nominais, em relação ao mesmo período de 2025. A retração reflete a ausência de demanda no mercado spot, onde compradores aguardam sinais mais claros de preços antes de fechar negócios.

    Expectativas para junho: mais oferta e influência externa

    Pesquisadores do Cepea indicam que, com o avanço da colheita a partir de meados de junho, a pressão sobre os preços deve se intensificar. Além disso, o bom desempenho da safra de milho nos Estados Unidos — principal produtor global — tem impactado os futuros da commodity, reforçando o cenário de baixa no curto prazo.

    O recuo nos preços, no entanto, pode trazer alívio para setores dependentes do grão, como a pecuária de corte, que utiliza o milho como insumo na engorda de animais. Contudo, produtores brasileiros já sinalizam cautela, especialmente em regiões onde a safra local enfrenta atrasos ou problemas climáticos.