O aguardado iPhone Ultra, primeiro aparelho dobrável da Apple, deve chegar ao mercado com disponibilidade severamente limitada no segundo semestre de 2026. Segundo o analista Ming-Chi Kuo — referência em cadeias de suprimentos da Maçã —, a produção total está estimada entre 7 milhões e 8 milhões de unidades, com a maioria dos dispositivos sendo entregues apenas nos últimos três meses do ano.
Por que a Apple está restringindo a produção?
A estratégia da empresa parece replicar os primeiros dias do iPhone X, em 2017, quando a demanda superou a capacidade de fabricação. Kuo aponta que, diferentemente dos modelos tradicionais, o iPhone Ultra não será produzido em escala massiva. Isso significa que apenas uma pequena parcela dos aparelhos deve chegar às lojas ainda no terceiro trimestre de 2026, com o restante concentrado no quarto trimestre.
Ágio e prazos de entrega podem atrapalhar consumidores
Com a produção limitada, especialistas preveem um mercado cinza aquecido para o iPhone Ultra. O analista alerta para a possibilidade de prêmios de revenda — preços acima do valor tabelado — e prazos de entrega superiores a seis semanas, especialmente para quem optar por encomendar o aparelho na pré-venda ou em lojas oficiais. A complexidade do design dobrável, que exige componentes exclusivos e montagem precisa, é apontada como um dos principais gargalos.
O que esperar do lançamento?
Apesar da expectativa gerada por vazamentos e imagens de painéis internos (como o recorte para câmera frontal já identificado), a Apple ainda não confirmou oficialmente o lançamento do iPhone Ultra. Kuo, no entanto, reforça que a estratégia de suprimento controlado deve ser mantida para garantir exclusividade inicial e evitar estoques excessivos — uma tática comum em lançamentos premium da marca.
