Tag: motores a combustão

  • Maserati estreia em 2027 com linha 100% renovada: GranTurismo, Grecale e GranCabrio ganham motor, design e performance

    Maserati estreia em 2027 com linha 100% renovada: GranTurismo, Grecale e GranCabrio ganham motor, design e performance

    Motorização e performance: o coração da renovação

    A Maserati está apostando alto na atualização de seus propulsores para 2027. O destaque fica por conta do motor V6 Nettuno de 3,0 litros com duplo turbocompressor, agora com potência ampliada para 582 cv na versão Trofeo do GranTurismo — um salto de 22% em relação ao modelo atual. Com isso, o cupê italiano acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos e atinge uma velocidade máxima próxima a 320 km/h. A versão base, por sua vez, mantém 483 cv, garantindo opções para diferentes perfis de consumidores.

    Design: a identidade italiana reimaginada

    A dianteira de todos os modelos da linha passará por uma reestilização profunda, inspirada na nova linguagem de design da Maserati, com linhas mais agressivas e uma grade frontal icônica. O GranTurismo, em especial, ganha um perfil mais esportivo, com faróis LED atualizados e para-choques redesenhados. No interior, a marca promete materiais premium, como couro de alta qualidade e painéis em fibra de carbono, além de um painel digital com tela de 12 polegadas em todos os modelos.

    Tecnologia e dinâmica: o que muda na prática

    A suspensão pneumática adaptativa com altura ajustável e modos de condução personalizáveis segue como padrão no GranTurismo, agora com calibração refinada para uma resposta mais direta ao volante. O sistema de tração integral continua disponível, mas com melhorias na distribuição de torque. O Grecale e o GranCabrio também recebem atualizações nos sistemas de infotainment, agora com compatibilidade total com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de assistentes de direção aprimorados.

    Consequências do movimento: a Maserati mira a concorrência

    Com essa reformulação, a Maserati busca se aproximar de rivais como Porsche, Aston Martin e BMW, que já apostam em motores híbridos ou elétricos. Embora a marca ainda não tenha anunciado planos para eletrificação total — mantendo os motores a combustão como foco —, a atualização de sua linha tradicional é um passo estratégico para manter a relevância no mercado premium até 2030. A expectativa é que os modelos 2027 cheguem ao Brasil ainda em 2026, com preços estimados entre R$ 1,2 milhão (versão básica do GranTurismo) e R$ 2,5 milhões (Trofeo + personalizações).

  • Porsche mantém o 911 a combustão: ‘Elétrico não combina com a alma do modelo’

    Porsche mantém o 911 a combustão: ‘Elétrico não combina com a alma do modelo’

    A Porsche traçou uma linha clara no setor automotivo nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026: o Porsche 911 jamais será elétrico. Em declaração ao evento da revista Auto, Motor und Sport, o CEO Michael Leiters reafirmou o compromisso da marca com a essência do modelo, que permanece ancorado em motores a combustão e soluções híbridas.

    O 911 como guardião da tradição Porsche

    Leiters justificou a decisão ao destacar o caráter icônico do 911, um modelo que, segundo ele, não encontraria sua identidade plena em um powertrain 100% elétrico. “O 911 é a alma da Porsche. Sua sonoridade, seu DNA de engenharia e a conexão emocional com os clientes não são compatíveis com a atual proposta de veículos elétricos”, afirmou. A montadora, contudo, não está recuando da eletrificação: Leiters garantiu que a Porsche seguirá investindo em elétricos — desde que alinhados ao desejo dos consumidores, como SUVs e modelos de nicho.

    Da aposta elétrica ao recuo estratégico

    Esta não é a primeira vez que a Porsche revê sua estratégia de propulsão. Há pouco mais de um ano, a marca anunciou um “passo à frente do mercado”, priorizando híbridos em detrimento dos elétricos puros. A mudança refletiu uma constatação: os compradores de esportivo premium, como o 911, ainda não estavam prontos para abrir mão dos motores térmicos e do prazer de dirigir associado a eles. Essa tendência foi corroborada por dados do setor, que mostram uma adoção mais lenta dos elétricos em segmentos de alto desempenho.

    O que vem pela frente para a Porsche?

    Enquanto o 911 segue fiel ao seu legado, a Porsche não descarta inovações em outras linhas. Leiters mencionou que a marca continuará a desenvolver tecnologias elétricas “onde fizer sentido”, como nos modelos Macan e Taycan, já consolidados no mercado. A aposta em híbridos, por sua vez, deve ganhar força, especialmente em mercados onde a infraestrutura de recarga ainda é limitada. Para os puristas, a notícia é um alívio; para os entusiastas da eletrificação, um lembrete de que nem todos os ícones do automobilismo estão prontos para a transição.

  • Volkswagen acelera o fim do motor a combustão: ‘Elétricos são o futuro, como os cavalos foram no passado’

    Volkswagen acelera o fim do motor a combustão: ‘Elétricos são o futuro, como os cavalos foram no passado’

    A Volkswagen não vê futuro para os motores a combustão e compara sua obsolescência à dos cavalos no início do século XX. Segundo Martin Sander, membro do Conselho Executivo da marca, as discussões sobre proibir os veículos a gasolina ou diesel desviam o foco do que realmente importa: a superioridade técnica dos elétricos.

    Elétricos já dominam 20,9% das vendas na Europa em 2026

    Dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) revelam que, nos quatro primeiros meses de 2026, os veículos 100% elétricos (EVs) representaram 20,9% dos emplacamentos de carros novos na Europa. O número reforça a tendência de que, em breve, os elétricos deixarão de ser uma opção premium para se tornarem a escolha padrão.

    VW aposta na evolução natural do mercado

    Em vez de pressionar por proibições legais, a Volkswagen prefere convencer os consumidores pela experiência. “Os elétricos são simplesmente carros melhores no conjunto”, afirmou Sander em entrevista à Auto Express. A montadora argumenta que, assim como os automóveis substituíram os cavalos há mais de um século, a tecnologia elétrica deve prevalecer pela praticidade, eficiência e redução de custos a longo prazo.

    Resistência pode custar caro

    Ainda que a transição não seja imediata, a VW adverte que fabricantes que insistirem nos motores a combustão perderão participação de mercado. “Quem não acompanhar essa evolução vai ficar para trás”, destacou o executivo. A estratégia da empresa inclui não apenas a expansão de sua linha elétrica — como o ID. Buzz e o ID.7 — mas também investimentos em infraestrutura de recarga e baterias de maior autonomia.

  • Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Ferrari mantém motores a combustão: CEO desmente fim dos clássicos e anuncia futuro misto

    Legado ou evolução: a Ferrari resiste ao apagão dos motores a combustão

    Na última semana, a apresentação da Ferrari Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, acendeu um debate acalorado entre puristas e entusiastas da eletrificação. A polêmica ganhou ainda mais combustível quando o ex-presidente da montadora, Luca di Montezemolo, afirmou que o modelo poderia “destruir uma lenda”. A reação não demorou: Benedetto Vigna, atual CEO, saiu em defesa da estratégia, mas deixou claro que a Ferrari não eliminará os motores a gasolina — ao contrário do que alguns temiam.

    “O cliente escolhe”: a estratégia tripla da Ferrari para o futuro

    Em entrevista ao portal australiano Drive, Vigna desmistificou a ideia de uma transição forçada para a eletrificação. Segundo ele, a marca já trabalha com três frentes: motores a combustão (IC), híbridos e elétricos, sem hierarquia entre elas. “Temos o motor a combustão, temos híbrido e temos elétrico. Ponto final. Depois, o cliente escolhe o que quiser”, declarou. A afirmação desmonta a tese de que a Ferrari estaria abandonando seu DNA tradicional para abraçar o elétrico a qualquer custo.

    A postura reflete uma estratégia cautelosa, mas não reativa. Vigna admitiu que a demanda por carros elétricos já é uma realidade incontornável: “Se os clientes estão pedindo isso, já é tarde demais”. Ou seja, a Ferrari atendeu à pressão do mercado ao lançar a Luce, mas sem abrir mão de seus ícones como o Daytona SP3 ou o SF90 Stradale — este último, um híbrido que já vende como água.

    O que a Luce representa: um marco ou um risco calculado?

    A Luce, nome que homenageia a luz (em italiano), não é apenas um carro elétrico: é um manifesto. Com design futurista e tecnologia de ponta, o modelo é a resposta da Ferrari aos consumidores que exigem performance sem emissões — mas sem abrir mão do prazer de dirigir que a marca cultiva. No entanto, o debate interno persiste: enquanto Montezemolo enxerga a eletrificação como uma ameaça à identidade da Scuderia, Vigna vê nela uma oportunidade de atrair novos públicos.

    Para os fãs do combustão, a garantia de Vigna soa como um alívio. Afinal, como ele mesmo pontuou, a Ferrari sempre foi sinônimo de liberdade — e, no imaginário coletivo, liberdade ainda rima com motores rugindo. A pergunta que fica é: até quando a gasolina resistirá no portfólio da marca? A história sugere que, pelo menos por enquanto, a resposta é simples: até o cliente decidir o contrário.