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  • Amazon inicia era dos robotáxis: Zoox recebe aval para cobrar por corridas autônomas nos EUA

    Amazon inicia era dos robotáxis: Zoox recebe aval para cobrar por corridas autônomas nos EUA

    A Zoox, subsidiária da Amazon especializada em mobilidade autônoma, deu um passo decisivo na última quarta-feira (29/07/2026) ao receber a aprovação da Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA) para comercializar viagens em seus robotáxis.

    O veículo, que dispensa completamente controles manuais — como volante e pedais —, será lançado comercialmente em Las Vegas ainda em agosto, com expansão já programada para Dallas, Phoenix e Austin nos meses seguintes. A autorização é inédita nos EUA e marca a primeira vez que um automóvel 100% autônomo recebe permissão para cobrar por serviços de transporte.

    Um marco regulatório para a mobilidade autônoma

    A decisão da NHTSA reflete o avanço acelerado das tecnologias de condução autônoma, mas também impõe rigorosos protocolos de segurança. Segundo comunicado da agência, a aprovação busca “equilibrar inovação com proteção ao consumidor”, após anos de testes que envolveram milhões de quilômetros rodados em condições reais.

    A Zoox, fundada em 2014 e adquirida pela Amazon em 2020, já contava com meio milhão de usuários cadastrados aguardando o início das operações tarifadas. Seu modelo de negócio, que dispensa o assento do motorista, promete reduzir custos operacionais e otimizar a eficiência das frotas — uma vantagem competitiva frente a concorrentes como a Waymo, que opera serviços autônomos em cidades como San Francisco e Los Angeles desde 2023.

    Diferencial: design e performance

    O robotáxi da Zoox se destaca pelo formato quadrado, bidirecional e sem frente traseira definida, projetado para maximizar a capacidade de passageiros e facilitar manobras em ambientes urbanos densos. Equipado com sensores LiDAR e inteligência artificial de última geração, o veículo já acumulou dados suficientes para garantir segurança em diversos cenários, desde estradas desertas até cruzamentos movimentados.

    Enquanto a Waymo optou por adaptar veículos convencionais (como minivans Chrysler Pacifica e Jaguars i-Pace), a Zoox desenvolveu sua plataforma desde a concepção como um táxi autônomo — uma estratégia que pode ditar novos padrões para o setor nos próximos anos.

  • Ford recua: 66 mil híbridos nos EUA são chamados de volta por falta de barulho

    Ford recua: 66 mil híbridos nos EUA são chamados de volta por falta de barulho

    A montadora Ford emitiu na última quarta-feira (8 de julho de 2026) um recall abrangendo 66 mil veículos híbridos nos Estados Unidos devido a uma falha crítica no sistema de alerta acústico (AVAS). A interrupção intermitente do ruído gerado pelos carros em modo elétrico e em baixas velocidades — situação comum em estacionamentos ou condomínios — pode colocar em risco pedestres e ciclistas, que dependem do barulho para identificar a aproximação dos automóveis.

    Veículos afetados e escopo da falha

    O chamado para revisão atinge dois modelos específicos: 18.242 unidades do Ford Explorer Hybrid (anos 2025 a 2027) e 48.141 unidades do Lincoln Nautilus Hybrid (2024 a 2027). Segundo documentos encaminhados pela Ford à National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), a irregularidade decorre de um problema no processamento do áudio, que desativa temporariamente o AVAS quando o veículo está abaixo de 30 km/h e operando no modo elétrico.

    Contexto e exigência legal

    Nos EUA, a legislação federal exige que veículos híbridos e elétricos emitam ruídos artificiais em baixas velocidades para alertar pedestres — uma medida de segurança implementada após estudos indicarem que o silêncio desses automóveis aumenta o risco de atropelamentos. A falha identificada pela Ford viola essa norma, expondo a fabricante a sanções e, principalmente, a possíveis acidentes evitáveis. Até o momento, não há relatos de vítimas relacionadas ao defeito, mas a NHTSA já classificou o chamado como prioritário.

    Impacto no Brasil e prevenção

    Curiosamente, nenhum dos modelos afetados é comercializado no Brasil, onde a legislação local não obriga a emissão de ruídos artificiais em veículos elétricos ou híbridos. Ainda assim, especialistas recomendam que proprietários de híbridos no país verifiquem junto às concessionárias se seus veículos estão sujeitos a recalls semelhantes, caso tenham sido importados ou fabricados com especificações internacionais. A Ford não descartou futuras chamadas para corrigir o defeito em outras linhas, reforçando a necessidade de atenção aos avisos da NHTSA.

  • Jeep recua: 1,07 milhão de Wrangler e Gladiator são chamados de volta por risco de incêndio — mesmo desligados

    Jeep recua: 1,07 milhão de Wrangler e Gladiator são chamados de volta por risco de incêndio — mesmo desligados

    Falha crítica na direção pode transformar veículos em risco iminente

    A Jeep emitiu um comunicado oficial no dia de hoje alertando sobre um defeito potencialmente perigoso em mais de 1 milhão de unidades de seus modelos Wrangler e Gladiator, produzidos entre 2021 e 2025. O problema está na bomba eletro-hidráulica da direção assistida, que, devido a uma falha de fabricação em um conector, pode superaquecer e derreter componentes internos — mesmo com o motor desligado.

    Como age o defeito que põe fogo no carro parado

    A anomalia ocorre na conexão entre o chicote elétrico e a placa eletrônica do sistema. Segundo documentos protocolados na NHTSA (agência americana de segurança no trânsito), a resistência excessiva nesse ponto gera calor intenso, capaz de danificar terminais e, em situações extremas, iniciar um incêndio no cofre do motor. O risco persiste após o desligamento do veículo porque o calor acumulado não cessa imediatamente.

    A fabricante recomenda, como medida paliativa, que os proprietários estacionem os carros em áreas abertas e afastadas de edificações até a realização do reparo gratuito nas concessionárias.

    Recall histórico: o que esperar agora?

    Este é um dos maiores recalls já registrados pela Jeep nos últimos anos, superando em escala problemas recentes como falhas em airbags ou sistemas de freio. A empresa não divulgou ainda um cronograma detalhado para os reparos, mas alertou que as equipes técnicas já estão sendo treinadas para lidar com a demanda. Donos dos veículos afetados podem agendar o serviço através do site oficial da marca ou dos canais de atendimento da concessionária local.

    Embora não haja registros de acidentes relacionados ao defeito até o momento, a NHTSA classificou o risco como “crítico”, o que acelera os procedimentos de recall nos EUA. No Brasil, a Stellantis — controladora da Jeep — ainda não se manifestou sobre eventual extensão do recall para o mercado nacional.