Tag: Off-Road

  • BMW joga no lixo projeto de SUV off-road que brigaria com Mercedes Classe G e Land Rover Defender

    BMW joga no lixo projeto de SUV off-road que brigaria com Mercedes Classe G e Land Rover Defender

    Reorganização estratégica na BMW: nicho perde espaço para modelos de alto volume

    A montadora alemã decidiu suspender o projeto G74, um SUV off-road elétrico que prometia rivalizar com ícones como o Mercedes-Benz Classe G e o Land Rover Defender. A decisão, anunciada em segunda-feira, 3 de agosto de 2026, reflete uma guinada na estratégia global da BMW, pressionada pela queda de 12% nas vendas no mercado chinês — principal foco de investimentos da marca nos últimos anos.

    Do elétrico ao cancelamento: trajetória curta do G74

    Inicialmente concebido como um modelo 100% elétrico, o G74 teve sua plataforma alterada para a CLAR (modular da BMW) ainda em 2024, visando reduzir custos e aumentar a flexibilidade de produção. No entanto, a instabilidade econômica global e a crescente concorrência de fabricantes asiáticas — que dominam o segmento de utilitários premium — forçaram a montadora a reavaliar prioridades. Segundo fontes do setor, a BMW optou por concentrar recursos em modelos de maior giro, como SUVs compactos e elétricos de entrada, que respondem por 60% das vendas globais da marca.

    Pressão asiática e mudanças no mercado automotivo

    A decisão também sinaliza uma resposta à ascensão de marcas como BYD e Geely, que já lideram em vendas de SUVs off-road na Ásia e expandem sua presença na Europa. O segmento, antes dominado por europeus e americanos, enfrenta uma queda de 8% na demanda em 2026, segundo dados da JATO Dynamics. A BMW, que havia investido cerca de R$ 2,5 bilhões no desenvolvimento do G74 até sua suspensão, agora redireciona esses recursos para o lançamento de três novos modelos elétricos até 2028, todos baseados em plataformas modulares.

  • Chery aposta em nova marca chinesa: iCAUR chega ao Brasil em agosto com SUVs elétricos e ‘visual jipeiro’

    Chery aposta em nova marca chinesa: iCAUR chega ao Brasil em agosto com SUVs elétricos e ‘visual jipeiro’

    Expansão agressiva no setor elétrico

    O Grupo Chery intensifica sua aposta em mobilidade sustentável no Brasil com a estreia da iCAUR, marca dedicada exclusivamente a SUVs eletrificados. O lançamento oficial ocorrerá no dia 5 de agosto, quando a fabricante apresentará não apenas seus modelos, mas também o desenho da futura rede de concessionários. A operação nacional será ancorada na linha global da iCAUR, que inclui veículos 100% elétricos e híbridos com autonomia estendida (EREV/REEV), como o modelo V27 — este último já em fase final de testes.

    Diferencial ‘jipeiro’ e foco no off-road

    A iCAUR chega ao mercado brasileiro com proposta clara: combinar a robustez visual de utilitários off-road com tecnologias elétricas. Segundo apurações, os modelos devem priorizar designs agressivos, suspensões elevadas e capacidade para terrenos acidentados, segmentos ainda pouco explorados por concorrentes como BYD e Volkswagen. A estratégia busca atrair consumidores que buscam praticidade urbana sem abrir mão de aventura.

    Chery no Brasil: um império em expansão

    A chegada da iCAUR reforça a diversificação do Grupo Chery no país, que já opera com a CAOA Chery (veículos convencionais), Omoda & Jaecoo (SUVs premium) e Jetour (utilitários). Além disso, a Lepas, outra marca do grupo, deve estrear em agosto com foco em modelos compactos. A iCAUR se diferencia ao focar exclusivamente em eletrificação, alinhada à tendência global de descarbonização do setor automotivo.

  • Chevrolet S10 Trail Boss 2027 estreia por R$ 341,29 mil: a picape off-road que não abre mão da garantia

    Chevrolet S10 Trail Boss 2027 estreia por R$ 341,29 mil: a picape off-road que não abre mão da garantia

    A picape que não precisa de retrabalho para encarar trilhas severas

    A Chevrolet S10 Trail Boss 2027 chega às concessionárias no dia 27 de julho de 2026 com uma proposta clara: ser a primeira picape brasileira projetada para trilhas severas sem exigir adaptações externas que comprometam a garantia de fábrica. O modelo estreia a R$ 341.290, valor inferior à versão High Country (R$ 348.790), mas com foco exclusivo no comportamento dinâmico fora do asfalto.

    Engenharia validada pela fábrica e mudanças técnicas assertivas

    A principal inovação está no conjunto elástico reprojetado, com amortecedores específicos para off-road e ajustes no sistema de suspensão que garantem maior robustez em terrenos irregulares. A estratégia da Chevrolet responde a uma demanda crescente de consumidores que utilizam picapes como plataforma de lazer, mas não querem abrir mão da assistência técnica oficial.

    Posicionamento de mercado: abaixo da High Country e na mira da Ranger Tremor

    A Trail Boss 2027 se posiciona no catálogo logo acima da versão Z71, mirando diretamente na fatia de mercado ocupada pela Ford Ranger Tremor. Com a oferta de um pacote off-road integrado à engenharia da marca, a Chevrolet tenta atrair clientes que, até então, recorriam a oficinas especializadas — um movimento que, além de onerar o bolso, muitas vezes implicava na perda da garantia.

  • GWM Tank 400 avança no Brasil: novo jipão chinês mira concorrer com SW4 em 2026

    GWM Tank 400 avança no Brasil: novo jipão chinês mira concorrer com SW4 em 2026

    Um gigante sobre chassi de longarinas: a receita do Tank 400

    O GWM Tank 400 não é apenas um SUV grande — é um jipão com 4,99 metros de comprimento, 2,85 m de entre-eixos e 1,90 m de altura, superando em todas as medidas um Toyota SW4 (4,79 m, 2,75 m e 1,83 m, respectivamente). Construído sobre o chassi da picape Poer, o modelo segue a mesma filosofia do Haval H9, mas com foco ainda maior em luxo e robustez. Sua dianteira, inspirada vagamente no Toyota Land Cruiser, já chama atenção com faróis em LED que lembram ‘olhos’ — um detalhe que reforça sua identidade de veículo para terrenos extremos, mas também para o asfalto urbano.

    Da China ao interior de São Paulo: a estratégia da GWM no Brasil

    A GWM estuda a chegada do Tank 400 desde 2024, quando o modelo foi apresentado na fábrica de Baoding, na China, ao portal Motor1.com Brasil. Na ocasião, a marca já sinalizava o veículo como um produto com ‘passaporte carimbado’ para o mercado brasileiro. Agora, em julho de 2026, o modelo é flagrado em testes com pouca camuflagem na região de Limeira (SP), confirmando que a estratégia de expansão da marca — após o sucesso do Haval H9 e do Tank 300 — segue a todo vapor. A ofensiva da GWM não é apenas uma questão de portfólio: é um movimento para disputar a liderança no segmento de SUVs premium, onde o SW4 é um dos principais nomes.

    Luxo e performance: o que esperar do Tank 400 no Brasil?

    O Tank 400 promete combinar a robustez de um veículo off-road com o conforto de um carro de luxo. Com uma carroceria mais larga que a do SW4 (1,96 m contra 1,85 m), o modelo deve oferecer espaço interno superior, além de tecnologias avançadas herdadas de seus irmãos da linha GWM. Para os consumidores brasileiros, a chegada do Tank 400 representa mais uma opção no segmento, mas também um desafio para marcas estabelecidas como Toyota, Mitsubishi e Jeep. A pergunta que fica é: o mercado brasileiro está pronto para um SUV chinês desse porte e nível de acabamento?

  • GWM Tank 300 ganha versão híbrida plug-in com 200 km de autonomia elétrica e LiDAR para off-road

    GWM Tank 300 ganha versão híbrida plug-in com 200 km de autonomia elétrica e LiDAR para off-road

    Revolução no visual: nome ‘TANK’ ganha destaque na grade do SUV

    O novo GWM Tank 300 estreia com uma identidade visual renovada. O logotipo anterior, composto pelas letras ‘T’ e ‘U’, deu lugar ao nome ‘TANK’ estampado em destaque na grade frontal. O para-choque mantém o aspecto robusto típico dos veículos off-road, com parafusos aparentes e pontos de ancoragem para reboque — detalhes que reforçam sua vocação para trilhas.

    Tecnologia e eficiência: LiDAR e chassi adaptado para trilhas

    Além das mudanças estéticas, o modelo incorpora um sensor LiDAR, que promete aprimorar a segurança e a capacidade de navegação em terrenos desafiadores. O chassi foi reprojetado para reduzir o balanço dianteiro, melhorando os ângulos de entrada e o desempenho off-road. Essas inovações são acompanhadas por uma configuração híbrida plug-in, focada em eficiência energética.

    Autonomia elétrica de até 200 km: o que esperar da nova versão

    A GWM ainda não divulgou todas as especificações completas do Tank 300 híbrido plug-in, mas já confirmou uma autonomia elétrica de até 200 km no ciclo WLTC. A combinação de motor elétrico e combustão deve oferecer uma transição suave entre os modos, ideal para quem busca desempenho tanto na cidade quanto em aventuras fora de estrada.

    Mercado automotivo: a aposta da GWM no nicho de SUVs robustos

    O Tank 300 chega em um momento em que o mercado de SUVs off-road e híbridos vem crescendo no Brasil. Com tecnologia avançada e design agressivo, a GWM busca se consolidar como uma alternativa aos modelos tradicionais de marcas estabelecidas. A estreia do novo modelo reforça a estratégia da fabricante de investir em veículos adaptados às demandas do consumidor brasileiro.

  • Chery Stockman chega com diesel híbrido plug-in e promete virar a mesa no segmento de picapes médias

    Chery Stockman chega com diesel híbrido plug-in e promete virar a mesa no segmento de picapes médias

    A Chery apresentou na Austrália a Stockman, uma picape média híbrida plug-in que chega para disputar espaço em um segmento ainda carente de eletrificação: o de picapes médias. Enquanto a concorrente BYD Shark, híbrida plug-in com motor a gasolina, tem vendido menos do que o esperado, a Chery adotou uma abordagem distinta ao combinar um propulsor diesel biturbo de 2,5 litros (282 cv e 66,3 kgfm) com um sistema elétrico recarregável acoplado ao eixo traseiro.

    Autonomia elétrica de até 170 km e eficiência recorde

    A Stockman destaca-se pela autonomia de até 170 km no modo 100% elétrico, graças às baterias não reveladas em detalhes. Além disso, a picape alcança uma eficiência térmica de 47% — um índice considerado excepcional para motores diesel — o que pode reduzir significativamente os custos operacionais em comparação aos modelos convencionais. A marca ainda não divulgou preços ou datas de lançamento para o Brasil ou outros mercados, mas a estratégia aponta para um público que busca performance sem abrir mão da robustez.

    Fora de estrada: o diferencial da Stockman

    Um dos pontos mais fortes da Stockman é sua aptidão para o off-road. A Chery integrou o sistema híbrido a uma caixa de redução e transferência mecânica, além de três diferenciais de bloqueio independentes (dianteiro, central e traseiro). Essa configuração permite que a picape mantenha tração mesmo em terrenos adversos, uma vantagem competitiva em relação a modelos elétricos puros, que muitas vezes sofrem com a limitação de autonomia em expedições.

    Chery mira corrigir erros da BYD Shark

    A BYD Shark, lançada recentemente, já enfrenta desafios de vendas devido à associação de seu sistema híbrido plug-in a um motor a gasolina, que não atrai consumidores acostumados ao diesel — especialmente em mercados como o brasileiro, onde o combustível fóssil ainda domina o segmento de picapes. A Stockman, por sua vez, nasce com uma proposta mais alinhada às expectativas do consumidor médio: performance térmica aliada à eletrificação, sem abrir mão da tradição das picapes robustas.

  • Lada Niva ganha nova geração com DNA Dacia e sobrevivência russa: o que muda para o off-road

    Lada Niva ganha nova geração com DNA Dacia e sobrevivência russa: o que muda para o off-road

    O Instituto Federal de Propriedade Industrial da Rússia (FIPS) registrou oficialmente o desenho final do novo Lada Niva, cujo lançamento está marcado para 2028. As imagens protocoladas em dezembro de 2025 e divulgadas recentemente revelam um utilitário que mantém a essência do modelo original, mas com atualizações de design e engenharia desenvolvidas inteiramente pela Avtovaz após o rompimento com a Renault.

    A engenharia russa nasce da necessidade de sobreviver sem a Renault

    O projeto T-134, que dá origem ao novo Niva, foi iniciado quando a Avtovaz ainda fazia parte do grupo francês. No entanto, a guerra na Ucrânia e as sanções internacionais obrigaram a fabricante a repensar toda a estratégia de desenvolvimento. Com a saída da Renault, a empresa precisou adaptar o veículo para produção local, substituindo componentes importados por soluções próprias.

    Originalmente, a plataforma prevista era a CMF-B — a mesma usada pelo Dacia Duster na Europa. Contudo, as restrições econômicas forçaram a Avtovaz a recorrer à plataforma B/C, mais antiga e já empregada no sedã Lada Vesta, em uma clara demonstração de como as sanções moldam o futuro da indústria automotiva russa.

    Design com influências Dacia e para-choque reforçado para o off-road

    O visual do novo Niva mantém as proporções do conceito apresentado em 2021, com uma dianteira que lembra os utilitários da Dacia, marca irmã da Lada dentro do grupo Renault antes da separação. A grade escurecida integra-se aos faróis principais, que adotam aros circulares para as luzes diurnas, enquanto as lanternas de direção, em tom laranja, ficam posicionadas acima, próximas ao capô. O para-choque robusto reforça sua vocação para terrenos acidentados, um legado que o modelo não pode abandonar.

    Motores 1.6 e 1.8 aspirados: a herança que não pode ser substituída

    Para garantir a continuidade do fornecimento, a Avtovaz optou por motores 1.6 e 1.8 aspirados a combustão, conjuntos já consolidados na linha Lada. Essa escolha reflete não apenas a dificuldade de importar tecnologias mais modernas, mas também uma estratégia de confiabilidade: motores simples e robustos são ideais para as condições adversas enfrentadas pelos veículos off-road russos.

    O novo Niva não nasceu de um projeto greenfield, mas da resiliência. Enquanto outros fabricantes russos fecham linhas ou buscam alternativas asiáticas, a Lada aposta em um ícone nacional — mesmo que precise reinventá-lo sozinha.

  • Jeep Renegade reinventa-se para reconquistar mercados globais com design quadrado e tecnologias híbridas

    Jeep Renegade reinventa-se para reconquistar mercados globais com design quadrado e tecnologias híbridas

    O renascimento de um ícone em tempos de transição automotiva

    A Jeep está prestes a reescrever a história do Renegade, seu SUV compacto que, apesar do sucesso no Brasil, enfrentou desafios nos mercados norte-americano e europeu. Com a apresentação oficial marcada para 21 de maio, a Stellantis – controladora da marca – revela os detalhes de uma reinvenção estratégica que combina design ousado, tecnologias disruptivas e preços competitivos, tudo para preencher um vazio deixado pela saída do modelo nesses territórios em 2023. A decisão não é apenas comercial: reflete uma virada na estratégia global da Jeep, que abandona a aposta exclusiva em veículos elétricos para abraçar um portfólio mais diversificado, incluindo híbridos e motores a combustão.

    Um projeto moldado pela demanda e pela concorrência acirrada

    O novo Renegade surge em um momento crítico para a indústria automotiva, onde o segmento de SUVs abaixo de US$ 30 mil – equivalente a cerca de R$ 150 mil – tem se esvaziado diante do encarecimento dos carros zero-quilômetro. Segundo analistas, a Jeep identificou uma oportunidade: nos Estados Unidos, onde o modelo deixou de ser vendido, não há um SUV compacto da marca para competir com rivais como o Honda HR-V ou o Hyundai Kona. A estratégia é clara: reconquistar consumidores jovens e de primeira compra, atraídos pelo preço acessível e pela versatilidade off-road, características históricas da Jeep. No Brasil, o Renegade já é um sucesso, mas a expansão global depende de um produto que converse com as expectativas internacionais.

    As dimensões do novo modelo, medindo 4,23 metros de comprimento, são um equilíbrio perfeito entre praticidade e presença. Com 3 cm menos que o atual, o SUV se posiciona entre o Avenger (4,08 m) e o Compass (4,55 m), mantendo-se compacto o suficiente para custo de entrada reduzido, mas com espaço interno otimizado. O design, descrito como “mais quadrado”, une elementos estéticos do Avenger – como os faróis frontais afilados – e do Compass, criando uma identidade visual que reforça a herança da Jeep sem abrir mão de modernidade.

    Tecnologia e versatilidade: o DNA Jeep em evolução

    A nova plataforma do Renegade é um marco tecnológico. Ela será compatível com motores a combustão, conjuntos híbridos e versões elétricas, descartando a transição exclusiva para EVs anunciada anteriormente. Segundo fontes internas, a Stellantis optou por essa flexibilidade para atender a mercados onde a infraestrutura de carregamento ainda é limitada, especialmente em países emergentes. Os sistemas ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) serão padrão, incluindo controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência – recursos que já são obrigatórios em modelos premium, mas que agora chegam ao segmento de entrada.

    O interior não ficará para trás. Compartilhando a arquitetura eletrônica do Avenger, o novo Renegade promete uma interface mais intuitiva, com tela central de até 12 polegadas, compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, e materiais premium recicláveis. A ergonomia foi redesenhada para priorizar usabilidade, com comandos físicos acessíveis e displays digitais de alta resolução. Para os entusiastas do off-road, a Jeep mantém elementos como a transmissão 4×4 com modo Selec-Terrain, tração integral permanente e altura livre do solo aumentada em 5 mm em relação ao modelo atual.

    O desafio de reconquistar mercados e a aposta em sustentabilidade

    A recuperação do Renegade nos EUA e Europa não será tarefa fácil. A Jeep enfrenta a concorrência de marcas como Toyota, que domina o segmento com o Corolla Cross, e Volkswagen, com o T-Cross. Além disso, a imagem da Jeep como fabricante de veículos robustos e aventureiros precisa ser equilibrada com a expectativa de consumidores urbanos por tecnologias de conectividade e eficiência energética. A Stellantis, no entanto, aposta em dois pilares: o preço agressivo – estimado entre US$ 25 mil e US$ 30 mil – e a promessa de um produto ‘feito para todos os terrenos’, desde as ruas de Los Angeles até as trilhas da Patagônia.

    Outro ponto crucial é a sustentabilidade. Embora a Jeep tenha abandonado a meta de ser 100% elétrica até 2030, o novo Renegade incluirá opções híbridas plug-in, que prometem reduzir emissões sem comprometer a autonomia. A Stellantis também anunciou que 98% dos materiais usados na produção serão recicláveis ou de fontes sustentáveis até 2025, alinhando-se às exigências regulatórias europeias e às pressões de investidores por ESG (Environmental, Social, and Governance).

    O que esperar da apresentação de 21 de maio

    A estreia do novo Renegade será transmitida ao vivo para investidores e imprensa, com foco em três aspectos: o design quadrado que promete ‘quebrar o paradigma’ dos SUVs compactos; as opções de motorização que prometem ‘democratizar a mobilidade’; e a confirmação de que a Jeep não abandonou o off-road, mas o adaptou às novas gerações. Especialistas ouvidos pela redação da Editora Abril destacam que o sucesso do modelo dependerá não apenas do produto, mas da capacidade da Stellantis de comunicar sua proposta de valor em mercados onde a marca já não é tão forte quanto no Brasil.

    Para analistas do setor, a estratégia da Jeep é um reflexo de uma tendência mais ampla na indústria: a volta de veículos acessíveis com tecnologias avançadas, após anos de foco exclusivo em eletrificação. Se a aposta der certo, o Renegade pode se tornar o ‘carro da vez’ para quem busca um SUV compacto sem abrir mão de robustez, conectividade e preço justo. Se falhar, será mais um capítulo na história de uma marca que, apesar de icônica, precisa se reinventar constantemente para sobreviver.