Tag: pecuária leiteira

  • Girolando atinge recorde histórico: bezerra FIV é comercializada por R$ 200 mil em leilão de genética leiteira

    Girolando atinge recorde histórico: bezerra FIV é comercializada por R$ 200 mil em leilão de genética leiteira

    Leilão virtual eleva patamar da genética Girolando no mercado agropecuário

    O Girolando consolidou mais um recorde no último domingo (26) durante o 2º Leilão Virtual RBB Milk, que ofertou 150 bezerras FIV Girolando 1/2 sangue genotipadas A2A2. A venda de 50% da bezerra Bartica RBBG por R$ 100 mil não apenas estabeleceu um valor total de R$ 200 mil para o animal, como também marcou a maior negociação já registrada para uma fêmea jovem da raça, especializada em produção leiteira.

    Genética A2A2 e FIV impulsionam demanda por animais de alto mérito

    A valorização do Girolando reflete uma tendência crescente no setor: a busca por animais com alto potencial genético, produzidos via fertilização in vitro (FIV) e genotipados A2A2. Essas características, aliadas à adaptabilidade da raça aos trópicos, tornam o Girolando um investimento estratégico para pecuaristas brasileiros e internacionais. O leilão, que teve transmissão ao vivo, destacou a relevância da genética especializada em um mercado cada vez mais exigente.

    Raça líder no Brasil projeta expansão internacional

    A raça Girolando, hoje responsável pela maior parte da produção de leite no país, ampliou sua presença global nos últimos anos. Além da comercialização de animais vivos, o Brasil tem exportado sêmen e embriões para mercados da América Latina, África e Ásia, consolidando a genética nacional como referência mundial. O recorde da Bartica RBBG reforça esse movimento, sinalizando que a pecuária leiteira brasileira caminha para um novo ciclo de inovação e rentabilidade.

  • Software da Embrapa e ABCGIL revolucionam seleção genética do Gir Leiteiro com redução de até 30% na consanguinidade

    Software da Embrapa e ABCGIL revolucionam seleção genética do Gir Leiteiro com redução de até 30% na consanguinidade

    Tecnologia digital aplica ciência para transformar a genética do Gir Leiteiro

    A parceria entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Brasileira de Criadores de Gado Gir Leiteiro (ABCGIL) acaba de entregar ao setor uma solução inovadora: um software de simulação de acasalamentos que usa algoritmos avançados para equilibrar produtividade e diversidade genética. Lançado no dia 6 de julho de 2026, o sistema cruza dados de valores genéticos estimados com informações de parentesco genômico, oferecendo aos produtores recomendações personalizadas para acasalamentos.

    O pesquisador João Cláudio Panetto, da Embrapa, destaca que a ferramenta funciona como um “consultor digital”, capaz de analisar milhares de combinações em segundos e indicar os cruzamentos mais vantajosos para maximizar o ganho genético — sem os riscos da consanguinidade. “É um divisor de águas para a pecuária leiteira, pois alia precisão técnica à praticidade operacional”, afirmou.

    A endogamia sob controle: o desafio da seleção intensa

    O pesquisador Marcos Barbosa da Silva, também da Embrapa, explica que a endogamia — reprodução entre indivíduos aparentados — é um efeito colateral inevitável em programas de seleção genética agressivos. “Quando focamos apenas em características produtivas como produção de leite, acabamos aumentando o risco de doenças hereditárias e queda na fertilidade”, esclarece. Segundo ele, o novo software mitiga esse problema ao priorizar cruzamentos que mantêm a variabilidade genética, mesmo em rebanhos com histórico de acasalamentos restritos.

    Dados preliminares da Embrapa indicam que a ferramenta pode reduzir a consanguinidade em até 30% em rebanhos monitorados, além de acelerar o ganho genético em características como resistência a doenças e eficiência alimentar. “Para o produtor, isso significa rebanhos mais saudáveis, com menor dependência de insumos veterinários e maior longevidade produtiva”, complementa Silva.

    Impacto econômico e sustentabilidade no campo

    A inovação chega em um momento crítico para o setor leiteiro brasileiro, que enfrenta pressões por produtividade e redução de custos. Com a demanda global por lácteos em ascensão, a eficiência genética torna-se um diferencial competitivo. O coordenador da ABCGIL, Carlos Eduardo Albuquerque, avalia que o software pode gerar ganhos de até R$ 500 por vaca/ano em propriedades que adotarem a tecnologia, considerando a redução de perdas por doenças e o aumento da produção.

    Ainda segundo Albuquerque, a ferramenta está sendo disponibilizada inicialmente para associados da ABCGIL, mas a previsão é de abertura para outros criadores ainda em 2026. “A parceria com a Embrapa reforça o compromisso da associação com a inovação e a sustentabilidade, alinhada às metas do Plano ABC+ para pecuária de baixo carbono”, afirmou.

    Próximos passos: integração e expansão

    Os responsáveis pelo projeto já planejam a expansão da tecnologia para outras raças leiteiras brasileiras, como a Holandesa e a Jersey. Além disso, há estudos em andamento para incorporar dados de resistência a parasitas e adaptação climática ao sistema. “Queremos que o software não apenas melhore a genética, mas também contribua para sistemas de produção mais resilientes”, projeta Panetto.

    A expectativa é que soluções como essa ganhem escala nos próximos anos, impulsionadas pela digitalização do campo e pela crescente demanda por alimentos de origem sustentável. Para o produtor, trata-se de uma oportunidade de aliar tecnologia e tradição na busca por um rebanho cada vez mais competitivo.

  • Grupo Adir assume legado histórico: Aquisição do plantel Gir da Fazenda Café Velho protege genética que moldou o melhoramento da raça no Brasil

    Grupo Adir assume legado histórico: Aquisição do plantel Gir da Fazenda Café Velho protege genética que moldou o melhoramento da raça no Brasil

    A pecuária nacional acaba de perder uma de suas joias, mas ganha um novo guardião. Nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, o Grupo Adir anunciou a aquisição do plantel Gir da Fazenda Café Velho, em Cravinhos (SP), um marco que transcende o valor comercial do rebanho. A operação coloca Paulo Leonel, presidente do grupo e referência no melhoramento genético da raça Nelore, como responsável por preservar uma genética construída ao longo de décadas por um dos ícones da pecuária brasileira: José Luiz Junqueira Barros, conhecido como Bi.

    O legado de Bi e a genética que definiu o Gir brasileiro

    Falar do plantel da Fazenda Café Velho é revisitar a história do melhoramento genético da raça Gir no Brasil. Durante sua trajetória, Bi dedicou-se a uma seleção criteriosa que transformou o rebanho em referência nacional, combinando características como produtividade leiteira, adaptação tropical e conformação funcional. A aquisição pelo Grupo Adir não apenas mantém viva essa linhagem, mas assegura que suas vantagens genéticas continuem sendo disseminadas para criadores de todo o país.

    Grupo Adir assume missão de preservação e inovação

    Paulo Leonel não esconde a responsabilidade que recai sobre seus ombros. Em comunicado oficial, o empresário destacou que a operação vai além da compra de animais: trata-se de “garantir que o patrimônio genético de Bi não se perca no tempo, mas se multiplique com qualidade”. O Grupo Adir, que já é uma potência no segmento de Nelore, passa a integrar o seleto grupo de criadores que detêm linhagens históricas do Gir, ampliando seu portfólio para atender demandas de mercados cada vez mais exigentes por genética superior.

    Impacto no mercado e no futuro da pecuária leiteira

    A genética do plantel da Fazenda Café Velho é reconhecida por sua contribuição na redução de problemas como mastite e infertilidade, além de potencializar a produção de leite em sistemas a pasto — um diferencial em um setor onde a eficiência reprodutiva e a sanidade são prioridades. Especialistas do setor já sinalizam que a manutenção desse material genético poderá influenciar diretamente programas de melhoramento em todo o Brasil, especialmente em estados como Minas Gerais e Goiás, onde a pecuária leiteira tem peso estratégico na economia.

    Um passo rumo à sustentabilidade genética

    A decisão do Grupo Adir também reforça uma tendência crescente na pecuária moderna: a preservação de linhagens puras como forma de resguardar a biodiversidade animal. Em tempos de discussões sobre a redução da variabilidade genética em rebanhos comerciais, a manutenção de núcleos como o da Fazenda Café Velho assume um papel quase estratégico para o setor. “Não estamos apenas comprando animais; estamos comprando futuro”, declarou Leonel em entrevista exclusiva.

  • Casal mineiro prova que 11 hectares bastam: fazenda em Açucena-MG bate recorde de 403 litros de leite por dia

    Casal mineiro prova que 11 hectares bastam: fazenda em Açucena-MG bate recorde de 403 litros de leite por dia

    Na Fazenda Córrego do Monjolo, localizada em Açucena (MG), a disciplina diária se tornou a marca registrada de um modelo que contraria a lógica tradicional da pecuária leiteira. Desde as primeiras horas da manhã até o pôr do sol, Melquisedeque Alves de Oliveira — conhecido como Sr. Melqui — e sua esposa, Rosemary Gonçalves, direcionam seus esforços para um rebanho de nove vacas em lactação, que produz em média 250 litros de leite por dia. Em seu pico de eficiência, registrado na última semana de junho de 2026, a fazenda atingiu 403 litros diários, um volume que supera a média de muitas propriedades de maior porte na região.

    Do tradicional ao profissional: a virada que começou na infância

    Melqui, nascido e criado em Açucena, herdou da família o amor pelo campo, mas foi com a chegada de Rosemary que a propriedade ganhou um novo rumo. “A gente sempre trabalhou com pecuária de leite, mas de forma tradicional, sem muito controle. Hoje, a gente planeja cada etapa, desde a nutrição das vacas até a comercialização”, explica o produtor. A mudança de mentalidade veio com a adoção de técnicas modernas: manejo sanitário rigoroso, genética selecionada e gestão de custos passaram a ser prioridades, mesmo em uma área limitada a 11 hectares de terras produtivas — boa parte delas em relevo montanhoso, considerado um desafio para a atividade.

    Genética e gestão: os pilares do sucesso em pequeno espaço

    A escolha das matrizes do rebanho foi determinante. O casal investiu em animais de alta produtividade, com linhagens comprovadas em sistemas intensivos, mas adaptadas ao clima tropical da região. “Nós não temos como competir em área com grandes propriedades, mas conseguimos compensar com eficiência”, destaca Rosemary. O manejo nutricional também foi otimizado: suplementação estratégica e pastagens de qualidade garantem que as vacas mantenham a produção mesmo em períodos secos, comuns no Leste de Minas. Além disso, a adoção de tecnologia simples, como softwares de gestão leiteira, permitiu monitorar a saúde do rebanho e ajustar dietas em tempo real.

    Lições para o setor: como pequenos produtores podem escalar

    O caso da Fazenda Córrego do Monjolo serve como exemplo para outros produtores rurais brasileiros, especialmente aqueles que atuam em áreas consideradas inviáveis para a pecuária leiteira. “Não adianta querer copiar modelos de grandes propriedades. A gente tem que trabalhar com o que tem e buscar a excelência dentro das nossas limitações”, analisa Melqui. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a história do casal reforça três pilares fundamentais para o sucesso em pequena escala: tecnificação (mesmo com recursos limitados), gestão rigorosa e foco na genética. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), propriedades que adotam sistemas semelhantes registram aumento de até 40% na produtividade por hectare em relação à média regional.

    Perspectivas e desafios para o futuro

    Com a produção consolidada, o casal agora mira novos horizontes. “A gente quer aumentar a base genética do rebanho e até pensar em vender animais melhorados”, revela Rosemary. No entanto, os desafios persistem: a instabilidade nos preços do leite e a dependência de insumos importados, como rações, ainda pressionam a margem de lucro. Para Melqui, a solução passa pela diversificação: “A gente está testando culturas forrageiras para reduzir custos e até cogitando agregar valor ao leite, como na produção de queijos artesanais”.

    Enquanto isso, a Fazenda Córrego do Monjolo segue como um farol para a pecuária mineira. Em um setor onde a escala geralmente dita as regras, o casal prova que, com inovação e dedicação, até 11 hectares podem se tornar um oceano de oportunidades.

  • CowGPT: coleira com IA revoluciona pecuária leiteira ao detectar doenças antes dos sintomas

    CowGPT: coleira com IA revoluciona pecuária leiteira ao detectar doenças antes dos sintomas

    Tecnologia no campo: IA no pescoço das vacas

    Na data de referência, 30 de junho de 2026, o agronegócio global testemunha uma revolução silenciosa, mas de impacto profundo: a aplicação direta de inteligência artificial (IA) na saúde animal. Enquanto o mundo debate automação em escritórios e chatbots corporativos, a startup indiana eVerse.AI inovou ao desenvolver a CowGPT, uma coleira com IA que monitora vacas leiteiras em tempo real. O dispositivo, que já equipa mais de 40 mil animais em fazendas ao redor do mundo, detecta doenças antes mesmo de sinais clínicos se manifestarem, transformando a gestão de rebanhos.

    Do diagnóstico precoce à produtividade recorde

    A CowGPT combina IA, Internet das Coisas (IoT) e machine learning para analisar dados biológicos e comportamentais dos bovinos. Segundo a eVerse.AI, a tecnologia já está presente em 2,2 milhões de propriedades rurais, com resultados que vão além da saúde: a otimização da reprodução do rebanho e a redução de perdas por doenças têm impulsionado a produtividade leiteira em até 15% em fazendas que adotaram o sistema. A solução se destaca como um caso concreto de como a inovação tecnológica pode endereçar desafios seculares do setor primário.

    O futuro da pecuária é preditivo

    A adoção da CowGPT reflete uma tendência crescente no agronegócio: a transição do modelo reativo — agir após a doença — para o preditivo, baseado em dados. Com a IA, os produtores ganham ferramentas para antecipar problemas como mastite, cetose ou problemas reprodutivos, reduzindo custos com veterinários e aumentando a eficiência na cadeia leiteira. A tecnologia tambémibilita a personalização de manejos, adaptando-se às necessidades específicas de cada animal.

    Desafios e adoção em massa

    Apesar do sucesso inicial, a implementação da CowGPT enfrenta obstáculos, como o custo das coleiras e a resistência de pequenos produtores à adoção de novas tecnologias. No entanto, com o avanço da IoT e a queda nos preços de sensores, espera-se que soluções como esta se tornem mais acessíveis. A eVerse.AI já anunciou planos para expandir sua atuação para outros países, incluindo o Brasil, um dos maiores produtores de leite do mundo, onde a pecuária de precisão ainda dá seus primeiros passos.

  • Robôs no curral: como a ordenha automatizada redefine a pecuária leiteira no Sul do Brasil

    Robôs no curral: como a ordenha automatizada redefine a pecuária leiteira no Sul do Brasil

    Tecnologia que se alimenta do comportamento das vacas

    A ordenha robotizada não é mais um sonho distante para os pecuaristas brasileiros. No sul do país, onde a atividade leiteira já opera com alta eficiência, sistemas automatizados estão se tornando padrão em propriedades médias e grandes. Em junho de 2026, a tecnologia — que há anos era vista como exclusiva de fazendas milionárias — já é realidade em fazendas familiares do Paraná, um dos maiores estados produtores de leite do Brasil.

    O segredo do sucesso desses equipamentos está na sua capacidade de se integrar ao comportamento natural dos animais. Em vez de forçar a rotina da ordenha, como ocorre no sistema convencional, os robôs atraem as vacas com alimentação concentrada, permitindo que elas próprias se dirijam ao equipamento quando sentem necessidade. O sistema então identifica o animal por sensores, realiza a higienização automática dos tetos e executa o processo com precisão milimétrica, sem a intervenção humana.

    Capacitação técnica em alta: o novo desafio do setor

    Esse avanço tecnológico, no entanto, não veio sozinho. Para operar com eficiência essas máquinas — que custam entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão por unidade —, os produtores e trabalhadores rurais precisam dominar conceitos de robótica, manejo sanitário e análise de dados. Foi com esse objetivo que, no Paraná, o Sistema FAEP promoveu em junho de 2026 o treinamento de 16 instrutores especializados em ordenha automatizada, nas cidades de Castro e Carambeí, dois dos principais polos leiteiros do estado.

    Os cursos, realizados em parceria com fabricantes internacionais e instituições de pesquisa, abordaram desde a manutenção básica dos equipamentos até a interpretação de relatórios gerados pelo sistema — dados que revelam, por exemplo, o volume diário de leite produzido por cada vaca, a saúde do úbere e até mesmo o comportamento alimentar do rebanho. Segundo dados da FAEP, mais de 80% dos produtores que já adotaram a tecnologia relatam redução de 30% no tempo gasto com ordenha tradicional e aumento de até 15% na produção de leite por vaca.

    Modernização que cobra preço — mas oferece retorno

    A transição para a ordenha robotizada exige investimento inicial elevado, mas os benefícios a médio prazo têm atraído cada vez mais pecuaristas. Além da eficiência operacional, a tecnologia reduz a dependência de mão de obra — um ponto crítico em um setor que enfrenta escassez de trabalhadores qualificados — e melhora as condições de trabalho nas fazendas, eliminando a necessidade de horários fixos de ordenha e reduzindo o estresse animal.

    No entanto, especialistas alertam que o sucesso da implementação depende diretamente da qualificação da equipe. Um robô mal operado pode gerar prejuízos maiores do que o sistema tradicional. Por isso, a formação de instrutores como os treinados em junho de 2026 será fundamental para disseminar boas práticas e garantir que a modernização chegue a todas as propriedades, independentemente do tamanho.

    O futuro chegou — e ele é robotizado

    A ordenha automatizada é apenas o começo de uma onda maior de digitalização no campo brasileiro. Com a popularização de sensores, inteligência artificial e internet das coisas (IoT) nas propriedades rurais, o setor leiteiro caminha para uma nova era, onde dados em tempo real e decisões automatizadas serão tão importantes quanto a genética do rebanho. Para os pecuaristas que resistem à mudança, o risco não é apenas perder competitividade — é ficar para trás em um mercado cada vez mais exigente e globalizado.

  • Gaúcha eleita a vaca mais popular da história holandesa completa 90 anos de legado pecuário

    Gaúcha eleita a vaca mais popular da história holandesa completa 90 anos de legado pecuário

    A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) celebra, na última quarta-feira (17/06/2026), 90 anos de atuação dedicada ao aprimoramento genético e ao desenvolvimento técnico da raça holandesa no Estado. Como parte das comemorações, a entidade promoveu a escolha da vaca mais popular dessa trajetória, em uma ação que valoriza a memória e o legado da pecuária leiteira.

    Legado histórico reunido em galeria de campeãs

    A iniciativa da Gadolando reuniu exemplares que marcaram época nas pistas, a partir de um resgate histórico das Grandes Campeãs desde as últimas exposições realizadas no Parque Menino Deus, em Porto Alegre (RS), até as edições da Expointer e da Fenasul Expoleite, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Esse trabalho resultou na consolidação da Galeria das Campeãs, considerada um dos mais relevantes acervos da raça no Brasil, reunindo imagens e registros das vencedoras ao longo das décadas.

    Votação define a rainha da raça holandesa

    A seleção das finalistas foi aberta à votação popular, com a participação de criadores e admiradores da raça. A campanha, que se estendeu até esta data, destacou a importância das matrizes que contribuíram para o aprimoramento genético do gado leiteiro gaúcho, reforçando o papel da Gadolando como referência nacional na pecuária especializada.

  • Governo freia tarifa antidumping sobre leite importado: insegurança persiste para produtores brasileiros

    Governo freia tarifa antidumping sobre leite importado: insegurança persiste para produtores brasileiros

    Na última quarta-feira, 11 de junho de 2026, o Palácio do Planalto surpreendeu o mercado ao adiar a entrada em vigor de uma tarifa antidumping sobre as importações de leite em pó provenientes da Argentina e do Uruguai — decisão já chancelada pelos órgãos de comércio exterior. O adiamento, comunicado sem prazo definido, transforma uma batalha comercial em uma incerteza prolongada para os produtores brasileiros, que veem seus investimentos em expansão da produção ameaçados pela concorrência desleal.

    Do *dumping* ao adiamento: o que mudou?

    A investigação governamental concluiu que as exportações de leite em pó sul-americano praticavam *dumping* no mercado brasileiro, ou seja, preços artificialmente baixos para eliminar concorrentes locais. Com base nesse diagnóstico, a tarifa seria aplicada como medida de proteção ao setor — um movimento alinhado a políticas de segurança alimentar em um país que já importa cerca de 20% do leite consumido. No entanto, a suspensão temporária da medida, anunciada em 10 de junho de 2026, joga na geladeira a solução imediata para um problema que afeta diretamente 1,2 milhão de produtores rurais.

    Incerteza técnica, prejuízo real

    O adiamento não é apenas uma questão de calendário: ele expõe a fragilidade de um setor que, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), tem capacidade ociosa de 30% em laticínios. “A medida antidumping era nossa última esperança para segurar os preços no mercado interno”, declarou ao *Cenário & Fatos* o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (ABPL), Fernando Dias. “Agora, com a indefinição, os importadores vão continuar despejando leite barato, e nós não temos como competir.” A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já projeta queda de 5% no faturamento do setor para o segundo semestre de 2026, caso a tarifa não seja implementada até julho.

    O lado do governo: inflação versus proteção

    O Ministério da Fazenda justificou o adiamento com um argumento sensível: a necessidade de avaliar os impactos da tarifa sobre a inflação — que já acumula alta de 0,4% no mês de junho — e a segurança alimentar. “Não podemos correr o risco de desabastecimento ou de aumentar o preço do leite para as famílias brasileiras”, afirmou a ministra da Agricultura, Sônia Guimarães, em coletiva de imprensa. A decisão, contudo, é vista com ceticismo por economistas do setor privado, que apontam para o risco de um *efeito dominó*: sem proteção, produtores brasileiros podem reduzir investimentos, diminuindo a oferta futura e, paradoxalmente, pressionando os preços para cima a médio prazo.

    O que esperar agora?

    Enquanto o governo promete um estudo detalhado para os próximos 60 dias, o setor leiteiro já se articula para pressionar por uma solução rápida. “Precisamos de uma definição até setembro, quando começam as negociações de compra para o final do ano”, alerta Dias. A indefinição, no entanto, beneficia temporariamente os grandes laticínios, que podem continuar importando leite em pó a preços reduzidos, e penaliza os pequenos e médios produtores, que não têm escala para competir. Para o consumidor, a equação é simples: incerteza no campo significa preços instáveis na prateleira.

  • Girolando lança IPG na Megaleite 2026: nova era na genética leiteira brasileira

    Girolando lança IPG na Megaleite 2026: nova era na genética leiteira brasileira

    Revolução na pecuária leiteira: IPG chega para transformar a seleção genética

    A pecuária leiteira brasileira ganha um aliado de peso a partir de hoje (9/06/2026). Durante a Megaleite 2026, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, em parceria com a Embrapa Gado de Leite, apresentou a nova edição dos Sumários de Touros e Vacas da raça — documentos que reúnem as mais avançadas avaliações genéticas e genômicas do setor. A grande inovação, no entanto, está no Índice de Performance do Girolando (IPG), um indicador inédito que promete revolucionar a forma como os criadores selecionam seus animais.

    Girolando: a espinha dorsal do leite brasileiro

    Responsável por cerca de 80% da produção nacional de leite, o Girolando — resultado do cruzamento entre a rusticidade do Gir e a alta produção da Holandesa — já é consolidado como a principal raça leiteira do país. Agora, com o IPG, os criadores terão acesso a uma ferramenta capaz de integrar em uma única métrica dados como produtividade, adaptabilidade tropical e longevidade, facilitando decisões estratégicas para o futuro dos rebanhos.

    Como o IPG vai mudar o jogo

    O novo índice não se limita a classificar animais por produção. Ele combina múltiplas variáveis — desde a eficiência reprodutiva até a resistência a doenças — em um score único, permitindo que os pecuaristas identifiquem rapidamente quais touros e vacas oferecem o melhor retorno econômico e zootécnico. Para a Embrapa Gado de Leite, essa é uma evolução natural em um setor que já é referência global, mas que precisa continuar se adaptando às demandas de um mercado cada vez mais competitivo.

    Impacto imediato para o setor

    A adoção do IPG representa mais do que uma atualização técnica: é um passo rumo à profissionalização da pecuária leiteira brasileira. Criadores de todo o país, que já utilizam os Sumários como guia para suas decisões, agora têm em mãos um instrumento capaz de maximizar a rentabilidade dos rebanhos. Além disso, a ferramenta chega em um momento crucial, quando a demanda por leite de qualidade deve crescer nos próximos anos, exigindo rebanhos cada vez mais eficientes.

  • Girolando quebra recorde mundial de produção leiteira na Megaleite 2026

    Girolando quebra recorde mundial de produção leiteira na Megaleite 2026

    Duplo recorde na Megaleite 2026: Girolando domina produção leiteira

    Em 4 de junho de 2026, durante a 21ª edição da Megaleite — principal feira de pecuária leiteira da América Latina, realizada em Belo Horizonte (MG) —, a raça Girolando registrou dois marcos históricos no mesmo dia. A vaca Jornada Montross FIV LPN, de propriedade do expositor Rodrigo Nogueira Ferreira, não apenas superou sua própria marca como estabeleceu o novo recorde mundial de produção leiteira, atingindo média de 112,650 kg/leite em 337,950 kg totais.

    Fernanda Forbes perde título para a própria criação

    O feito quebra a hegemonia de Fernanda Forbes IS Olhos D´Água, que detinha desde 2025 o recorde com média de 111,947 kg/leite na Expoleite. Curiosamente, ambas as recordistas pertencem ao mesmo criador, Rodrigo Nogueira Ferreira, que foi premiado com duas motos 0 km pelos dois Grandes Campeonatos conquistados.

    Girolando 1/4 também faz história na Megaleite

    No mesmo evento, a fêmea Girolando 1/4 Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana faturava os títulos de Campeã Vaca Adulta de Produção Absoluta de Leite e de Composição, com média de 87,930 kg/leite em 263,790 kg totais. O desempenho reforça a liderança da raça em produtividade, consolidando sua relevância no setor leiteiro nacional.

    Impacto no mercado e perspectivas

    Os recordes não apenas celebrizam o nome de Rodrigo Nogueira Ferreira no cenário da pecuária leiteira como também sinalizam um avanço genético significativo para a raça Girolando. A Megaleite 2026, realizada em 4 de junho, reafirma a importância de eventos como esse para o compartilhamento de inovações e a promoção da competitividade no setor.