Tag: Peugeot

  • Stellantis abandona correia banhada a óleo no PureTech: motor 1.2 turbo agora usa corrente metálica

    Stellantis abandona correia banhada a óleo no PureTech: motor 1.2 turbo agora usa corrente metálica

    A indústria automotiva brasileira ganha um novo capítulo no debate sobre confiabilidade dos motores 1.0 turbo. Na data de hoje, a Stellantis anunciou uma atualização estrutural no consagrado motor PureTech, abandonando de vez a correia banhada a óleo — solução já criticada por proprietários devido a desgastes prematuros e altos custos de reparo em modelos como Peugeot 208, Citroën C3 e Fiat Strada.

    Do óleo à metalurgia: a virada técnica da Stellantis

    O novo motor 1.2 turbo Turbo 100, com 101 cv de potência, adota uma corrente metálica de comando em substituição à antiga correia banhada. A decisão não é meramente técnica: reflete uma tendência global de priorizar robustez em propulsores de alta compressão, especialmente em mercados emergentes onde a manutenção preventiva muitas vezes é negligenciada. Segundo a montadora, a mudança reduz em até 70% os riscos de falhas catastróficas relacionadas ao sistema de distribuição — um alívio para consumidores que já enfrentaram gastos inesperados com correias danificadas.

    PureTech 1.2: mais do que um motor, uma aposta de mercado

    O tricilindro 1.199 cm³ mantém sua configuração original, com 101 cv a 5.500 rpm e torque máximo preservado, mas agora entrega uma resposta mais linear ao acelerador. A corrente metálica, além de dispensar trocas preventivas a cada 100 mil km, contribui para um funcionamento mais silencioso e eficiente. A Stellantis já iniciou a produção do novo propulsor em suas fábricas europeias, com previsão de chegada ao Brasil até 2027 — um timing estratégico, considerando a crescente demanda por motores mais duráveis em meio às reclamações recorrentes sobre o desgaste de componentes em modelos antigos.

    O que muda para os donos de modelos atuais?

    Ainda que a notícia não afete diretamente os proprietários de veículos com a geração anterior do PureTech, a mudança sinaliza uma guinada na estratégia da Stellantis. Enquanto concorrentes como a Volkswagen mantêm soluções similares à correia banhada em alguns de seus motores TSI, a fabricante francesa aposta em um design menos propenso a panes. Para os futuros compradores, a decisão reforça a importância de verificar não apenas a potência ou o consumo, mas também a arquitetura mecânica por trás do motor — um fator que pode definir a economia a longo prazo.

  • Peugeot oferece até R$ 57 mil de desconto em modelos para motoristas profissionais até 19/06

    Peugeot oferece até R$ 57 mil de desconto em modelos para motoristas profissionais até 19/06

    Descontos agressivos para profissionais do transporte

    A Peugeot surpreende o mercado com uma ofensiva de preços direcionada a motoristas autônomos e taxistas. Até o dia 19 de junho, os modelos 208 e 2008 ganham descontos que podem ultrapassar R$ 57 mil em comparação aos preços de tabela, uma estratégia para conquistar um público cada vez mais exigente em custo-benefício.

    Foco em versões intermediárias e exclusão de híbridos

    As promoções priorizam as configurações Allure dos dois modelos, descartando as versões com sistema híbrido leve — lançamento recente da marca. Essa escolha pode estar relacionada à busca por maior atratividade financeira, já que os híbridos geralmente têm preços mais elevados. Apenas os propulsores 1.0 T200, compartilhados com Citroën e Fiat, estão incluídos nas ofertas, entregando até 125 cv com gasolina e 130 cv com etanol, além de 20,4 kgfm de torque.

    Antecipação ao programa federal Move Brasil

    A ação da Peugeot não é aleatória: ela se alinha ao Programa Move Brasil, do governo federal, que disponibilizará linhas de crédito do BNDES a partir de 19 de junho para motoristas profissionais. Os descontos da marca francesa incluem reduções de até R$ 57.368 para taxistas com isenção fiscal (IPI/ICMS) e até R$ 35.657 para quem não tem direito ao benefício, segundo dados oficiais da fabricante.

    CVT: a transmissão que domina as versões promocionais

    Todos os modelos contemplados pelas promoções vêm equipados com câmbio CVT, uma transmissão que, embora não seja a mais esportiva, oferece praticidade e eficiência para o uso diário em centros urbanos. A escolha reforça o apelo para motoristas que buscam baixo custo operacional sem abrir mão de tecnologia embarcada.

  • Stellantis revoluciona suas marcas: 110 lançamentos até 2030 para Fiat, Jeep e Peugeot liderarem reestruturação global

    Stellantis revoluciona suas marcas: 110 lançamentos até 2030 para Fiat, Jeep e Peugeot liderarem reestruturação global

    A Stellantis, um dos maiores conglomerados automotivos do mundo, apresentou em maio de 2026 um plano estratégico que promete redefinir o futuro de suas 14 marcas até 2030. Com foco em Fiat, Jeep e Peugeot — consideradas as mais lucrativas do grupo — a empresa projeta uma reformulação profunda na linha de produtos, alinhada à transição elétrica e às demandas regionais.

    Fiat, Jeep e Peugeot: o coração do plano global

    As três marcas principais do grupo receberão a maior parte dos investimentos, com modelos inéditos e atualizações tecnológicas. A Fiat, por exemplo, deve expandir sua linha elétrica com versões mais acessíveis, enquanto a Jeep apostará em SUVs híbridos e elétricos para manter sua liderança em segmentos premium. Já a Peugeot reforçará sua estratégia de design arrojado em modelos como o novo 308 e 5008, que já começaram a ser produzidos na Europa.

    Maserati, Abarth e Chrysler: nichos estratégicos

    Marcas como Maserati e Abarth ganharão autonomia regional, desenvolvendo modelos derivados das plataformas globais da Stellantis. A Abarth, conhecida por sua herança esportiva no Brasil, deve focar em versões elétricas dos modelos 500 e 600, além de possíveis retomadas em mercados emergentes. A Maserati, por sua vez, priorizará lançamentos de alta performance, como o esperado GranTurismo Folgore, seu primeiro carro 100% elétrico.

    110 novidades em 4 anos: o que esperar?

    O cronograma da Stellantis prevê:

    • 60 lançamentos inéditos entre 2026 e 2030, incluindo modelos elétricos, híbridos e a combustão;
    • 50 atualizações de modelos existentes, com foco em tecnologia e conectividade;
    • Expansão em mercados emergentes, especialmente na América Latina e Ásia, onde a Fiat e a Jeep já têm forte presença.

    A estratégia reflete a pressão por eletrificação e a necessidade de reduzir custos operacionais, sem abrir mão da diversidade de marcas. Para analistas, o sucesso dependerá da capacidade de equilibrar inovação e identidade em cada segmento.

  • Stellantis e Dongfeng unem forças para fabricar Jeep e Peugeot eletrificados na China: o que muda no mercado global

    Stellantis e Dongfeng unem forças para fabricar Jeep e Peugeot eletrificados na China: o que muda no mercado global

    A Stellantis e a chinesa Dongfeng deram um passo ousado para dominar o segmento de veículos elétricos globais. A partir de 2027, a joint venture Dongfeng Peugeot-Citroën Automobile (DPCA), sediada em Wuhan, passará a fabricar quatro novos modelos eletrificados — dois da Peugeot e dois da Jeep —, com produção voltada tanto para o mercado chinês quanto para exportação.

    Uma parceria de 34 anos que ganha novo fôlego

    A aliança entre a Stellantis (dona da Peugeot e Jeep) e a Dongfeng não é novidade: remonta a 1992, quando foi criada a DPCA. Agora, entretanto, o foco é a eletrificação. Os modelos da Peugeot serão baseados em conceitos apresentados no Salão do Automóvel de Pequim de 2026, como o Concept 6 (sedã grande) e o Concept 8 (SUV grande). Já a Jeep apresentará dois veículos off-road elétricos, projetados para mercados globais, incluindo o Brasil.

    Investimento bilionário e políticas que impulsionam o projeto

    O acordo, impulsionado por incentivos da província de Hubei e da cidade de Wuhan, prevê um investimento superior a 8 bilhões de yuans (cerca de R$ 5,5 bilhões). Segundo a Stellantis, os veículos combinam “o melhor do design e dinâmica de condução da Peugeot com a excelência tecnológica da Dongfeng”. A produção começará em 2027, mas a montagem dos primeiros protótipos já está prevista para 2025.

    O que isso significa para o consumidor brasileiro?

    A chegada desses modelos ao Brasil — um dos principais mercados externos da parceria — pode acelerar a oferta de veículos elétricos premium e off-road da Stellantis. Com preços ainda não divulgados, a expectativa é de que a produção na China permita uma escala capaz de reduzir custos, tornando os elétricos mais acessíveis. Além disso, a parceria reforça a estratégia da Stellantis de localizar a produção na Ásia para atender à crescente demanda chinesa e asiática, enquanto exporta para outras regiões.

    O futuro da eletrificação no setor automobilístico

    O anúncio reforça a tendência de cooperação global entre montadoras para dominar a transição elétrica. Enquanto marcas ocidentais buscam parcerias na China — maior mercado de veículos elétricos do mundo —, a Dongfeng ganha acesso à tecnologia e design da Stellantis. Para especialistas, isso pode redefinir a competição no setor, com modelos chineses de alta qualidade ganhando espaço em mercados como Europa e América Latina.