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  • Alckmin define Lei da Reciprocidade como resposta a ‘injustiças’ contra o Brasil, não como retaliação

    Alckmin define Lei da Reciprocidade como resposta a ‘injustiças’ contra o Brasil, não como retaliação

    Lei da Reciprocidade: instrumento de equilíbrio, não de revanche

    Em entrevista concedida na noite desta terça-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou que a Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma medida retaliatória, mas como um mecanismo para repor condições justas no comércio internacional. Segundo ele, a legislação, aprovada por unanimidade no Congresso em 2025, oferece ferramentas para respostas institucionais em situações de desequilíbrio comercial.

    Críticas ao ‘olho por olho’ e defesa da reciprocidade

    Alckmin recorreu à metáfora clássica para afastar a ideia de que a medida configuraria uma escalada de retaliações. “A ideia não é retaliação. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, declarou, destacando que a lei busca evitar que ambos os lados sofram prejuízos em uma espiral de ações hostis.

    Impacto das tarifas americanas e reação empresarial

    A entrevista ocorreu após uma reunião com representantes de setores brasileiros afetados pelo aumento de tarifas imposto pelo governo de Donald Trump nos últimos dias. Diversas associações de empresários haviam manifestado preocupação com possíveis retaliações unilaterais, o que levou o governo a reforçar que a Lei da Reciprocidade atua como um escudo institucional, não como uma provocação.