O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, em entrevista nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, divulgada recentemente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O indicador, que considera renda, educação e expectativa de vida, reflete avanços sociais alcançados nos últimos anos.
Durante o bate-papo ao Jornal do Amazonas, em Manaus, Lula não apenas celebrou o feito, mas traçou um horizonte otimista para o futuro: a geração de empregos impulsionada por investimentos externos em energia limpa. Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque no processo de transição energética global, aproveitando seu potencial para atrair empresas interessadas em fontes renováveis.
IDH em ascensão: o que mudou?
O IDH brasileiro subiu em 2026, refletindo melhorias em áreas como educação — com aumento de matrículas e redução da evasão escolar — e expectativa de vida, impulsionada por políticas públicas de saúde. A renda per capita também apresentou crescimento, embora ainda enfrente desafios estruturais.
Empregos verdes: a aposta do governo
Lula destacou que o país se tornou um player estratégico na transição energética, atraindo investimentos estrangeiros em setores como eólica, solar e biocombustíveis. “O Brasil não é só um celeiro de alimentos, mas também de energia limpa”, afirmou. Projeções do governo indicam que esses investimentos podem gerar milhares de vagas em cadeias produtivas sustentáveis, desde a fabricação de painéis solares até a manutenção de parques eólicos.
Visibilidade aos invisíveis: o discurso de Lula
Em tom pessoal, o presidente reiterou que, em seu governo, os mais pobres deixaram de ser “invisíveis”. “A luta para melhorar a vida do povo não é fácil, uma vez que pobres nesse país sempre foram tratados como invisíveis. No meu governo, eles são visíveis. É por isso que eu estou feliz”, declarou. A fala reforça a narrativa de que políticas sociais — como o Bolsa Família reformulado e programas de habitação — foram decisivas para o avanço do IDH.
Críticos questionam ritmo das mudanças
Apesar dos avanços, analistas ponderam que o Brasil ainda precisa enfrentar desigualdades regionais e gargalos em infraestrutura para sustentar o crescimento do IDH a longo prazo. “Os números são positivos, mas a desigualdade na distribuição de renda e acesso a serviços básicos persiste em estados do Norte e Nordeste”, pontua economista ouvido pela reportagem.
