Tag: privacidade de dados

  • Windows 11 tem serviço de monitoramento automático? Microsoft desmente acusações de espionagem em PCs gamers

    Windows 11 tem serviço de monitoramento automático? Microsoft desmente acusações de espionagem em PCs gamers

    Uma acusação de espionagem digital contra a Microsoft ganhou força na última quarta-feira (30 de julho de 2025), quando um usuário do X publicou uma postagem alegando que o Windows 11 possuía um serviço em segundo plano chamado Windows Health and Optimized Experiences — ou simplesmente *whesvc* — que monitoraria dados de CPU, temperatura e bateria de PCs gamers a cada 15 minutos, enviando-os automaticamente para a empresa.

    O que é o *whesvc* e como ele funciona?

    O *whesvc* é um serviço legítimo do Windows 11, projetado para coletar registros de diagnóstico locais sobre o desempenho do sistema, como lentidão ou superaquecimento. Segundo a Microsoft, esses dados são armazenados apenas no dispositivo e não são enviados à empresa, exceto se o usuário optar por compartilhá-los manualmente via Hub de Feedback. O executivo da gigante de Redmond desmentiu as alegações de fins obscuros, classificando-as como “desinformação”.

    Por que a confusão? O mito dos dados em tempo real

    A polêmica surgiu em meio a especulações sobre privacidade em sistemas operacionais, especialmente após casos recentes de vazamentos e fiscalizações de órgãos reguladores sobre coleta de dados por big techs. Contudo, a Microsoft reforçou que o *whesvc* não envia dados em tempo real e que seu objetivo é otimizar a experiência do usuário com base em problemas pontuais, como travamentos ou superaquecimento. A empresa não comentou se processará os responsáveis pela postagem no X.

  • Figma migra dados para nuvem brasileira: o que muda para empresas no Brasil?

    Figma migra dados para nuvem brasileira: o que muda para empresas no Brasil?

    Expansão com foco em privacidade e velocidade

    A Figma, plataforma colaborativa usada por equipes para criar interfaces e protótipos, deu um passo estratégico ao implementar servidores locais no Brasil. A decisão, anunciada em 22 de julho de 2026, reflete a crescente demanda por governança de dados no país, onde a empresa já registra 14 milhões de arquivos criados por usuários no último ano.

    Brasil entra no mapa da infraestrutura descentralizada

    Com a nova infraestrutura, clientes do plano corporativo poderão armazenar dados em servidores nacionais, garantindo maior controle sobre a localização das informações sem prejudicar a performance da plataforma. A medida coloca o Brasil ao lado de mercados como União Europeia, Austrália e Índia, que já contam com essa opção.

    Estratégia para conquistar setores regulados

    A hospedagem local é especialmente relevante para setores altamente regulamentados, como financeiro e tecnologia, onde a conformidade com leis de proteção de dados é mandatória. A Figma espera, com isso, expandir sua presença em empresas desses segmentos, aproveitando o potencial de um dos cinco maiores mercados da plataforma.

  • Samsung Health passa a usar seus dados de saúde para treinar IA — e você não poderá sincronizar dados se recusar

    Samsung Health passa a usar seus dados de saúde para treinar IA — e você não poderá sincronizar dados se recusar

    A Samsung iniciou, nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, a utilização de dados coletados pelo Samsung Health para treinar modelos de inteligência artificial. A novidade foi comunicada por meio de uma notificação de consentimento enviada a alguns usuários, que agora precisam decidir se autorizam ou não o uso de suas informações para esse fim.

    O que muda na prática?

    Caso o usuário opte por não compartilhar os dados, um alerta é exibido informando que a sincronização das informações com a conta Samsung será imediatamente interrompida. Isso significa que atividades, medicações registradas e dados de saúde — como ciclo menstrual — não serão atualizados no aplicativo.

    Dados sensíveis em treinamento de IA

    O Samsung Health é conhecido por integrar informações de saúde de terceiros, como aplicativos de fitness, e também coleta dados diretamente de dispositivos como o Galaxy Watch. Entre as informações compartilhadas com a IA da Samsung estão registros de atividades físicas, uso de medicamentos e detalhes sobre saúde reprodutiva. Além disso, a empresa deixa claro que os dados podem passar por revisão humana, o que levanta questionamentos sobre privacidade.

    Como proceder?

    Os usuários que não se sentirem confortáveis com o uso de seus dados para treinamento de IA devem recusar o consentimento na notificação. No entanto, é necessário estar ciente de que isso resultará na perda de sincronização dos dados no ecossistema Samsung. A empresa não detalhou se haverá opções para anonimizar as informações ou se elas serão excluídas após o treinamento.

  • Meta testa óculos com IA que gravam tudo ao redor: como funciona e riscos da ‘superpercepção’

    Meta testa óculos com IA que gravam tudo ao redor: como funciona e riscos da ‘superpercepção’

    Óculos da Meta com IA: gravação constante e ‘memória artificial’

    Em uma nova investida no mercado de dispositivos vestíveis, a Meta estaria testando um protótipo de óculos inteligentes com inteligência artificial que grava áudio e tira fotos automaticamente, segundo reportagem do Financial Times publicada nesta semana. O recurso, apelidado internamente de super sensing (superpercepção), tem como objetivo criar uma espécie de ‘memória artificial’ para os usuários, armazenando informações do cotidiano — como conversas, localização de objetos ou detalhes de reuniões — para posterior consulta via assistente de IA.

    Como o ‘super sensing’ funcionaria na prática

    Os registros não seriam salvos localmente nos óculos, mas enviados diretamente para os servidores da Meta AI, onde passariam por processamento em tempo real. A estratégia busca mitigar riscos legais e de privacidade, ao evitar que dados sensíveis permaneçam armazenados no dispositivo. Entre as funcionalidades prometidas, o sistema poderia responder a perguntas como ‘onde deixei minhas chaves?’ ou ‘o que foi dito na reunião de ontem?’, integrando-se ao ecossistema de assistentes virtuais da empresa.

    Investimentos da Meta em óculos inteligentes desde 2021

    A Meta vem apostando fortemente em óculos com IA desde 2021, quando lançou parcerias com a Ray-Ban para modelos com câmera e microfone. Agora, com o *super sensing*, a empresa dá um passo adiante ao transformar os dispositivos em ferramentas de captura onipresentes. Especialistas, no entanto, já alertam para potenciais controvérsias, especialmente em ambientes onde a gravação constante pode ferir leis de privacidade ou causar desconforto social.

    Privacidade em xeque: quem controla os dados?

    A abordagem da Meta — centralizar os registros na nuvem — divide opiniões. Por um lado, facilita a atualização de modelos de IA e reduz a carga computacional dos óculos. Por outro, reacende debates sobre vigilância corporativa e o uso de dados pessoais por gigantes da tecnologia. A empresa não comentou oficialmente o projeto, mas a revelação chega em um momento em que reguladores globais intensificam fiscalizações sobre inteligência artificial e dispositivos conectados.

  • Samsung leva Tela de Privacidade para todos os Galaxy S27: segurança agora é padrão na linha

    Samsung leva Tela de Privacidade para todos os Galaxy S27: segurança agora é padrão na linha

    Na contramão dos rumores que sugeriam a exclusividade da Tela de Privacidade aos modelos topo de linha como o Galaxy S27 Ultra ou S27 Pro, a Samsung decidiu democratizar o recurso. Segundo o portal sul-coreano The Elec, a fabricante planeja incluir a tecnologia em todas as quatro versões da nova geração: o modelo básico, o S27, o S27 Plus e o S27 Ultra.

    Do Ultra para toda a linha: uma jogada estratégica de custo e apelo

    A decisão de estender o recurso a toda a família Galaxy S27 não é apenas uma questão de segurança: é também uma estratégia para reduzir custos de produção. A Samsung teria avaliado formas de otimizar a implementação da tecnologia, que estreou no Galaxy S26 Ultra em julho de 2025, mas agora se mostra viável em modelos mais acessíveis.

    Como a Tela de Privacidade funciona e por que ela importa

    A tecnologia atua controlando o ângulo de emissão de luz do painel OLED. Enquanto os displays convencionais permitem que qualquer pessoa ao redor visualize o conteúdo com facilidade, a Tela de Privacidade limita a visualização a um ângulo estreito — ideal para quem precisa proteger dados sensíveis ou simplesmente evitar olhares indesejados em ambientes públicos.

    Para os consumidores, isso significa um salto significativo em privacidade sem a necessidade de recorrer a soluções terceirizadas como películas protetoras ou capas. Já para a Samsung, é uma forma de justificar o upgrade para os novos modelos, mesmo em versões mais econômicas.

    O que esperar da linha Galaxy S27?

    Além da Tela de Privacidade, a Samsung deve apostar em outras inovações nos novos aparelhos, como processadores mais potentes, melhorias na câmera e possíveis avanços na bateria. O Galaxy S27 Pro, por exemplo, é esperado como uma versão compacta do Ultra, mantendo recursos premium em um corpo menor — uma estratégia para atrair usuários que buscam desempenho sem o tamanho avantajado.

    Com a expansão da Tela de Privacidade, a Samsung reforça seu compromisso com a proteção de dados, um tema cada vez mais relevante em um mercado onde a privacidade se tornou um diferencial competitivo.

  • Google alerta: mudanças na UE podem facilitar cibercrimes contra dados de busca e Android

    Google alerta: mudanças na UE podem facilitar cibercrimes contra dados de busca e Android

    Na última quarta-feira, 1º de julho de 2026, a gigante tecnológica Google emitiu um comunicado alertando sobre potenciais vulnerabilidades em cibersegurança decorrentes de mudanças na regulamentação europeia. A preocupação central está no Digital Markets Act, lei que visa aumentar a competitividade no setor de tecnologia, mas que, segundo a empresa, pode ter efeitos colaterais perigosos.

    O que muda com a nova legislação da UE?

    A proposta do Digital Markets Act obriga empresas dominantes, como o Google, a compartilhar dados de mecanismos de busca e sistemas operacionais, como o Android, com concorrentes menores. A intenção é democratizar o mercado, mas Heather Adkins, vice-presidente de Engenharia de Segurança da empresa, destaca um risco iminente: “A abertura desses dados pode facilitar ataques cibernéticos, expondo informações sensíveis de usuários e detalhes operacionais críticos”.

    Riscos concretos para usuários e empresas

    Segundo Adkins, hackers poderiam explorar essas brechas para acessar pesquisas relacionadas a cibersegurança — como buscas por vulnerabilidades ou ferramentas de proteção — e até mesmo dados internos do Android. A vulnerabilidade não se limita a vazamentos: ataques direcionados a sistemas operacionais e mecanismos de busca tornariam-se mais frequentes e sofisticados.

    A medida também contraria os esforços globais de privacidade, como o GDPR, que já impõe restrições rígidas ao compartilhamento de dados na UE. Especialistas em cibersegurança ouvidos pela imprensa destacam que, sem salvaguardas adicionais, a lei poderia criar um efeito dominó de exposição, beneficiando grupos maliciosos.

    Google pressiona por ajustes na legislação

    Em resposta, o Google já sinalizou que pode buscar alterações no texto final da lei para minimizar os riscos. A empresa argumenta que, sem proteções claras, a abertura compulsória de dados — especialmente em áreas como saúde digital ou finanças — poderia levar a ataques em massa ou espionagem industrial. A discussão ganha urgência diante do crescente número de ciberataques registrados em 2026, com prejuízos superiores a US$ 1 trilhão globalmente, segundo relatórios recentes.

  • GM lucra US$ 20 milhões com venda ilegal de dados de motoristas nos EUA: multa de US$ 12,75 milhões e fim da prática

    GM lucra US$ 20 milhões com venda ilegal de dados de motoristas nos EUA: multa de US$ 12,75 milhões e fim da prática

    Uma década de controvérsias sobre privacidade no OnStar

    A General Motors (GM) está no centro de uma polêmica envolvendo a comercialização de dados sensíveis de motoristas nos Estados Unidos. Segundo investigação do Departamento de Justiça da Califórnia, entre 2020 e 2024, a montadora lucrou aproximadamente US$ 20 milhões (cerca de R$ 98 milhões) com a venda de informações detalhadas de geolocalização e comportamento de direção para duas empresas de corretagem de dados: a Verisk Analytics e a LexisNexis Risk Solutions. Esses dados, coletados por meio do serviço OnStar — que oferece recursos como navegação, chamadas de emergência e assistência em caso de acidentes —, foram repassados com o objetivo de desenvolver produtos para avaliação de motoristas, comercializados posteriormente para seguradoras de automóveis.

    Engano deliberado e violação de privacidade

    A investigação constatou que a GM não apenas omitiu informações sobre a venda dos dados, como também mentiu em sua política de privacidade. O documento afirmava que não comercializava dados de direção ou localização, e que, caso o fizesse, seria apenas com consentimento explícito do consumidor. No entanto, a montadora vendeu as informações sem qualquer aviso ou autorização prévia dos motoristas, induzindo-os ao erro. A prática não só violou leis estaduais e federais de privacidade, como também minou a confiança em um serviço que, teoricamente, deveria garantir segurança e transparência.

    Impacto geográfico e consequências legais

    Embora motoristas da Califórnia não tenham sofrido diretamente os efeitos da venda dos dados — já que leis estaduais proíbem o uso dessas informações para precificação de seguros —, residentes de outros estados enfrentaram aumentos nos prêmios de seus veículos. A GM, ao lucrar com a comercialização das informações, contribuiu para um sistema onde dados pessoais sensíveis foram transformados em ativos financeiros sem o conhecimento ou benefício dos titulares. A multa de US$ 12,75 milhões imposta pela justiça americana representa uma das maiores penalidades recentes por violação de privacidade no setor automotivo, mas especialistas alertam que o dano à confiança do consumidor pode ser ainda maior.

    OnStar: do pioneirismo à espiral de problemas

    Lançado em 1995 como um serviço revolucionário de conectividade veicular, o OnStar foi pioneiro ao integrar telemática, GPS e assistência em tempo real. No entanto, ao longo dos anos, o sistema tornou-se palco de repetidos escândalos envolvendo privacidade. Em 2010, a GM já havia sido alvo de uma ação da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA por compartilhar dados de localização de clientes com terceiros sem consentimento. Na ocasião, a empresa foi obrigada a pagar US$ 7 milhões e revisar suas práticas. Agora, em 2024, o padrão se repete: a justiça americana concluiu que a montadora falhou em implementar proteções adequadas e voltou a priorizar lucros sobre a privacidade dos usuários.

    Reações e desdobramentos

    Em resposta à multa, a GM anunciou que interromperá a venda de dados de direção e localização e excluirá as informações já comercializadas. A empresa afirmou em comunicado que está ‘comprometida em proteger a privacidade’ dos consumidores, mas críticos questionam a credibilidade dessas promessas diante dos históricos recorrentes de violações. Advogados especializados em direito digital destacam que a multa, embora significativa, ainda é insuficiente para cobrir os danos causados. “O valor pode parecer alto, mas representa menos de 0,1% do faturamento anual da GM”, afirmou uma fonte jurídica ouvida pela redação, sob condição de anonimato. “Isso não inibe condutas futuras, a menos que haja mudanças estruturais na cultura corporativa da empresa.”

    O futuro da privacidade no setor automotivo

    O caso da GM reabre o debate sobre a regulação de dados no setor automobilístico, especialmente diante do avanço dos veículos conectados e autônomos. Especialistas em privacidade digital argumentam que leis como a California Consumer Privacy Act (CCPA) e a General Data Protection Regulation (GDPR) na Europa são passos na direção certa, mas insuficientes sem fiscalização rigorosa. “As montadoras estão se tornando grandes coletoras de dados, muitas vezes sem transparência”, declarou Maria Fernanda Nogueira, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). “O consumidor precisa saber não apenas como seus dados são usados, mas também quem os acessa e para que fins.”

    Enquanto a GM enfrenta as consequências legais, o episódio serve como alerta para outros players do setor. A pergunta que fica é: até quando fabricantes de automóveis continuarão a lucrar com dados pessoais sem o devido consentimento e proteção aos usuários?