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  • Frente fria derruba temperaturas e traz tempestades: alerta de chuva extrema no Sul e Mato Grosso do Sul

    Frente fria derruba temperaturas e traz tempestades: alerta de chuva extrema no Sul e Mato Grosso do Sul

    A partir desta terça-feira (21), uma frente fria avança pelo Brasil, trazendo mudanças bruscas no tempo e colocando estados do Sul e do Centro-Oeste em estado de alerta. O sistema deve provocar tempestades intensas entre a noite desta terça e a sexta-feira (24), com acumulados de chuva que podem superar os 200 mm em áreas do Rio Grande do Sul.

    Temporais com potencial destrutivo

    As regiões mais afetadas incluem o Sul do Brasil — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — além de Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta para volumes expressivos de chuva, queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 100 km/h. A Climatempo destaca que a frente fria concentrará os maiores volumes de precipitação no país nesse período, com risco de alagamentos e deslizamentos.

    Baixa umidade mantém alerta no Centro-Oeste e Sudeste

    Enquanto o Sul enfrenta a instabilidade, o Centro-Oeste, grande parte do Sudeste e o interior do Nordeste continuam sob condição crítica de seca. A baixa umidade relativa do ar, que já atinge níveis preocupantes, eleva o risco de queimadas e incêndios florestais. O contraste entre as regiões reforça a instabilidade climática que afeta o país nesta semana.

  • Lula lança pacote ambiental com foco em prevenção de queimadas e recuperação de biomas

    Lula lança pacote ambiental com foco em prevenção de queimadas e recuperação de biomas

    Brasil assume protagonismo global em agenda ambiental

    Em 10 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou, no Palácio do Planalto, um pacote ambicioso de iniciativas para consolidar o Brasil como líder na proteção de biomas e no enfrentamento das mudanças climáticas. A iniciativa, apresentada durante celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), chega em um momento crítico: com a previsão de um El Niño intenso para os próximos meses, a agenda de prevenção a queimadas e desmatamento ganha urgência inédita.

    Medidas anunciadas: do concreto ao simbólico

    Entre as ações mais emblemáticas está a assinatura de decretos que ampliam áreas de conservação em todos os biomas brasileiros, além da sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga — primeira legislação específica para o bioma, que cobre 11% do território nacional. Outro ponto central é a reformulação do Fundo Nacional do Meio Ambiente, cujos repasses para estados e municípios foram simplificados para acelerar ações de prevenção a incêndios, especialmente no Cerrado e na Amazônia.

    Credibilidade internacional em jogo

    O discurso de Lula, que destacou a “credibilidade” do Brasil no cenário global, reflete a pressão sofrida pelo país nos últimos anos. Com a volta da fiscalização ambiental após um período de desmonte, o governo busca reverter críticas internacionais — como as sanções impostas por blocos econômicos em 2024 — e atrair investimentos verdes. Especialistas, no entanto, alertam: o desafio agora é garantir que as medidas não fiquem apenas no papel, sobretudo em um contexto de orçamento enxuto e resistência de setores agroindustriais.

    O que falta para virar realidade?

    A implementação do pacote depende de uma combinação de fatores: vontade política, recursos e fiscalização rigorosa. A previsão de um El Niño mais severo exige agilidade, pois a tendência é de seca prolongada em regiões já vulneráveis. Enquanto a sociedade civil comemora os avanços, ambientalistas cobram transparência nos critérios de criação das unidades de conservação e garantias de que os recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente não sejam contingenciados.