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  • Honda Ridgeline ganha V6 renovado e volta às ruas em 2028: o que muda na picape concorrente da Ram Rampage?

    Honda Ridgeline ganha V6 renovado e volta às ruas em 2028: o que muda na picape concorrente da Ram Rampage?

    Fim temporário para a Ridgeline: Honda prepara reinício com tecnologias inéditas

    Em um movimento estratégico para alinhar a Honda Ridgeline às demandas do mercado e às regulamentações ambientais, a montadora anunciou que suspenderá a produção da picape no quarto trimestre de 2026, com previsão de retomada apenas em setembro de 2028. A pausa não é um adeus, mas uma reinicialização: a marca japonesa investirá em um novo motor V6 e um visual renovado antes de relançar o modelo, que há anos disputa espaço no segmento de picapes médias nos EUA.

    Motor V6 atualizado: o que esperar da nova mecânica?

    A atual Ridgeline utiliza o V6 J35Y6 de 3,5 litros com comando de válvulas simples, mas a segunda geração receberá uma unidade aprimorada. Segundo fontes próximas à Automotive News, o novo propulsor, ainda não identificado oficialmente, será baseado na arquitetura do V6 J35Y8 — presente nos modelos Honda Pilot e Passport —, mas com ajustes para reduzir emissões e melhorar a eficiência. A Honda também trabalha em uma versão híbrida do motor, que deve integrar sistemas de eletrificação de próxima geração, alinhando-se à estratégia global da marca para veículos mais sustentáveis.

    Concorrência acirrada: Ridgeline enfrenta desafios frente à Ram Rampage

    A decisão da Honda reflete não apenas a busca por atualização tecnológica, mas também a necessidade de reagir à concorrência. A Ram Rampage, lançada recentemente, tem conquistado consumidores com seu design agressivo e preço competitivo, forçando a Ridgeline a se reinventar. Com a atualização prevista, a Honda busca recuperar competitividade no segmento, onde a picape já enfrentava queda nas vendas nos últimos anos. Em 2025, a Ridgeline registrou cerca de 30 mil unidades vendidas nos EUA, um número modesto frente a rivais como a Ford Maverick.

    Impacto no mercado e no consumidor

    A pausa na produção não deve afetar significativamente os estoques atuais, mas os interessados em adquirir a Ridgeline devem considerar que o modelo atual será descontinuado gradualmente. Para a Honda, a aposta em um motor mais eficiente e um design moderno é crucial para atrair novos públicos, especialmente em um mercado cada vez mais exigente por sustentabilidade e tecnologia. A retomada em 2028 também coincide com a chegada de outros lançamentos da marca, como a nova gerações do Honda Pilot e Passport, que devem compartilhar plataformas e componentes com a Ridgeline renovada.

    O futuro híbrido da Honda: um passo além do V6

    Além do motor a combustão atualizado, a Honda está desenvolvendo unidades V6 híbridas para sua próxima geração de veículos. Segundo informações internas, esses motores serão projetados para integrar sistemas híbridos leves, oferecendo melhorias significativas em consumo de combustível e aceleração. A Ridgeline, portanto, pode ser apenas o início de uma linha inteiramente reformulada pela marca, que busca reduzir sua dependência de motores puramente térmicos.

  • Ram Rampage chega aos EUA em 2025: a picape que vai desafiar a Ford Maverick com preço agressivo

    Ram Rampage chega aos EUA em 2025: a picape que vai desafiar a Ford Maverick com preço agressivo

    A Ram finalmente revelou seus planos para o mercado norte-americano: a picape Rampage desembarcará nos Estados Unidos ainda em 2025, com um preço inicial estimado em menos de US$ 40 mil (cerca de R$ 224 mil). O modelo, desenvolvido no Brasil e baseado na plataforma Small Wide — mesma da Fiat Toro e Jeep Compass —, chega para competir diretamente com a Ford Maverick, líder do segmento de picapes intermediárias nos EUA.

    A aposta da Stellantis em um nicho em alta

    A decisão reflete o potencial do segmento, que registrou vendas recorde da Maverick em 2025, com 155.051 unidades comercializadas. A Ram, braço de picapes da Stellantis, busca replicar esse sucesso com uma picape monobloco mais compacta e ágil, ideal para consumidores urbanos que precisam de caçamba, mas preferem o comportamento de um SUV.

    Da fábrica brasileira para as ruas americanas

    Produzida inicialmente no polo automotivo de Goiana (PE), a Rampage poderá ser fabricada nos EUA ou México para evitar taxas de importação. A escolha da localização ainda não foi definida, mas a Stellantis já sinalizou que a produção na América do Norte é prioridade para viabilizar preços competitivos. O motor 2.0 Hurricane 4 turbo a gasolina será a única opção nos EUA, um detalhe que reforça a estratégia de custo-benefício do modelo.

    O timing da chegada e a concorrência acirrada

    A ausência de uma data oficial de lançamento abre margem para que a Rampage estreie já na próxima geração, aproveitando as atualizações recentes das fábricas que utilizam a plataforma Small Wide. Enquanto isso, a Ford Maverick deve perder a concorrência direta com o fim da Hyundai Santa Cruz, criando uma oportunidade para a Ram conquistar espaço no coração dos americanos que buscam utilitários acessíveis.

    A estratégia da Stellantis não é apenas expandir sua linha de picapes nos EUA, mas redefinir o segmento com um produto de concepção global, mas preço regional. Se o sucesso da Toro no Brasil for um indicativo, a Rampage pode se tornar uma pedra no sapato da Maverick em poucos anos.

  • Stellantis investe R$ 350 bi no Brasil: Fiat Toro e Ram Rampage ganham nova plataforma, híbridos e rumo à América do Norte

    Stellantis investe R$ 350 bi no Brasil: Fiat Toro e Ram Rampage ganham nova plataforma, híbridos e rumo à América do Norte

    Da plataforma obsoleta ao futuro multi-energia: a reinvenção das picapes brasileiras

    A Fiat Toro e a Ram Rampage, dois ícones do segmento de picapes médio-compactas no Brasil, estão prestes a abandonar sua base técnica atual — a Small Wide, uma plataforma já considerada veterana no mercado global — para abraçar a STLA Medium, mesma arquitetura que sustenta a nova geração do Jeep Compass e está por trás dos futuros Renegade e Commander.

    Esse movimento, anunciado dentro de um pacote bilionário de R$ 350 bilhões do grupo Stellantis, não é apenas uma atualização mecânica: é uma guinada estratégica para aproximar os modelos brasileiros dos padrões europeus de refinamento, eficiência energética e conectividade. A produção continuará em Goiana (PE), onde são fabricados os veículos mais sofisticados do conglomerado no país, mas a mudança trará implicações profundas para consumidores, indústria e até mesmo o mercado de segunda mão.

    Híbridos leves e plenos: o que muda no tanque e na direção

    A nova plataforma STLA Medium é do tipo multi-energia, desenhada para acomodar diversas configurações de propulsão sem grandes reformulações estruturais. Para o Brasil, a Stellantis planeja priorizar duas tecnologias híbridas:

    • MHEVs (48V): sistemas de híbridos leves, que auxiliam na redução de consumo sem grandes alterações no motor a combustão. Ideal para um mercado ainda dominado por veículos flex, mas com crescente pressão por eficiência.
    • HEVs (plenos): híbridos convencionais, como os já oferecidos pela Jeep em outros mercados, com motores térmicos acoplados a unidades elétricas que podem tracionar as rodas independentemente.

    Ainda não há confirmação oficial sobre qual configuração chegará primeiro à Toro ou à Rampage, mas especula-se que o motor 1.3 T270 flex, já utilizado em modelos como o Jeep Commander, possa ser a base térmica para os HEVs brasileiros, mantendo o câmbio eCVT — uma transmissão continuamente variável que já equipa o Cherokee na Europa. O propulsor 2.2 turbodiesel, apesar de recente no portfólio, pode ficar em standby até que regulamentações ambientais mais rígidas, como o Proconve L9, sejam implementadas no país.

    Ram Rampage na América do Norte: o sonho de exportar uma picape 100% brasileira

    Além das inovações técnicas, o plano da Stellantis inclui um movimento ousado: levar a Ram Rampage para o mercado norte-americano. O anúncio, feito durante a apresentação de investimentos, surpreendeu analistas, uma vez que a picape compacta brasileira sempre foi vista como um produto local, adaptado ao perfil do consumidor latino.

    Se concretizado, o projeto poderia posicionar a Rampage como uma alternativa de entrada de gama para a Ram nos EUA, onde picapes médias-compactas como a Ford Maverick já conquistam espaço. No entanto, a estratégia dependerá de adaptações para atender às normas de segurança e emissões americanas, além de um redesenho de marketing para conquistar o público daquele mercado. Até agora, não há detalhes sobre prazos ou volumes de exportação.

    O diesel ficará para trás? A incerteza do 2.2 turbodiesel

    O motor 2.2 turbodiesel, lançado recentemente no mercado brasileiro com a promessa de aliar potência e eficiência para cargas pesadas, não teve seu futuro esclarecido durante o evento. Especialistas ouvidos pela Motor1 Brasil sugerem que ele pode permanecer inalterado até que o Proconve L9 — que exigirá redução de 50% nas emissões de NOx em relação ao atual L8 — entre em vigor. Até lá, a Stellantis deve focar em soluções híbridas, que já atendem a parte das exigências.

    Para os consumidores que apostam no diesel por questões de custo ou demanda comercial, a ausência de atualizações pode significar um risco: veículos com motores não adaptados às futuras normas podem perder valor de revenda ou até mesmo enfrentar restrições em grandes cidades.

    Goiana como hub de inovação: por que o Brasil recebe as picapes mais avançadas do grupo

    A decisão de concentrar a produção das picapes médias-compactas — e também dos SUVs Jeep — em Goiana (PE) não é casual. A fábrica, inaugurada em 2015, já é responsável pelos modelos mais refinados e tecnológicos do Stellantis na América Latina, incluindo o Jeep Renegade e o Commander. A localização estratégica, próxima a portos que facilitam exportações, e a mão de obra qualificada foram fatores decisivos para o grupo investir R$ 350 bilhões no Brasil, dos quais boa parte se destinará a atualizações na linha de produção e pesquisa e desenvolvimento.

    Além disso, a planta já emprega tecnologias como impressão 3D para peças e sistemas avançados de montagem, o que deve acelerar a transição para a nova plataforma STLA Medium. Com isso, o Brasil não apenas se torna um polo de fabricação, mas também um laboratório para inovações que podem ser replicadas em outras regiões do mundo.

    O que esperar: cronograma e impactos no mercado

    Apesar do anúncio bombástico, a Stellantis ainda não divulgou um cronograma detalhado para a chegada das novas picapes e híbridos ao Brasil. Fontes internas ouvidas pela reportagem sugerem que os primeiros lançamentos devem ocorrer entre 2025 e 2026, coincidindo com o lançamento da nova geração do Jeep Compass no mercado nacional. Já a exportação da Ram Rampage para a América do Norte, se confirmada, deve levar pelo menos mais dois anos devido às adaptações necessárias.

    Para os consumidores, a notícia é positiva: maior eficiência energética, tecnologias avançadas e potencial valorização dos modelos recém-lançados. Para a indústria, representa um passo importante na transição para a eletrificação, mesmo que de forma gradual. Já para os donos de picapes atuais, a dúvida persiste: será que os novos modelos serão significativamente mais caros, ou a Stellantis encontrará um equilíbrio para manter a competitividade?