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  • Exportações de carne bovina batem recorde em junho com China como principal compradora

    Exportações de carne bovina batem recorde em junho com China como principal compradora

    Ainda em 7 de julho de 2026, o Brasil consolidou mais um marco histórico na balança comercial de carnes: as exportações de carne bovina alcançaram 395,2 mil toneladas em equivalente carcaça no mês de junho, volume 15,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados da DATAGRO. O desempenho não apenas superou as expectativas do setor, como também estabeleceu um novo recorde mensal, reafirmando a relevância do país no mercado global de proteínas.

    China domina com mais da metade das compras brasileiras

    O protagonismo chinês no crescimento das exportações brasileiras não é mais uma tendência, mas uma realidade consolidada. Até o fim de junho de 2026, o país asiático foi responsável por 51,8% de todo o volume exportado pelo Brasil, segundo a consultoria. A participação ampliada reflete não apenas o apetite crescente da população chinesa por carne bovina — impulsionado por fatores como a recuperação econômica e a busca por proteínas de maior valor nutricional —, mas também a estratégia brasileira de diversificação de mercados sem perder o foco no principal destino.

    Demanda internacional sustenta o ciclo de recordes

    Além da China, outros mercados como os Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e países do Sudeste Asiático mantiveram seus volumes de importação estáveis ou em crescimento, contribuindo para o desempenho recorde. A valorização da tonelada exportada — reflexo do câmbio favorável ao produtor brasileiro e da demanda aquecida — também foi determinante para o resultado. Segundo a DATAGRO, o cenário permanece positivo para o segundo semestre, com perspectivas de manutenção dos embarques em patamares elevados, especialmente diante da proximidade das festas de final de ano na Ásia e na Europa.

    O que esperar para o restante de 2026?

    Especialistas do setor apontam que o Brasil deve manter a liderança global nas exportações de carne bovina até o final do ano, mas alertam para possíveis desafios. Entre eles, a pressão por sustentabilidade — com cobranças por redução do desmatamento na Amazônia — e a concorrência de países como Austrália e Estados Unidos, que têm investido em acordos comerciais para recuperar market share. Para o produtor brasileiro, no entanto, a combinação de preços atrativos e demanda firme continua sendo um cenário otimista, desde que os protocolos sanitários e ambientais sejam mantidos.