Tag: recuperação judicial

  • Neta no Brasil: estoque de 2024, preços atrativos e briga entre locadoras e motoristas por seus modelos

    Neta no Brasil: estoque de 2024, preços atrativos e briga entre locadoras e motoristas por seus modelos

    Neta mantém operações no Brasil apesar da crise na China

    Em julho de 2026, a Neta segue comercializando seus modelos no Brasil, mesmo após enfrentar uma crise que paralisou sua fábrica na China em 2025 e a levou a uma recuperação judicial. Os veículos, do lote inicial de 2024, são vendidos com descontos significativos, especialmente para locadoras e motoristas de aplicativo, que os disputam ativamente.

    Modelos disponíveis e estratégia de mercado

    Os modelos Neta X e Aya, lançados em novembro de 2024 com promessas de uma rede de concessionárias e até fábrica no Brasil, ainda são comercializados no país. A marca, que integra as 28 marcas chinesas presentes no mercado brasileiro, mantém estoque e suporte logístico em São Paulo, incluindo peças de reposição e estrutura de pós-venda.

    Concorrência e desafios

    Apesar dos preços competitivos e da popularidade entre profissionais de transporte, a Neta enfrenta desafios frente a concorrentes mais estabelecidas. A ausência de uma rede de concessionárias robusta e a crise na China limitam sua expansão, mas a marca segue relevante no segmento de veículos populares.

  • Oi vende telefonia fixa por R$ 60,1 milhões: Método Telecom assume orelhões e emergência em novo capítulo da recuperação judicial

    Oi vende telefonia fixa por R$ 60,1 milhões: Método Telecom assume orelhões e emergência em novo capítulo da recuperação judicial

    Venda judicial encerra disputa por telefonia fixa

    A Oi formalizou na manhã de sábado (11/07) a venda de sua unidade de telefonia fixa para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões, conforme anunciado pela operadora em recuperação judicial. O negócio, definido em leilão judicial pela Unidade Produtiva Isolada (UPI) Oi Serviços Telefônicos, superou a oferta da Sercomtel e marca um passo crucial no plano de alívio financeiro da empresa.

    Infraestrutura e serviços sob nova gestão

    A transação, ainda sujeita à aprovação da Anatel e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), transfere à Método Telecom a gestão de números de emergência (190, 192 e 193), orelhões e toda a infraestrutura de transmissão da Oi. A conclusão do processo, no entanto, depende de etapas judiciais e regulatórias que podem adiar a efetivação do acordo.

    Recuperação judicial em ritmo acelerado

    A aprovação da venda pela Justiça do Rio de Janeiro em abril, seguida pela assinatura do contrato, reforça a estratégia da Oi de reduzir passivos e otimizar recursos. A operadora, que enfrenta restrições de caixa desde 2025, busca com esta e outras medidas garantir sua sustentabilidade a longo prazo.

  • Grupo Prime entra em recuperação judicial com dívida de R$ 790 milhões e busca renegociar com credores

    Grupo Prime entra em recuperação judicial com dívida de R$ 790 milhões e busca renegociar com credores

    Na última sexta-feira (4 de julho de 2026), a Justiça do Paraná deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Prime, empresa especializada em soluções para o agronegócio, com um passivo total de aproximadamente R$ 790,2 milhões. A decisão, publicada nesta segunda-feira (6 de julho de 2026), autoriza o grupo a manter suas operações enquanto conduz negociações com credores e elabora o plano de recuperação.

    O que levou à recuperação judicial?

    O deferimento do processamento da recuperação judicial foi fundamentado no cumprimento dos requisitos da Lei nº 11.101/2005, que rege os processos de reestruturação empresarial no Brasil. Segundo o Judiciário paranaense, a documentação apresentada pela empresa — incluindo dados contábeis, fiscais, patrimoniais e operacionais — foi considerada suficiente para prosseguir com o processo. O passivo de R$ 790,2 milhões inclui tanto créditos concursais quanto extraconcursais, refletindo os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos.

    Atuação do Grupo Prime e impactos do setor

    Fundado no Paraná, o Grupo Prime atua em segmentos essenciais do agronegócio, como nutrição vegetal, manejo biológico e integração lavoura-pecuária. A empresa presta serviços a produtores rurais em diversas regiões do país, mas enfrenta um cenário adverso marcado por juros elevados, restrição ao crédito, aumento da inadimplência e dificuldades financeiras. Esses fatores pressionaram a saúde financeira da companhia, levando à decisão de buscar proteção judicial para reorganizar suas dívidas.

    Próximos passos: negociação e reestruturação

    A recuperação judicial permite que o Grupo Prime mantenha suas atividades enquanto negocia com credores para reestruturar sua dívida. O plano de recuperação, que deve ser apresentado em até 60 dias, será submetido à aprovação judicial e dos credores. A expectativa é que a medida possibilite a continuidade das operações e a manutenção dos empregos, além de evitar a falência da empresa. O desfecho do processo dependerá, no entanto, da capacidade da companhia de apresentar um plano viável e obter o apoio dos credores.

  • Credores chancelam plano de recuperação do Grupo LFPEC; homologação judicial é o próximo passo

    Credores chancelam plano de recuperação do Grupo LFPEC; homologação judicial é o próximo passo

    Plano supera etapa crítica na Justiça

    Os credores do Grupo LFPEC deram um passo decisivo na última quarta-feira (10) ao aprovar o plano de recuperação judicial apresentado pelas empresas do conglomerado. A votação, realizada durante a Assembleia Geral de Credores (AGC), foi facilitada pelas decisões favoráveis anteriores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que manteve as medidas de proteção necessárias para a condução do processo.

    Homologação judicial será o divisor de águas

    A homologação pelo TJMT é o próximo desafio do Grupo LFPEC. Uma vez validado, o plano passará a vigorar de forma definitiva, permitindo que o conglomerado implemente as condições acordadas com os credores — como prazos de pagamento, renegociação de dívidas e ajustes operacionais — e retome a estabilidade no setor agropecuário. A lei de recuperação judicial (nº 11.101/2005) prevê que tais medidas visam evitar a falência, preservando empregos e a atividade produtiva.

    Setor agropecuário respira aliviado

    A aprovação do plano sinaliza um alento para o Grupo LFPEC e para o setor agropecuário, que enfrenta pressões climáticas, oscilações de mercado e endividamento recorrente. Com a reestruturação, a empresa poderá realocar recursos para investimentos em inovação e expansão, mantendo sua competitividade. O desfecho bem-sucedido da AGC reforça a confiança dos agentes financeiros e fornecedores no modelo brasileiro de recuperação judicial, que já salvou outros grandes players do agro nos últimos anos.

  • Crédito rural: bancos elevam garantias em 300% e freiam financiamentos no agro

    Crédito rural: bancos elevam garantias em 300% e freiam financiamentos no agro

    No dia 1° de junho de 2026, os bancos brasileiros selaram um novo capítulo de retração no crédito rural, impulsionado por um cenário que há tempos não assombrava os produtores com tanta força: a combinação explosiva de inadimplência recorde, recuperações judiciais em alta e margens de lucro cada vez mais estreitas. Segundo dados da Serasa Experian, o número de pedidos de recuperação judicial por empresas do agro atingiu patamares históricos em 2025 e início de 2026, forçando instituições financeiras a recalibrar suas políticas de concessão de empréstimos.

    Garantias triplicadas: o novo filtro do crédito rural

    Uma reportagem da Bloomberg revelou que, em resposta ao aumento das perdas com dívidas não honradas, os bancos passaram a exigir garantias até três vezes maiores para liberar novos financiamentos — um movimento que, na prática, reduz o volume de recursos disponíveis para o setor. Produtores com histórico de inadimplência ou ativos de menor liquidez já enfrentam dificuldades para obter crédito, enquanto aqueles que dependem de recursos frescos para colheitas ou investimentos em tecnologia se veem obrigados a oferecer terras, maquinário ou estoques como colateral.

    O círculo vicioso: juros, câmbio e preços em queda

    A pressão sobre os produtores não é nova, mas se agravou nos últimos 18 meses. Após anos de bonança com os preços das commodities — especialmente soja, milho e carne — em patamares elevados durante e após a pandemia, o setor agora enfrenta uma guinada brusca: a valorização do real frente ao dólar derrubou a competitividade das exportações, enquanto os custos de produção (como fertilizantes e diesel) seguem altos. Somado a isso, a política monetária contracionista do Banco Central, com taxas de juros em dois dígitos, elevou o custo financeiro das dívidas, sufocando caixa de empresas já endividadas.

    MS inova, mas o agro se divide: etanol de milho e cana mostra resiliência

    Em meio ao aperto generalizado, o Mato Grosso do Sul se destaca com a inauguração da primeira usina integrada de etanol de cana e milho no país, com investimento superior a R$ 1 bilhão. O projeto, anunciado em junho de 2026, é um exemplo de diversificação que pode mitigar riscos, mas depende de financiamentos — agora mais escassos. A iniciativa, contudo, contrasta com a realidade de pequenos e médios produtores, que representam a maior parte das recuperações judiciais e enfrentam dificuldades para renegociar dívidas junto a bancos e cooperativas.

    O que vem pela frente: renegociação ou colapso?

    Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que, sem uma política de renegociação agressiva ou um plano de sustentação para o setor, o cenário pode piorar. O agronegócio, que responde por cerca de 25% do PIB brasileiro, corre o risco de ver sua capacidade de geração de emprego e renda comprometida — com reflexos em toda a economia. Bancos, por sua vez, buscam equilibrar a preservação de seus ativos com a manutenção de linhas de crédito essenciais para a safra 2026/2027, que já tem estoques de soja e milho pressionados pela queda na rentabilidade. A solução, no entanto, exigirá mais do que garantias: será necessário um pacto entre governo, setor privado e produtores para evitar uma crise sistêmica.

  • Recuperação judicial dispara no Brasil: 2.466 empresas em crise batem recorde em 2025

    Recuperação judicial dispara no Brasil: 2.466 empresas em crise batem recorde em 2025

    O Brasil fechou 2025 com um recorde histórico na aplicação da recuperação judicial: 2.466 empresas ingressaram no processo de reestruturação, segundo dados da Serasa Experian. O número representa um salto expressivo na busca por instrumentos jurídicos para evitar a falência, em um cenário marcado por juros elevados, escassez de crédito e pressões inflacionárias sobre o caixa das companhias.

    Setores mais afetados: do agronegócio ao varejo

    O fenômeno não se limitou a um segmento. Serviços, comércio, indústria e, sobretudo, o agronegócio lideraram os pedidos, com um crescimento especialmente acentuado no campo. A combinação de custos de produção em alta, oscilações climáticas, endividamento crescente e dificuldades de acesso a financiamento expôs empresas rurais e urbanas a um mesmo risco: a insolvência.

    Grandes marcas recorrendo ao mecanismo

    O uso da recuperação judicial deixou de ser privilégio de pequenas e médias empresas. Gigantes como Americanas, Oi, Gol, Polishop, Tok&Stok, 123 Milhas, Subway, Starbucks no Brasil e Casa do Pão de Queijo também passaram pelo processo nos últimos anos. Para o advogado Antonio Frange Junior, do escritório Frange Advogados, esse movimento reflete uma ‘mudança de paradigma’ na cultura empresarial brasileira, onde a reestruturação é vista como alternativa estratégica — e não apenas como último recurso.

    2026 pode registrar novo recorde?

    Especialistas ouvidos pela reportagem indicam que o cenário de 2026 tende a repetir — ou até superar — os números de 2025. A manutenção de taxas de juros elevadas, a lenta recuperação do crédito e a fragilidade de cadeias produtivas sugerem que mais empresas buscarão a recuperação judicial como forma de preservar empregos, negócios e cadeias inteiras. O mecanismo, antes visto com estigma, ganha cada vez mais espaço como ferramenta de gestão de crises.