Tag: Renault

  • Nissan aposta no executivo com DNA Renault para liderar renovação no Brasil

    Nissan aposta no executivo com DNA Renault para liderar renovação no Brasil

    A Nissan promoveu uma mudança estratégica em sua operação brasileira ao anunciar Ricardo Yuji Gondo como novo presidente e diretor-geral, a partir de 3 de agosto. O executivo substitui Gonzalo Ibarzábal, que encerra um ciclo de 12 anos na fabricante japonesa e retorna à Argentina.

    Um executivo com trajetória consolidada no mercado nacional

    Formado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Mauá de Tecnologia e pós-graduado em Administração pela FGV, Gondo chega com credenciais robustas: ingressou na Renault em 1996, quando a marca ainda estruturava sua operação no Brasil. Ao longo de quase três décadas, ele acumulou experiência em diferentes áreas de liderança, participando ativamente do desenvolvimento da marca no país.

    Momento decisivo para a marca no Brasil

    A nomeação ocorre em um período crítico para a Nissan, que acaba de concluir a renovação de sua linha de SUVs com os lançamentos do Nissan Kicks e do inédito Nissan Kait — ambos produzidos no Complexo Industrial de Resende (RJ). A estratégia da marca visa reforçar sua posição no segmento, que tem sido dominado por concorrentes como Hyundai e Volkswagen.

    O que esperar da nova gestão?

    A experiência de Gondo no mercado brasileiro, especialmente na Renault, sugere uma abordagem focada em inovação e eficiência operacional. Sua trajetória na Renault — onde atuou em áreas-chave como vendas, marketing e operações — pode ser um diferencial na condução dos desafios da Nissan, incluindo a recuperação de market share e a expansão de sua rede de concessionárias.

    Com a linha de SUVs atualizada e um executivo com profundo conhecimento do mercado local, a fabricante japonesa busca não apenas manter sua relevância, mas também ampliar sua participação no competitivo setor automotivo brasileiro.

  • Parcerias globais: como Suzuki, Toyota e Renault ajudaram a moldar os novos carros da Chevrolet

    Parcerias globais: como Suzuki, Toyota e Renault ajudaram a moldar os novos carros da Chevrolet

    A trajetória do Chevrolet Spark — o jipinho 100% elétrico da marca — tem origem na parceria entre a GM e as chinesas SAIC e Wuling, que desenvolveram o Baojun Yep Plus em 2023. O modelo, adaptado para o mercado brasileiro, foi rebatizado e passou a ser montado no Ceará desde dezembro de 2025, na modalidade SKD, reforçando a aposta da Chevrolet em veículos urbanos elétricos.

    Um modelo com DNA japonês: Tracker herdou a essência do Suzuki

    A primeira geração do Chevrolet Tracker, produzida na Argentina e comercializada no Brasil entre 2001 e 2009, era, na prática, uma cópia do Suzuki Grand Vitara. A estratégia de compartilhamento de plataformas entre as marcas, comum na época, permitiu à Chevrolet acessar tecnologias japonesas sem desenvolver um projeto próprio do zero.

    Captiva: da China para o Brasil com DNA da SAIC-GM

    Outro exemplo é o Chevrolet Captiva, que desde 2018 nada mais é do que uma versão local do Baojun 530, produzido pela joint venture SAIC-GM. A estratégia visa reduzir custos e acelerar a entrada em mercados emergentes, como o Brasil e o Oriente Médio. Agora, a marca prepara o lançamento do Captiva EV, versão elétrica do mesmo modelo chinês, com previsão de produção nacional a partir do segundo semestre de 2026.

    Sinergia entre marcas: o caso Wuling

    O Chevrolet Captiva EV, lançado no Brasil em janeiro de 2026, compartilha plataforma e design com o Wuling Starlight S, outro produto da parceria entre GM e SAIC. Embora posicionado acima do Spark, o Captiva EV mantém a essência de um SUV compacto, adaptado ao gosto local com tecnologias de mobilidade elétrica.

  • Geely inicia produção no Brasil em setembro: conheça os primeiros modelos híbridos e elétricos da marca chinesa

    Geely inicia produção no Brasil em setembro: conheça os primeiros modelos híbridos e elétricos da marca chinesa

    A Geely confirma que sua produção no Brasil terá início ainda em setembro de 2026, marcando o primeiro passo concreto da marca chinesa no mercado nacional. A operação, conduzida pela Renault Geely do Brasil, utilizará as instalações do Complexo Ayrton Senna, no Paraná, para nacionalizar modelos estratégicos da marca.

    Primeiros modelos: híbrido EX5 EM-i e elétrico EX2

    O cronograma da Geely prevê dois lançamentos iniciais: o SUV médio Geely EX5 EM-i, na versão híbrida, será o primeiro a sair das linhas de montagem. Já o hatch elétrico Geely EX2 começará a ser fabricado no último trimestre de 2026, consolidando a aposta da marca em veículos com menor impacto ambiental. Ambos os modelos compartilham a plataforma GEA, que também será empregada em futuros lançamentos da Renault.

    Cronograma acelerado e testes pré-série

    Apressada para cumprir o prazo, a Renault Geely do Brasil já realiza a montagem de unidades pré-série na fábrica paranaense. Esse movimento visa agilizar a homologação de peças e o treinamento das equipes, além de validar processos antes da produção em escala. Segundo informações apuradas pela QUATRO RODAS, o EX5 EM-i já está em fase avançada de testes internos.

    Aliança estratégica com a Renault

    A parceria entre Geely e Renault não se limita à fabricação: a plataforma GEA, desenvolvida pela marca chinesa, será a base para novos modelos de ambas as empresas. Essa sinergia tecnológica pode reduzir custos e ampliar a competitividade no mercado brasileiro, onde a demanda por veículos elétricos e híbridos cresce a cada ano. A escolha do Paraná como polo industrial reforça ainda a integração da Geely ao ecossistema automotivo brasileiro.

  • Renault traz Bridger ao Brasil: novo SUV compacto será produzido em São José dos Pinhais e mira abaixo do Duster

    Renault traz Bridger ao Brasil: novo SUV compacto será produzido em São José dos Pinhais e mira abaixo do Duster

    Instituto Nacional da Propriedade Industrial aprova design do Bridger

    A Renault deu mais um passo para trazer o Bridger ao Brasil ao registrar seu desenho industrial no INPI. O modelo, projetado na Índia, é um SUV compacto que promete ocupar o espaço de um mini-Duster, com preço mais competitivo e design quadrado, voltado para quem busca praticidade sem abrir mão de robustez.

    Produção em São José dos Pinhais depende de decisão local

    Em entrevista à imprensa latino-americana, Fabrice Cambolive, CEO da Renault, afirmou que o Bridger poderá ser fabricado na unidade de São José dos Pinhais (PR), mas deixou claro que a decisão caberá à operação brasileira. A estreia global do modelo está prevista apenas para o segundo semestre de 2027, mas o registro no INPI reforça as expectativas de chegada ao mercado nacional.

    Plataforma modular reduz custos e facilita adaptação a normas internacionais

    O Bridger será construído sobre a plataforma modular RGMP Small, mesma arquitetura que sustenta os modelos Kardian e Boreal. Essa base, derivada da CMF-B da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, permite flexibilidade na engenharia e adequação a rigorosas normas de segurança, como as de impacto, o que amplia suas chances de sucesso fora do mercado asiático.

  • Renault acelera estratégia no Brasil: mini-Duster com patente registrada em julho de 2026

    A Renault não apenas anunciou, mas já protegeu juridicamente o futuro mini-Duster no Brasil. Na última quarta-feira (15/07/2026), a marca francesa protocolou junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de patente de imagens do modelo compacto, que promete ser uma versão reduzida do tradicional Duster e deve chegar ao mercado em meados de 2027.

    Proteção antecipada contra cópias

    O registro no INPI segue uma prática comum no setor automotivo, especialmente para evitar que concorrentes desenvolvam modelos semelhantes aproveitando o conceito apresentado pela Renault. A empresa, no entanto, tem agido com notável agilidade: menos de cinco meses após o anúncio global do mini-Duster, já assegura sua propriedade intelectual no país. Com menos de 4 metros de comprimento, o modelo deve inicialmente priorizar mercados como a Índia antes de expandir para outras regiões, incluindo o Brasil.

    Tecnologia herdada do Kardian

    O mini-Duster, apelidado internamente de Bridger, será construído sobre a plataforma modular RGMP Small, mesma base utilizada pelo compacto Kardian brasileiro. Essa arquitetura, que compartilha princípios com a CMF-B (usada em diversos modelos da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi), já foi desenvolvida para atender às rigorosas normas europeias de segurança — um sinal de que o veículo pode trazer inovações técnicas para o segmento B no mercado nacional.

    O que esperar do modelo

    Com foco no segmento de SUVs urbanos, o Bridger promete ser uma alternativa mais acessível e compacta dentro da linha da Renault. Ainda não há detalhes sobre motorização ou preços, mas a estratégia da marca deixa claro: o mini-Duster não é apenas um projeto futuro, mas uma realidade em andamento, com proteção legal já assegurada no Brasil antes mesmo do lançamento global.

  • Dacia Striker: o SUV cupê híbrido que pode ser o futuro híbrido da Renault no Brasil

    Dacia Striker: o SUV cupê híbrido que pode ser o futuro híbrido da Renault no Brasil

    A Renault reforçou em 2023 seus investimentos no mercado brasileiro, prometendo uma leva de novos modelos para os próximos anos. Entre as apostas, destacava-se um SUV cupê que prometia se diferenciar pela carroceria inclinada, estilo até então inédito na marca por aqui. Agora, o Dacia Striker surge como um forte candidato a preencher essa lacuna, não só pela estética agressiva, mas também pela tecnologia híbrida que promete chegar ao Brasil em breve.

    Do Bigster ao Boreal: a plataforma híbrida que pode nascer no Brasil

    O Striker não é apenas um design futurista: ele compartilha componentes-chave com o Bigster e o Renault Boreal, como a plataforma e até mesmo o sistema híbrido que a Renault planeja lançar nos próximos anos. Isso significa que o futuro SUV cupê brasileiro da marca pode nascer diretamente das entranhas do Striker, aproveitando sua estrutura modular e tecnologias de eficiência energética.

    4,62 m de músculos: o Striker como rival das peruas europeias

    Com 4,62 metros de comprimento — 5 cm a mais que o Bigster e o Boreal —, o Striker aposta em um design musculoso, com linhas de cintura marcadas e iluminação 100% LED que entregam uma identidade visual agressiva. Na Europa, onde as peruas ainda têm espaço, o modelo já é visto como um concorrente direto, graças ao seu caimento de teto alongado e espaço interno otimizado. No Brasil, a estratégia pode ser semelhante: oferecer um SUV cupê com apelo esportivo, mas mantendo a praticidade de um veículo de médio porte.

    Híbrido no DNA: o que esperar do futuro da Renault no Brasil?

    O lançamento do Striker não é apenas uma questão de design. A Renault já sinalizou que o sistema híbrido — que deve chegar ao Brasil nos próximos anos — será uma das bases de seus novos modelos. Se o Striker ou um derivado nacional herdar essa tecnologia, o consumidor brasileiro poderá ter acesso a um SUV cupê com eficiência energética sem abrir mão do estilo. Resta saber se a marca optará por trazer o modelo completo ou adaptar suas características para o mercado local, como já fez com o Boreal.

  • Renault Megane E-Tech 2026: a francesa repagina o elétrico com DNA do Clio e mira o Brasil

    Renault Megane E-Tech 2026: a francesa repagina o elétrico com DNA do Clio e mira o Brasil

    Mudanças discretas, impacto estratégico

    Cinco anos após o lançamento do Megane E-Tech — primeiro elétrico de volume da Renault — a marca francesa apresenta uma atualização de 2026 que, embora pontual, carrega um recado claro: a busca por uma identidade mais atual e competitiva. As alterações no para-choque dianteiro não são revolucionárias, mas refletem a adoção de um design retilíneo, já visto nos recentes SUVs Austral e Scenic e no hatch Clio, com grade proeminente e destaque reduzido para o losango da Renault.

    O que muda na prática?

    A nova assinatura luminosa — composta por dois conjuntos de quatro LEDs empilhados em cada lado do para-choque — substitui o antigo *DRL* (luzes diurnas), herdado dos Peugeot. Além disso, a falsa grade em preto brilhante, que agora integra pequenas aberturas, reforça a linguagem minimalista e futurista do modelo. Internamente, a Renault promete melhorias em conectividade e autonomia, embora ainda não tenha divulgado números específicos. A estratégia, no entanto, parece clara: simplificar a frente para ganhar apelo visual sem perder a essência elétrica.

    Por que isso importa para o Brasil?

    O Megane E-Tech sempre foi um carro de nicho por aqui, mas a concorrência chinesa — com modelos como o BYD Dolphin e o MG4 — está dominando o segmento de elétricos compactos. A Renault, que recentemente anunciou planos de investir R$ 10 bilhões no Brasil até 2030, parece apostar no reposicionamento do modelo para atrair consumidores que buscam tecnologia a preços mais acessíveis. A pergunta que fica é: essa repaginada será suficiente para tirar o Megane E-Tech do ostracismo no mercado nacional?

    O legado do Megane E-Tech

    Lançado em meados de 2021 na Europa, o Megane E-Tech se destacou pela inovação: maçanetas retráteis, LEDs dinâmicos ao destravar o carro e uma carroceria que misturava elementos de hatchback e SUV. Agora, com a atualização de 2026, a Renault tenta equilibrar tradição e modernidade, mas o desafio é grande. Afinal, em um mercado cada vez mais disputado, a diferenciação exige mais do que uma cara nova: exige uma proposta de valor irresistível.

  • Kwid 2026 da Renault chega a R$ 71 mil com bônus recorde: vale o investimento?

    Kwid 2026 da Renault chega a R$ 71 mil com bônus recorde: vale o investimento?

    Desconto recorde no subcompacto: até R$ 11,7 mil de bônus

    Na última semana, a Renault do Brasil anunciou uma ofensiva comercial agressiva para o Kwid Zen 2026, reduzindo o preço oficial de R$ 82.790 para R$ 71.090 — uma economia de 14% até 30 de junho de 2026. O bônus de R$ 11,7 mil, aplicado em todas as unidades, é o maior já visto para o modelo, que agora chega zero-quilômetro por menos de R$ 72 mil. A promoção inclui apenas a cor Preto Nacré e é válida para o ano/modelo 2026, alinhado ao calendário de vendas da montadora.

    Comparação com a concorrência: airbags e preço em jogo

    O Kwid Zen compete diretamente com o Fiat Mobi pelo título de carro mais barato do Brasil, mas a Renault aposta em diferenciais como os quatro airbags de série — o Mobi oferece apenas dois na versão básica e não disponibiliza airbags extras sequer como opcionais. Em contrapartida, o acabamento do Kwid é minimalista: direção assistida, ar-condicionado manual, travas e vidros elétricos apenas nas dianteiras compõem o “kit sobrevivência” padrão. A frugalidade reflete em dimensões reduzidas (3.731 mm de comprimento) e um porta-malas de apenas 290 litros, insuficiente para viagens com bagagem.

    Oportunidade ou cilada? O que os números revelam

    Para consumidores que priorizam preço, o desconto pode ser tentador, mas a análise deve ir além. Com IPVA, seguro e manutenção, o custo real do Kwid Zen em 12 meses pode ultrapassar R$ 80 mil — valor próximo ao de modelos usados mais bem equipados. Além disso, a concorrência (como o próprio Mobi) já oferece versões com custo de manutenção mais baixo e garantias estendidas. A estratégia da Renault parece focada em turbinar as vendas no curto prazo, mas especialistas questionam se o modelo manterá seu valor de revenda em um mercado cada vez mais disputado por marcas chinesas.

    Consequências do movimento: o que esperar do mercado

    A promoção do Kwid 2026 sinaliza uma batalha acirrada no segmento de subcompactos, tradicionalmente dominado por preços baixos e margens apertadas. Se bem-sucedida, a Renault pode forçar concorrentes como Chevrolet e Volkswagen a revisarem suas políticas de descontos — especialmente em um cenário de queda nas vendas de veículos novos. No entanto, para o consumidor, a dúvida persiste: vale a pena trocar a praticidade de um carro zero-quilômetro pelo Kwid Zen, mesmo com o desconto, ou optar por alternativas mais consolidadas no mercado?

  • Renault avança com ‘mini-Duster’: Bridger recebe patente e pode chegar ao Brasil

    Renault avança com ‘mini-Duster’: Bridger recebe patente e pode chegar ao Brasil

    A Renault deu mais um passo rumo à produção do Bridger, o ‘mini-Duster’ urbano que promete disputar espaço no segmento de SUVs compactos. Em 25 de maio de 2026, a marca registrou no Instituto Indiano de Propriedade Intelectual (IPO) um pedido de patente de desenho industrial, uma etapa crucial antes do lançamento comercial. O documento, curiosamente categorizado como ‘Jogos e Brinquedos’, sugere que a fabricante já testa miniaturas em escala para avaliar o design final.

    Plataforma compartilhada com o Kardian: sinergia entre modelos

    O Bridger é construído sobre a plataforma modular RGMP Small, mesma base do compacto Kardian, lançado recentemente. Essa estratégia permite à Renault reduzir custos de desenvolvimento e acelerar a produção, aproveitando componentes já validados. A empresa não confirmou datas para o lançamento, mas o projeto, inicialmente focado no mercado indiano, já demonstra ambição global — inclusive o Brasil, onde SUVs compactos como o Duster dominam as vendas.

    Design robusto e tendência do segmento

    O esboço revelado na patente mostra um SUV de linhas retas e aparência ‘quadradinha’, alinhado à preferência dos consumidores por modelos com visual agressivo e utilitário. A dianteira exibe faróis estreitos com luzes de LED dispostas na diagonal, enquanto a carroceria destaca para-lamas marcados, ampla área envidraçada e linha de cintura elevada — características que reforçam a robustez sem abrir mão de praticidade. A semelhança com o conceito apresentado em março de 2026 é notável, exceto por ajustes sutis em detalhes como rodas e para-choques.

    Futuro incerto, mas promissor

    Embora a patente seja um sinal claro de que o Bridger caminha para a produção, a Renault ainda não detalhou preços, motorizações ou estratégia de mercado. Especialistas avaliam que o modelo poderia preencher uma lacuna entre o Kwid (ainda produzido na Índia) e o Duster, com potencial para atrair jovens e famílias. A aposta em uma versão ‘brinquedo’ para testes de design também indica que a marca busca feedback antes de definir o visual final — uma prática comum em projetos de inovação.

  • Ford mira recuperação na Europa com sete novos carros e aliança inédita com Renault

    Ford mira recuperação na Europa com sete novos carros e aliança inédita com Renault

    Em um movimento estratégico para reconquistar espaço no competitivo mercado europeu, a Ford revelou nesta semana um plano audacioso de lançamento de sete novos veículos até 2029. A apresentação, feita durante um encontro com concessionárias e parceiros em Salzburgo, na Áustria, marca a retomada da marca no continente com uma abordagem dupla: reforçar sua divisão comercial de sucesso, a Ford Pro, e relançar sua linha de veículos de passageiros com modelos inspirados no DNA de competição da marca.

    Aposta em dois pilares: Ford Pro e modelos de passageiros

    A estratégia da Ford na Europa agora se divide em duas frentes paralelas. A primeira, consolidada há onze anos, é a Ford Pro, divisão comercial que lidera o segmento de veículos utilitários e serviços para empresas no continente. A segunda, e mais impactante para o consumidor final, é o retorno da linha de passageiros com cinco modelos inéditos, todos produzidos localmente e com forte apelo esportivo.

    Cinco novos modelos com DNA de rally e produção europeia

    Os lançamentos prometem resgatar a identidade esportiva da Ford, com designs inspirados em sua tradição de mais de cem anos em competições de rally. Entre os destaques estão: um novo membro da família Bronco, um SUV compacto multi-energia que será fabricado em Valência a partir de 2028, além de um elétrico compacto com dinâmica esportiva, um pequeno SUV urbano elétrico e dois crossovers multi-energia que devem chegar ao mercado até 2029.

    Parceria inédita com Renault: onde a eletrificação encontra a engenharia Ford

    A colaboração com a Renault, anunciada como parte central da estratégia, permitirá à Ford desenvolver dois modelos elétricos compactos utilizando a plataforma Ampère da montadora francesa. No entanto, a parceria vai além da base técnica: Christian Weingaertner, diretor-geral da divisão de automóveis da Ford Europa, garantiu que os veículos serão “Ford genuínos” em todos os aspectos.

    “O design será Ford, tanto externo quanto interno. Teremos todas as experiências de bordo Ford, os acessórios Ford e a dinâmica de direção Ford. Nossos engenheiros estão ajustando cada componente — amortecedores, suspensões e relação de direção — para que o veículo se comporte como um Ford com DNA de rally”, afirmou Weingaertner.

    Sinergias industriais: fábricas compartilhadas e eficiência produtiva

    Além dos aspectos técnicos, a aliança com a Renault também prevê a utilização compartilhada de fábricas, otimizando custos e reduzindo prazos de desenvolvimento. Os dois modelos desenvolvidos em conjunto serão produzidos em instalações da Renault, enquanto a Ford mantém o controle sobre o design, engenharia e experiência do usuário. Essa abordagem híbrida busca equilibrar inovação tecnológica com a identidade tradicional da marca.

    O que muda para o consumidor europeu?

    A retomada da Ford no mercado europeu promete oferecer aos consumidores uma gama mais ampla de opções, especialmente no segmento elétrico, onde a marca busca se posicionar com veículos que aliam esportividade e eficiência. A plataforma Ampère, desenvolvida pela Renault para veículos elétricos, deve garantir autonomia competitiva e tecnologias avançadas de carregamento. Já os modelos multi-energia prometem transitar entre diferentes tipos de combustível sem perder a essência esportiva que sempre caracterizou a Ford.

    Um sinal de confiança no futuro da Europa

    A decisão da Ford de investir fortemente no continente europeu — mesmo após anos de retração em alguns mercados — reflete a crença da montadora na recuperação do setor automotivo local. Com uma estratégia que combina inovação tecnológica, parcerias estratégicas e foco no DNA esportivo, a marca americana busca não apenas defender suas posições de mercado, mas também reconquistar a liderança em um dos segmentos mais disputados do mundo automotivo.