Tag: rentabilidade

  • Timo bovino: o ‘miúdo’ que rende milhões à indústria frigorífica brasileira

    Timo bovino: o ‘miúdo’ que rende milhões à indústria frigorífica brasileira

    Do descarte à iguaria: a virada estratégica na cadeia da carne

    Na última década, a indústria frigorífica brasileira tem buscado alternativas para elevar suas margens de lucro além do simples aumento de volume de abates. Um dos caminhos identificados pelos especialistas está no aproveitamento de partes da carcaça que, historicamente, eram negligenciadas ou relegadas a segundo plano. Dentre elas, o timo bovino — uma pequena estrutura anatômica localizada no peito do animal — emergiu como um dos produtos mais promissores do setor.

    Molleja no mundo: por que a Argentina e o Uruguai já faturam com isso

    Conhecido como Molleja nos países vizinhos e em restaurantes de alta gastronomia global, o timo bovino é tratado como iguaria em mercados como o argentino e o uruguaio. Enquanto no Brasil ainda é subutilizado, a sua comercialização em cortes premium pode gerar receitas expressivas. Segundo dados não oficiais do setor, a Molleja pode ser vendida por até R$ 80/kg no atacado internacional — valor que supera, em muitas ocasiões, o preço do próprio filé mignon.

    A rentabilidade invisível: como o ‘miúdo’ vira diferencial competitivo

    Em um setor onde cada grama da carcaça impacta diretamente a margem de lucro, transformar itens antes descartados em produtos de alto valor agregado sem aumentar a produção de carne é uma estratégia inteligente. O processo envolve desde a correta identificação do timo durante o abate até técnicas de conservação e comercialização direcionadas a nichos de mercado, como restaurantes especializados e exportadores. Para os frigoríficos, isso significa uma oportunidade de diversificar receitas sem alterar sua estrutura operacional.

    Desafios e oportunidades para o Brasil

    Apesar do potencial, a adoção em larga escala do timo bovino como produto premium ainda enfrenta obstáculos. A falta de padronização nos processos de retirada, conservação e comercialização, aliada à necessidade de conscientização dos consumidores brasileiros sobre o seu valor, são pontos críticos. No entanto, com a crescente demanda internacional por cortes nobres e a pressão por sustentabilidade na cadeia produtiva, o setor frigorífico brasileiro tem na Molleja um aliado estratégico para aumentar sua competitividade.

  • Minerais bi-quelatados na ração de frangos elevam qualidade de carcaça e lucro do produtor

    Minerais bi-quelatados na ração de frangos elevam qualidade de carcaça e lucro do produtor

    A substituição de minerais inorgânicos por bi-quelatados na ração de frangos de corte pode ser um divisor de águas para a rentabilidade do produtor. Um estudo recente, que acompanhou oito milhões de aves em condições comerciais, revelou que o uso de zinco na forma de bi-quelato de metionina hidroxilada (como MINTREX®) reduz problemas de pele e tecidos, minimizando condenações de carcaças e aumentando o valor do lote.

    Impacto direto na rentabilidade do produtor

    O manejo nutricional das aves é um dos fatores mais críticos para a qualidade da carne e a aceitação no mercado. Problemas como dermatites, lesões e inflamações impactam diretamente a classificação das carcaças, muitas vezes levando à condenação parcial ou total. Ao optar por bi-quelatados, os pesquisadores identificaram uma melhora estrutural nos tecidos, reduzindo a incidência dessas condições e, consequentemente, aumentando o volume de carcaças aprovadas para comercialização.

    Estudo robusto e parcerias estratégicas

    Publicado sob o título ‘Zn–Methionine Hydroxy-Analogue Chelate supplementation improves carcass quality in broilers under commercial conditions’, a pesquisa foi liderada por Ana C. Ferreira, em parceria com a NOVUS, UFRGS e Bello Alimentos. O projeto analisou dados de oito milhões de frangos em ambientes comerciais, confirmando que a suplementação com bi-quelatados não apenas melhora a saúde das aves, mas também otimiza os resultados financeiros do produtor. Os resultados foram apresentados em julho de 2026, consolidando uma alternativa sustentável e economicamente viável para a avicultura brasileira.

  • Feicorte 2026 debate como transformar a pecuária brasileira em lucro diante de crises globais

    Feicorte 2026 debate como transformar a pecuária brasileira em lucro diante de crises globais

    Da vocação à rentabilidade: Feicorte 2026 conecta pecuaristas ao mercado em crise

    A Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, realizada em Presidente Prudente (SP), deu início nesta última quarta-feira (24) à sua programação com um recado claro: a pecuária brasileira precisa virar não só produção, mas também resultado financeiro. O tema central da edição 2026 — “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” — reflete a urgência de transformar a vocação nacional em lucro, em um momento em que guerras, oscilações climáticas e instabilidades no mercado global ameaçam a estabilidade do setor.

    Estratégias para enfrentar o caos: do pânico à informação

    Diede Loureiro, curador do eixo Pecuária, destacou que o evento foi pensado para reduzir a incerteza do produtor. “Vivemos um período de muita instabilidade, com guerras, mudanças no sistema de produção e efeitos climáticos que afetam diretamente a atividade. Por isso, iniciamos a programação tratando de mercado, para ajudar o produtor a entender o cenário, reduzir o pânico e ampliar a informação”, afirmou. A abordagem, segundo ele, é essencial para que a produtividade não seja apenas uma métrica, mas um caminho para a eficiência econômica.

    O Brasil no tabuleiro global: como o boi brasileiro pode se destacar

    Com a Feicorte 2026, o país tem a chance de mostrar que sua cadeia produtiva da carne não é apenas uma das maiores do mundo, mas também uma das mais resilientes. O evento, que reúne especialistas e pecuaristas, serve como um laboratório para discutir desde inovações tecnológicas até a gestão de riscos, passando pela adaptação às novas demandas do consumidor internacional. Afinal, em um mercado cada vez mais competitivo, a rentabilidade depende não só de produzir mais, mas de produzir melhor e com estratégia.