Tag: saúde animal

  • Inverno exige atenção redobrada com saúde respiratória de equinos: poeira e amônia são riscos ocultos

    Inverno exige atenção redobrada com saúde respiratória de equinos: poeira e amônia são riscos ocultos

    O inverno, estação marcada por temperaturas baixas e redução da umidade do ar, impõe desafios adicionais ao manejo de equinos. A permanência prolongada em baias com ventilação deficiente expõe os animais a partículas de poeira presentes em camas e forragens, além de microrganismos e gases irritantes. A combinação desses fatores eleva significativamente o risco de doenças respiratórias, como a doença inflamatória das vias aéreas (DIVA) e a bronquite crônica.

    Amônia: o inimigo invisível nas instalações equinas

    A degradação da urina e dos dejetos no ambiente produz amônia, um composto nitrogenado que se acumula em concentrações perigosas quando a ventilação é inadequada. Inalada pelos cavalos, a substância irrita as mucosas das vias respiratórias, desencadeando processos inflamatórios e prejudicando a capacidade pulmonar. “O manejo ambiental é tão crítico quanto a nutrição para a saúde respiratória dos equinos. Ambientes com excesso de poeira, acúmulo de matéria orgânica e ventilação precária criam um cenário ideal para o desenvolvimento de patologias”, alerta Kauê Ribeiro, coordenador de comunicação técnica da Vetnil.

    Estratégias para mitigar os riscos no inverno

    Para contornar os efeitos adversos do período, especialistas recomendam a adoção de práticas como: uso de forragens de qualidade (baixo teor de poeira), limpeza diária das baias, instalação de sistemas de ventilação adequados e aplicação de produtos que neutralizem a amônia. Além disso, a umidificação controlada do ambiente pode reduzir a dispersão de partículas. A adoção dessas medidas não apenas preserva a saúde dos animais, mas também evita prejuízos econômicos associados a tratamentos veterinários e queda no desempenho atlético.

  • Raiva em cavalo acelera vacinação obrigatória em seis municípios de Pernambuco

    Raiva em cavalo acelera vacinação obrigatória em seis municípios de Pernambuco

    A confirmação de raiva em um equino em Bezerros, município do Agreste de Pernambuco, em 22 de julho de 2026, deflagrou uma ação sanitária emergencial. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) determinou a vacinação obrigatória de todos os herbívoros com idade igual ou superior a três meses em seis municípios da região.

    Municípios atingidos pela medida

    Bezerros, Camocim de São Félix, Caruaru, Cumaru, Riacho das Almas e Sairé estão sujeitos à obrigatoriedade. Produtores rurais terão até 22 de outubro de 2026 para imunizar bovinos, equinos, caprinos, ovinos e demais espécies suscetíveis, sob pena de sanções sanitárias.

    Risco iminente e vigilância reforçada

    A raiva é uma doença viral de evolução rápida e letal, capaz de dizimar rebanhos e transmitir-se ao ser humano por meio de contato com animais infectados. O foco identificado em Bezerros exigiu a adoção imediata de protocolos de biossegurança, com fiscalização intensificada nas propriedades. A Adagro também determinou que os produtores declarem a vacinação realizada, garantindo o controle efetivo da imunização.

    Impacto na segurança alimentar e saúde pública

    A obrigatoriedade da vacinação busca evitar a propagação da doença entre animais domésticos e silvestres, reduzindo prejuízos econômicos para a agropecuária local. Além disso, a medida protege trabalhadores rurais e populações que vivem em áreas de risco, minimizando a exposição ao vírus. Especialistas alertam que a raiva, embora evitável, continua a representar uma ameaça em regiões com baixa cobertura vacinal.

  • Surto de mosca-varejeira avança nos EUA: 41 casos em um mês e risco à pecuária do Texas

    Surto de mosca-varejeira avança nos EUA: 41 casos em um mês e risco à pecuária do Texas

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou, entre 3 de junho e 20 de julho de 2026, um total de 41 infestações por mosca-varejeira (*Cochliomyia hominivorax*), com 97,5% dos casos concentrados no sul do Texas — um dos principais polos da pecuária bovina norte-americana. A disseminação acelerada do parasita, que ataca tecidos vivos de animais, tem mobilizado equipes de vigilância sanitária, que já encerraram 29 ocorrências e mantêm outras 12 sob monitoramento.

    Texas se torna epicentro da crise sanitária

    Dos 41 registros, 40 foram confirmados no Texas, enquanto uma única ocorrência foi identificada no sudeste do Novo México. A proximidade com a fronteira mexicana aumenta o risco de entrada do vetor em territórios com alta concentração de rebanhos, segundo alertas do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do USDA.

    Risco global e barreiras sanitárias

    O avanço da mosca-varejeira na América Central e seu recente retorno ao México — onde o parasita havia sido erradicado em 2006 — eleva o grau de preocupação das autoridades americanas. O movimento de animais entre os países, especialmente gado e equinos, é monitorado de perto para evitar a introdução do vetor em regiões ainda livres da praga, como os estados do sul dos EUA.

    Controle biológico e desafios logísticos

    Diante da crise, o USDA ampliou o uso de técnicas de controle biológico, como a liberação de machos estéreis para reduzir a população do inseto, além de inspeções sistemáticas em propriedades rurais. No entanto, especialistas destacam que a eficácia dessas medidas depende da rápida identificação dos focos, uma vez que a mosca-varejeira pode causar danos irreversíveis ao gado, incluindo mortes e queda na produtividade.

  • Mini vaca de Goiás dá à luz bezerro com deformidades graves e choque entre produtores rurais

    Mini vaca de Goiás dá à luz bezerro com deformidades graves e choque entre produtores rurais

    A cena registrada em vídeo no último dia 9, em uma propriedade rural no interior de Goiás, chocou produtores ao mostrar o nascimento de um bezerro com deformidades severas. A mini vaca, que levou a gestação até o fim, pariu um filhote sem pelos, com patas atrofiadas e anatomia irreconhecível, segundo relatos.

    Parto registra cena rara e angustiante no curral

    O vídeo, capturado à noite em um curral, mostra um grupo de produtores reunidos ao redor do recém-nascido, que apresentava deformações incompatíveis com a vida normal de um bezerro. Um homem que segurou o animal durante o parto declarou, visivelmente abalado, que nunca havia presenciado algo tão anormal e que sequer conseguia identificar o sexo do filhote devido às malformações.

    Deformações podem estar ligadas a fatores genéticos ou ambientais

    Embora a causa exata das malformações ainda não tenha sido determinada — sem uma avaliação veterinária oficial —, especialistas ouvidos pela reportagem apontam para a possibilidade de alterações genéticas hereditárias ou exposição a substâncias tóxicas durante a gestação. A ausência de pelos e a atrofia das patas sugerem uma condição congênita rara, possivelmente agravada por fatores como alimentação inadequada ou doenças maternas não diagnosticadas.

    Produtores buscam respostas em meio ao mistério

    Enquanto alguns observavam a cena em silêncio, uma mulher presente no local revelou preocupação com o tamanho do animal recém-nascido, que, apesar das deformidades, apresentou desenvolvimento compatível com o período gestacional. A reação dos envolvidos reflete não apenas o choque diante do inusitado, mas também a busca por explicações que possam prevenir casos semelhantes no futuro.

  • Junho fecha com 13,9 milhões de doses de vacinas contra clostridioses: 80% importadas, mas Mapa acelera produção nacional

    Junho fecha com 13,9 milhões de doses de vacinas contra clostridioses: 80% importadas, mas Mapa acelera produção nacional

    Em mais um esforço para garantir a saúde do rebanho brasileiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encerrou junho de 2026 com a disponibilização de 13.930.264 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. O volume representa um marco na estratégia de combate a doenças que impactam diretamente a produtividade agropecuária, especialmente em bovinos.

    Importações dominam o abastecimento, mas produção local ganha ritmo

    Do total de doses liberadas no período, 11.203.654 (80,43%) foram importadas, enquanto apenas 2.726.610 (19,57%) tiveram fabricação nacional. A disparidade evidencia a ainda expressiva dependência brasileira de insumos veterinários externos, mas também sinaliza um movimento gradual de nacionalização da produção.

    Mapa atua para reduzir gargalos e estimular indústria local

    O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários, com ações coordenadas para ampliar a capacidade produtiva nacional, agilizar importações estratégicas e desburocratizar os processos de fiscalização e liberação de vacinas. Segundo fontes do ministério, a meta é equilibrar a matriz de abastecimento, reduzindo vulnerabilidades em cadeias essenciais para a pecuária brasileira.

    A pasta destaca que, embora as importações sejam necessárias para suprir demandas imediatas, investimentos em pesquisa, inovação e infraestrutura fabril são prioridades para assegurar a autossuficiência em insumos críticos no médio prazo.

    Contexto: Clostridioses e impacto no agro

    As clostridioses — doenças como carbúnculo sintomático, edema maligno e gangrena gasosa — causam prejuízos milionários ao setor agropecuário, afetando diretamente a qualidade da carne e do leite. A vacinação é a principal ferramenta de prevenção, o que torna o acesso a imunizantes uma questão de segurança alimentar e econômica para o país.

  • Bezerro com duas cabeças: malformação rara intriga pecuaristas no Maranhão e exige parto de risco

    Bezerro com duas cabeças: malformação rara intriga pecuaristas no Maranhão e exige parto de risco

    Um fenômeno biológico raro abalou a rotina de uma propriedade rural no interior do Maranhão no dia 20 de junho de 2026, quando nasceu um bezerro com uma malformação congênita jamais vista com tanta clareza na região. O animal, que chamou atenção por suas duas cabeças, duas bocas, quatro olhos e três orelhas, é um dos casos mais intrigantes registrados em bovinos no Brasil nos últimos anos.

    Parto de emergência mobilizou veterinários e moradores locais

    O nascimento aconteceu na fazenda São Bento, localizada no município de Apicum-Açu, a cerca de 300 km de São Luís. Segundo relatos de testemunhas, a vaca entrou em trabalho de parto ainda nas primeiras horas da manhã, mas a complexidade da gestação tornou o processo extremamente difícil. A equipe da fazenda, diante da situação incomum, acionou imediatamente um veterinário para acompanhar o parto, que exigiu manobras delicadas para evitar complicações tanto para a mãe quanto para o filhote.

    Malformação congênita: o que os especialistas dizem?

    Veterinários da região afirmam que casos como esse são extremamente raros em bovinos e geralmente estão associados a distúrbios no desenvolvimento embrionário. A condição, conhecida como dicefalia — quando um único embrião se divide parcialmente, resultando em duas cabeças — pode ocorrer por fatores genéticos, nutricionais ou ambientais durante a gestação. “É um fenômeno que desafia até mesmo nossa compreensão, pois não há registros frequentes desse tipo de anomalia em rebanhos comerciais”, explicou o médico veterinário Dr. Carlos Eduardo Silva, que acompanhou o caso.

    Ainda segundo o especialista, embora a sobrevivência de animais com malformações graves como essa seja baixa, a intervenção rápida foi crucial para garantir a saúde da vaca, que passou por exames posteriores para descartar outras complicações.

    Repercussão nas redes sociais e impacto na pecuária local

    As imagens do bezerro circularam amplamente nas redes sociais, gerando curiosidade e até mesmo certo receio entre produtores rurais. Enquanto alguns agricultores consideram o fato um “sinal do inesperado” na criação de gado, outros veem a situação como um lembrete da importância de monitorar a saúde animal e investir em genética de qualidade para evitar anomalias.

    “Aqui na região, já vimos casos de bezerros com problemas, mas nada tão impactante quanto esse. É um alerta para que a gente redobre os cuidados com as matrizes”, declarou João Silva, proprietário de uma fazenda vizinha. A Secretaria de Agricultura do Maranhão ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas a notícia já mobilizou debates entre especialistas em sanidade animal.

    O que esperar agora?

    O bezerro, por enquanto, segue sob observação veterinária, mas os prognósticos não são animadores. Animais com deformidades tão severas raramente sobrevivem por longos períodos, e a decisão sobre o destino do filhote será tomada com base em critérios éticos e técnicos. Enquanto isso, a comunidade rural segue intrigada, e o caso pode se tornar um ponto de discussão em eventos da pecuária nos próximos meses.

  • Ginecomastia caprina: quando o bode vira ‘mãe’ e o que isso revela sobre o rebanho

    Ginecomastia caprina: quando o bode vira ‘mãe’ e o que isso revela sobre o rebanho

    O mito que virou ciência: por que bodes lactantes não são ‘milagres do sertão’

    No imaginário popular, histórias de bodes que dão leite são contadas como lendas de interior. Mas a realidade é bem menos poética: o fenômeno da ginecomastia caprina é um distúrbio endócrino documentado por veterinários e pesquisadores agropecuários. Em 2026, com o avanço das técnicas de diagnóstico genético, o problema deixou de ser ‘curiosidade rural’ para se tornar um alerta sobre a saúde reprodutiva dos rebanhos. A condição, que afeta machos com glândulas mamárias funcionais, é um sinal de desequilíbrio hormonal ou falhas genéticas herdadas — e pode custar caro ao produtor.

    Genética, hormônio e prejuízo: o trio que define o futuro do rebanho

    A ginecomastia caprina não é apenas uma anomalia estética. Quando um reprodutor desenvolve mamas funcionais, o primeiro alerta acende para um problema de base: mutações genéticas que comprometem a fertilidade e a qualidade do sêmen. Além disso, o desequilíbrio hormonal — muitas vezes agravado por manejo nutricional inadequado ou exposição a agrotóxicos — reduz a libido e a capacidade de fecundação do animal. Segundo especialistas da Embrapa, rebanhos afetados podem apresentar queda de até 30% na taxa de prenhez, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.

    O veterinário João Silva, consultor em reprodução caprina, explica que a condição é mais comum em animais com histórico familiar da anomalia. ‘A ginecomastia caprina está ligada a genes recessivos que, quando combinados, ativam a produção de leite nos machos’, afirma. Ele destaca que a seleção genética criteriosa é a principal ferramenta para evitar a disseminação do problema, mas exige investimento em exames de DNA e acompanhamento zootécnico rigoroso.

    Manejo inadequado: o combustível que alimenta o problema

    Além da genética, o ambiente também desempenha um papel crucial. Pecuaristas que negligenciam a qualidade da pastagem ou utilizam hormônios sintéticos sem controle veterinário estão, na prática, criando condições ideais para o desenvolvimento da ginecomastia. ‘Animais submetidos a estresse nutricional ou contaminação por substâncias disruptoras endócrinas têm maior propensão a desenvolver a condição’, alerta Silva. A solução passa por revisão de protocolos de alimentação, uso de suplementos balanceados e, sobretudo, a eliminação de práticas que interfiram no sistema hormonal dos animais.

    Para o produtor, o custo de ignorar o problema é alto. Além da perda de eficiência reprodutiva, rebanhos com alta incidência de ginecomastia podem sofrer desvalorização no mercado, já que a demanda por sêmen de qualidade — crucial para a inseminação artificial — cai drasticamente. Em um cenário de crise climática e pressão por produtividade, a anomalia se torna um passivo que não pode ser subestimado.

    O que fazer quando o bode ‘entra em lactação’?

    Diante do diagnóstico, a primeira medida é isolar o animal afetado para evitar a disseminação da condição no rebanho. Em seguida, um exame genético deve ser realizado para identificar possíveis portadores do gene defeituoso. A castração cirúrgica ou química pode ser uma alternativa para animais reprodutores, mas a decisão deve ser tomada em conjunto com um veterinário especializado. ‘O ideal é descartar o animal e substituí-lo por um reprodutor com comprovada saúde genética’, recomenda Silva.

    O caso de 2026 reforça uma lição antiga no agro: a prevenção é sempre mais barata que a correção. Em um setor cada vez mais tecnificado, fenômenos como a ginecomastia caprina mostram que o futuro da pecuária passa não apenas por inovação, mas por um olhar atento aos detalhes que, muitas vezes, começam no curral.

  • Suplementação e monitoramento veterinário: os segredos por trás dos cavalos de corrida que vencem no Jockey Club

    Suplementação e monitoramento veterinário: os segredos por trás dos cavalos de corrida que vencem no Jockey Club

    O sucesso de um cavalo de corrida não se resume à genética ou ao treinamento físico. Na última quarta-feira, 17 de junho de 2026, o Jockey Club de São Paulo destacou que a combinação de suplementação adequada, manejo preventivo e acompanhamento veterinário rigoroso é o que separa os animais que brilham nas pistas daqueles que fracassam por lesões ou baixo rendimento.

    O tripé da performance: nutrição, saúde e treinamento

    Mais do que velocidade, os cavalos atletas dependem de uma rotina estruturada que começa ainda nas baias. Segundo o médico-veterinário Reinaldo de Campos, formado pela USP e com 30 anos de atuação no Jockey Club, o diferencial está na antecipação de problemas. “O trabalho preventivo deve ser diário, desde a alimentação até o monitoramento clínico”, afirma o especialista, que acompanha animais de alta performance há décadas.

    Suplementação inteligente: o combustível dos atletas de casco

    Em um esporte que exige picos de energia em curtos períodos, a suplementação ganha papel estratégico. Produtos ricos em aminoácidos, eletrólitos e antioxidantes ajudam a recuperar a musculatura, reduzir inflamações e manter o equilíbrio eletrolítico após treinos intensos ou corridas. No entanto, Campos alerta: “A suplementação deve ser personalizada, levando em conta o peso, idade e histórico do animal. Não adianta oferecer o mesmo mix para todos”.

    Manejo preventivo: a chave para evitar lesões

    Lesões são o maior inimigo dos cavalos de corrida. Para minimizar riscos, o manejo preventivo inclui desde a limpeza diária dos cascos até a avaliação constante de articulações e tendões. “Cavalos de competição precisam de um protocolo de descanso, com dias alternados de treino leve para evitar sobrecarga”, explica o veterinário. Além disso, exames de imagem periódicos, como ultrassonografias e radiografias, são adotados para detectar problemas antes mesmo de os sintomas aparecerem.

    O custo da alta performance

    Manter um cavalo de corrida em condições ideais não é barato. Entre ração premium, suplementos, exames e mão de obra especializada, os custos podem atingir dezenas de milhares de reais por ano. No entanto, o retorno — em vitórias e valorização do animal — justifica os investimentos. “Um cavalo saudável e bem preparado não só compete melhor, como também tem sua vida útil estendida”, destaca Campos.

    Tendências e inovações na preparação equina

    O setor tem adotado tecnologias como sensores de movimento e softwares de análise de desempenho para otimizar o treinamento. Além disso, a nutricionista equina vem ganhando espaço, com formulações cada vez mais científicas para suprir as necessidades específicas dos atletas. “A ciência está transformando a equinocultura”, afirma o veterinário. “Hoje, somos capazes de prever riscos e ajustar a preparação de forma quase personalizada para cada animal”.

  • Frio antecipado: queda de temperatura no Brasil já afeta suínos e eleva riscos à saúde dos rebanhos

    Frio antecipado: queda de temperatura no Brasil já afeta suínos e eleva riscos à saúde dos rebanhos

    A partir de 16 de junho de 2026, o Brasil já registra temperaturas abaixo da média histórica em diversas regiões, antecipando os desafios típicos do inverno para a suinocultura nacional. A queda acentuada nas temperaturas, mesmo antes da chegada oficial do inverno em 21 de junho, tem colocado em xeque a produtividade dos suínos — especialmente os leitões, que são mais vulneráveis ao frio.

    Prejuízos no ganho de peso e custos elevados

    Os animais, ao tentarem manter a temperatura corporal estável, aumentam o gasto energético, o que reduz o aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, o ganho de peso diário. Dados da Embrapa revelam que falhas no controle térmico nos galpões podem reduzir em até 15% a eficiência alimentar dos suínos durante o inverno. “O produtor precisa ajustar a alimentação e o ambiente para compensar esse déficit energético, o que eleva os custos de produção”, explica Gladstone Brumano, consultor técnico-comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

    Doenças respiratórias em ascensão

    O frio não afeta apenas o desempenho zootécnico: ele também cria um ambiente propício para a proliferação de patógenos. “Baixas temperaturas associadas à umidade excessiva nos galpões aumentam a incidência de doenças como pneumonia e circovirose, doenças que, se não controladas, podem dizimar lotes inteiros”, alerta o zootecnista e pós-doutor em nutrição de monogástricos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Segundo ele, a ventilação inadequada — muitas vezes negligenciada — é um dos principais vetores de contaminação.

    Manejo térmico: a chave para mitigar prejuízos

    Especialistas recomendam uma série de medidas para minimizar os impactos do frio nos rebanhos. Entre elas, destacam-se:

    • Sistemas de aquecimento: uso de lâmpadas infravermelhas ou campânulas para leitões recém-nascidos;
    • Controle de umidade: manutenção abaixo de 70% nos galpões para evitar a proliferação de bactérias;
    • Nutrição adaptada: aumento de 10% a 15% na energia dietética para compensar o gasto calórico extra;
    • Monitoramento constante: uso de termômetros e termógrafos para ajustar o ambiente em tempo real.

    A adoção dessas práticas, embora exija investimento inicial, tem se mostrado economicamente viável. “Um manejo térmico eficiente pode reduzir em até 8% as perdas por mortalidade e aumentar em 5% o ganho de peso diário nos lotes”, aponta Brumano.

    Perspectivas para o setor

    Com a perspectiva de que o inverno de 2026 seja um dos mais rigorosos dos últimos anos, os suinocultores brasileiros precisam agir rapidamente para evitar prejuízos maiores. “O setor já enfrenta pressões com a alta nos custos de ração e energia. Um inverno mal gerenciado pode agravar ainda mais a situação”, avalia o zootecnista da UFV. Segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção nacional de suínos deve atingir 4,7 milhões de toneladas em 2026 — um número que pode ser comprometido sem ações preventivas.

  • Mosca-varejeira avança nos EUA e ameaça rebanho bovino já reduzido pela seca

    Mosca-varejeira avança nos EUA e ameaça rebanho bovino já reduzido pela seca

    A mosca-varejeira do Novo Mundo, um dos parasitas mais temidos pela pecuária global, voltou a assombrar os Estados Unidos. Desde a detecção dos primeiros casos no sul do Texas, o avanço do inseto tem superado as expectativas das autoridades sanitárias, com 12 infecções confirmadas até esta semana — incluindo bovinos, ovelhas, caprinos e até animais domésticos.

    Focos se espalham além da zona inicial

    O alerta ganhou proporções maiores após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) identificar novos focos a cerca de 320 km do epicentro inicial no Texas. Até então, a estratégia de contenção previa um controle mais restrito, mas a dispersão do parasita sinaliza que a crise pode se prolongar por anos, segundo especialistas.

    Cenário crítico: seca e rebanho encolhido

    O problema ocorre num momento delicado para a pecuária americana, que enfrenta o menor rebanho bovino em 75 anos, resultado de uma seca prolongada que reduziu pastagens e elevou os custos de produção. A combinação de fatores — parasita, estiagem e estrutura fragilizada — deixa o setor em alerta máximo, com risco de impactar não só os EUA, mas também o mercado global de proteína animal.

    Efeitos em cadeia para a agricultura

    Além dos prejuízos diretos aos animais infectados — que podem sofrer com miíases (larvas que se alimentam de tecidos vivos) —, a disseminação do parasita representa uma ameaça indireta a culturas agrícolas que dependem de pecuária, como a produção de grãos para ração. A situação exige respostas rápidas, mas a velocidade do avanço da mosca-varejeira desafia as medidas de contenção atuais.