Agro brasileiro na mira da demanda global
Na segunda-feira (29 de junho de 2026), durante o Veja Fórum Agro 2026, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Ingo Plöger, evidenciou o Brasil como protagonista na oferta de proteínas e alimentos, mesmo diante de um cenário internacional marcado por barreiras comerciais e instabilidades na segurança alimentar. O evento, realizado na capital paulista, serviu de palco para analisar como o país pode consolidar sua posição como fornecedor estratégico em mercados cada vez mais exigentes.
Integração da cadeia produtiva como diferencial competitivo
Plöger ressaltou que o Brasil é um dos poucos territórios capazes de integrar toda a cadeia de produção animal — da genética à industrialização —, permitindo a entrega de produtos adaptados a diferentes perfis de consumidores. Essa capacidade, aliada à competitividade e à inovação tecnológica, coloca o agro nacional em vantagem frente a concorrentes globais.
O painel “Novas Oportunidades no Agro Brasileiro”, que contou com a presença de Cleber Soares (secretário-executivo do Ministério da Agricultura) e Felippe Serigati (pesquisador da FGV Agro), reforçou ainda o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira como outro pilar estratégico. A combinação de proteínas, tecnologia e energia renovável foi apresentada como um tripé para alavancar as exportações e reduzir dependências externas.
O que os números dizem (ou ainda não dizem)
Ainda que o Brasil já seja um dos maiores exportadores de carne e soja do mundo, Plöger deixou claro que o desafio agora é expandir a participação em nichos de alto valor agregado, como cortes premium de carne bovina e proteínas alternativas. A adaptação às exigências sanitárias e ambientais dos mercados europeu e asiático também foi citada como prioridade para 2026 e além.
Em um momento em que países como a Argentina e os Estados Unidos enfrentam limitações na expansão da produção, o Brasil se posiciona como a alternativa mais estável e escalável para suprir a crescente demanda por alimentos — especialmente em regiões onde conflitos e mudanças climáticas ameaçam safras.









