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  • Carros híbridos em acidentes: a classificação de danos não depende da tecnologia

    Carros híbridos em acidentes: a classificação de danos não depende da tecnologia

    Sem privilégios para híbridos: como as seguradoras avaliam danos em acidentes

    Contrariando crenças populares, colisões envolvendo veículos híbridos não resultam automaticamente em classificação de ‘média monta’ nos boletins de ocorrência. Segundo o corretor de seguros Ettore Loreto, especialista do setor, não existe qualquer norma ou circular que trate híbridos de forma distinta dos demais automóveis, sejam eles a gasolina, diesel ou eletricidade.

    O que define a categoria do sinistro?

    A determinação da gravidade do acidente — leve, média ou perda total — está diretamente ligada à extensão dos danos físicos ao veículo, e não à sua tecnologia de propulsão. Sistemas de alta tensão em híbridos, por exemplo, não são considerados fatores de risco adicional em colisões leves, desde que não haja comprometimento estrutural que exija intervenção especializada.

    Por que a confusão persiste?

    O mito da ‘média monta automática’ em híbridos pode surgir da associação equivocada entre a complexidade técnica desses veículos e a suposta vulnerabilidade a danos. No entanto, as seguradoras seguem protocolos padronizados, baseados em laudos periciais que avaliam danos estéticos, mecânicos e estruturais — independentemente da fonte de energia do carro.

  • BYD Dolphin Mini GS é eleito o carro mais barato de manter no Brasil em 2026

    BYD Dolphin Mini GS é eleito o carro mais barato de manter no Brasil em 2026

    Revolução na mobilidade: BYD domina o ranking de menor custo

    Em um mercado automotivo cada vez mais competitivo, o BYD Dolphin Mini GS se consolidou como a opção mais econômica para os brasileiros em 2026, segundo o prêmio ‘Menor Custo de Uso 2026’, divulgado pela Editora Abril. O estudo, que analisou mais de 100 modelos lançados recentemente, considerou não apenas o preço de compra, mas também despesas recorrentes como seguro, primeira revisão (até 12 meses), IPVA e combustível ao longo de um ano de uso.

    O Dolphin Mini GS superou concorrentes tradicionais em todas as categorias avaliadas, incluindo hatches, sedãs, SUVs compactos, picapes (flex e diesel) e SUVs médios. A vitória reforça a tendência de veículos elétricos e híbridos ocuparem espaços antes dominados por modelos a combustão, especialmente em um contexto de alta nos preços dos combustíveis e manutenção.

    Metodologia rigorosa: como o prêmio calcula o custo real

    O prêmio ‘Menor Custo de Uso’ adota uma abordagem inédita ao integrar dados de mercado e projeções para 2026. Além do preço de tabela, a equipe da Editora Abril considerou:

    • Custo médio do seguro para cada modelo;
    • Valor da primeira revisão (até 15.000 km ou 12 meses);
    • IPVA proporcional ao valor venal do veículo nos estados;
    • Consumo médio de combustível (ou energia, no caso de elétricos) em trajetos urbanos e rodoviários;
    • Depreciação estimada para o primeiro ano.

    O resultado é uma média ponderada que reflete o gasto total anual de cada carro, permitindo comparações objetivas entre tecnologias distintas — como o BYD Dolphin (elétrico) e modelos a gasolina ou etanol.

    Outros vencedores: quem completa o pódio

    Além do BYD Dolphin Mini GS, o estudo destacou os seguintes modelos como os de menor custo em suas categorias:

    • Hatches: Volkswagen Gol 1.0 (Flex) – R$ 4.200/ano;
    • Sedãs: Chevrolet Onix Plus 1.0 Turbo (Flex) – R$ 5.100/ano;
    • SUVs Compactos: Hyundai Creta 1.0 Turbo (Flex) – R$ 5.800/ano;
    • Picapes (Flex): Fiat Strada 1.4 Firefly (Flex) – R$ 6.300/ano;
    • Picapes (Diesel): Toyota Hilux 2.8 SR (Diesel) – R$ 9.200/ano;
    • SUVs Médios: Toyota Corolla Cross 2.0 (Flex) – R$ 7.500/ano.

    Os valores refletem uma média nacional, mas podem variar conforme o estado e perfil de uso do veículo. Em estados com IPVA mais alto, como São Paulo, o custo total pode subir até 20% em relação a regiões como Goiás ou Paraná.

    O que muda para o consumidor em 2026?

    O prêmio chega em um momento crítico para o mercado automotivo brasileiro. Com a entrada de novos players chineses (como BYD, Chery e GWM) e a retomada da produção de modelos compactos com motores turboflex, a guerra por preços está redefinindo o acesso à mobilidade. Além disso, a eletrificação avança mesmo em segmentos populares: o Dolphin Mini GS, por exemplo, custa cerca de R$ 110.000 na versão básica, mas seu custo de energia (R$ 0,30/km) é 70% menor que o de um carro a gasolina.

    Para Max Ferreira, especialista em mobilidade da ClickNews, ‘o estudo mostra que a economia não está mais apenas no preço de compra, mas na gestão dos custos ocultos. Um carro barato na concessionária pode se tornar caro no longo prazo se o seguro ou a manutenção forem elevados’.

    Como usar o ranking a seu favor

    Se você está em busca de um veículo para 2026, especialistas recomendam:

    • Priorize modelos elétricos ou híbridos: Apesar do investimento inicial maior, a economia em combustível compensa em até 3 anos de uso;
    • Verifique o custo do seguro: Em estados como Rio de Janeiro, o seguro pode representar até 15% do valor do carro;
    • Considere o IPVA: Veículos com valor venal acima de R$ 120.000 pagam alíquotas mais altas em estados como SP e MG;
    • Pesquise revisões independentes: Algumas marcas cobram até R$ 5.000 pela primeira revisão, enquanto outras incluem garantia estendida.

    O prêmio ‘Menor Custo de Uso 2026’ está disponível na íntegra na edição de junho da Quatro Rodas, com planilhas comparativas e depoimentos de proprietários dos modelos campeões.