Tag: setor agropecuário

  • Importações de defensivos químicos caem 6,8% em cinco meses; genéricos ganham espaço no mercado

    Importações de defensivos químicos caem 6,8% em cinco meses; genéricos ganham espaço no mercado

    Redução no faturamento reflete ajuste no setor agroquímico

    O Brasil importou defensivos químicos no valor total de US$ 4,28 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, o que representa uma queda de 6,8% em comparação com os US$ 4,59 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025, conforme levantamento do CropData, portal de dados da CropLife Brasil. A retração não se limitou ao valor: o volume de importações também diminuiu 6,5%, passando de 537,3 mil toneladas para 502,6 mil toneladas no período.

    Genéricos ganham espaço e produtos formulados representam um terço do total

    A análise dos dados revela uma reorganização no perfil das compras externas. Os produtos formulados, que incluem as formulações finais dos defensivos, somaram US$ 1,4 bilhão — cerca de 33% do total importado. Além disso, há um movimento claro de migração para defensivos genéricos, cujas participações nas importações vêm crescendo, indicando uma busca por alternativas mais acessíveis em um cenário de ajuste de preços.

    Novas ferramentas do CropData acompanham a transformação do mercado

    Em resposta a essa dinâmica, o CropData, que já monitorava o setor, incorporou três funcionalidades inéditas: Importação de Produto Formulado, Importação por Ingrediente Ativo e Comercialização. Essas ferramentas prometem oferecer maior transparência e precisão para analisar as tendências do mercado de defensivos, que passa por uma fase de transição.

    Consequências para o agronegócio e o que esperar para o restante do ano

    Embora os números mostrem uma redução no volume e no valor das importações, especialistas do setor destacam que o recuo não necessariamente representa menor proteção agrícola. A mudança na composição das compras — com maior participação de genéricos e ajustes nos preços médios — pode sinalizar uma busca por maior eficiência e custo-benefício. Para os próximos meses, o mercado deve continuar observando como os preços internacionais, a demanda interna e as políticas de regulação irão influenciar o ritmo das importações.

  • Japonesa Unicharm compra Nutrire e aposta R$ 78 bi no mercado pet brasileiro

    Japonesa Unicharm compra Nutrire e aposta R$ 78 bi no mercado pet brasileiro

    A indústria pet brasileira vive um momento histórico. Nesta segunda-feira, 1 de junho de 2026, a multinacional japonesa Unicharm Corporation anunciou a aquisição da Nutrire, uma das maiores fabricantes nacionais de alimentos para cães e gatos e líder em exportações do setor. A operação, ainda sem valores divulgados, marca a entrada agressiva da empresa asiática no mercado latino-americano e reforça o Brasil como um dos principais polos mundiais de nutrição animal.

    Por que a Unicharm escolheu o Brasil?

    O setor pet brasileiro não para de crescer. Em 2024, o mercado movimentou cerca de R$ 77,96 bilhões, segundo dados do setor, consolidando o país como o terceiro maior do mundo nesse segmento — atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A Nutrire, com sede no Rio Grande do Sul, é uma das principais exportadoras do país, o que a tornou um alvo estratégico para a Unicharm, que busca ampliar sua presença na região.

    O que muda com a compra?

    A aquisição da Nutrire pela Unicharm abre caminho para uma expansão acelerada no mercado latino-americano, onde o consumo de produtos premium para pets tem crescido exponencialmente. Além disso, a operação reforça a confiança internacional na capacidade produtiva brasileira, que já responde por 7% da produção global de alimentos para animais de estimação. Especialistas apontam que a união entre a tecnologia japonesa e a expertise brasileira em nutrição animal pode resultar em inovações significativas para o setor.

    O futuro do mercado pet nacional

    Com a aquisição, a Unicharm passa a contar com uma das maiores plantas de produção de ração pet do país, além de uma rede consolidada de distribuição. A expectativa é que a operação impulsione ainda mais as exportações brasileiras, já que a Nutrire atua em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. Para a indústria nacional, a entrada de um gigante estrangeiro como a Unicharm pode atrair novos investimentos e fortalecer a competitividade do setor no cenário global.