Tag: Shell

  • Shell apresenta carro elétrico com bateria imersa em líquido: recarga de 10% a 80% em menos de 10 minutos

    Shell apresenta carro elétrico com bateria imersa em líquido: recarga de 10% a 80% em menos de 10 minutos

    Um laboratório sobre rodas para revolucionar a mobilidade elétrica

    No dia 28 de junho de 2026, a Shell — gigante do petróleo — apresentou um conceito que desafia a engenharia automotiva: o Shell Triple 10 Challenge, um hatch elétrico projetado não para produção em massa, mas como um laboratório móvel para testar novas tecnologias de fluidos térmicos e eficiência energética.

    Recarga ultra-rápida sem baterias gigantes

    O grande feito do protótipo está em sua capacidade de recarregar de 10% a 80% de sua bateria em 9 minutos e 54 segundos, recuperando 245 km de autonomia com um carregador de 175 kW — uma performance inferior aos carregadores ultra-rápidos mais caros do mercado, mas suficiente para colocar em xeque a crença de que baterias maiores são a única solução para autonomia.

    Eficiência recorde: 10 km com apenas 1 kWh

    O projeto, desenvolvido em parceria com as empresas RML e Empel, também estabeleceu uma segunda meta ambiciosa: consumir apenas 1 kWh por 10 km rodados. Um patamar que, se replicado em escala, poderia reduzir drasticamente os custos operacionais dos veículos elétricos e aliviar a pressão sobre as redes de distribuição de energia.

    Tecnologia imersa: o segredo da inovação

    A chave para essa performance está no sistema de resfriamento das baterias, que utiliza um fluido térmico imerso — uma solução técnica ainda pouco comum no mercado, mas que promete eliminar pontos quentes localizados e aumentar a vida útil das células. Embora a Shell não tenha planos de fabricar o modelo em série, as lições aprendidas com o Triple 10 Challenge devem influenciar os próximos lançamentos de fabricantes como Tesla, BYD e chineses que buscam dominar a corrida pela recarga rápida.

    O que vem por aí: o impacto no mercado

    Para o consumidor, a notícia é animadora: a inovação da Shell sinaliza que, nos próximos anos, poderemos ver veículos elétricos com baterias menores, mais leves e com tempos de recarga comparáveis aos de um abastecimento tradicional de combustível. Para as petroleiras, que enfrentam a transição energética, o protótipo é um movimento estratégico para se posicionar no setor de mobilidade limpa — mesmo que seja apenas com um veículo conceito.

  • Raízen acelera reestruturação de dívida bilionária com adesão recorde de credores

    Raízen acelera reestruturação de dívida bilionária com adesão recorde de credores

    A Raízen antecipa recuperação extrajudicial com apoio massivo de credores

    A Raízen deu um passo decisivo na reestruturação de sua dívida ao protocolar, na última sexta-feira (6/6), seu Plano de Recuperação Extrajudicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A medida, que busca reorganizar um passivo de R$ 64,7 bilhões, contou com adesão de credores representando 75,45% dos créditos financeiros e quirografários — percentual superior aos 70% mínimos exigidos pela legislação.

    O plano, que já superou o prazo inicial de 90 dias para obtenção de apoio, envolve instituições financeiras nacionais e internacionais, além de detentores de títulos emitidos no mercado interno e externo. A antecipação do processo reforça a capacidade da empresa de negociar em condições mais favoráveis, um movimento estratégico em um cenário de alta volatilidade nos mercados de commodities.

    Shell e Aguassanta lideram aportes bilionários no plano de resgate

    Entre as principais ações previstas no Plano de Recuperação Extrajudicial, destaca-se um aumento de capital de R$ 3,5 bilhões a ser realizado pela Shell, acionista majoritária da Raízen. Além disso, a Aguassanta Participações — empresa controlada pela família de Rubens Ometto — compromete-se a injetar mais R$ 500 milhões, condicionados à efetiva participação da acionista na operação.

    A combinação desses aportes, aliada à adesão maciça de credores, sinaliza um esforço concentrado para reduzir a alavancagem da empresa e estabilizar sua posição financeira. Segundo analistas, a reestruturação é crucial para garantir a continuidade das operações da Raízen, especialmente em um contexto de queda nos preços do etanol e do açúcar nos últimos trimestres.

    Consequências e próximos passos para a gigante do setor sucroenergético

    A aprovação do plano pela Justiça de São Paulo ainda depende de homologação, mas o apoio massivo dos credores já coloca a Raízen em uma posição vantajosa para renegociar prazos e taxas com seus parceiros. Caso o processo seja concluído dentro dos prazos previstos, a empresa poderá focar em sua estratégia de expansão no mercado de biocombustíveis, onde enfrenta concorrência crescente de players internacionais.

    Para o setor sucroenergético brasileiro, a operação da Raízen serve como um termômetro da saúde financeira das grandes usinas, que ainda lutam para se recuperar dos impactos da pandemia e da crise climática. A capacidade da empresa de concluir a reestruturação com sucesso pode influenciar outras companhias do segmento a adotarem medidas similares.

  • Raízen anuncia plano de cisão e aportes bilionários para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões até 2027

    Raízen anuncia plano de cisão e aportes bilionários para reestruturar dívida de R$ 65 bilhões até 2027

    A Raízen busca reestruturar dívida bilionária com credores

    A Raízen, empresa formada pela parceria entre Cosan e Shell, deu um passo decisivo para equacionar um passivo de R$ 65 bilhões ao apresentar, em 27 de maio de 2026, um plano de recuperação extrajudicial aos credores financeiros quirografários — aqueles sem garantia real. A proposta, ainda em fase de negociação, vai além de um simples alívio imediato no caixa: ela propõe uma reestruturação profunda que culminará na cisão da empresa em duas unidades corporativas até 2027.

    Aportes bilionários e separação dos negócios como pilares da reestruturação

    O plano apresentado pela Raízen baseia-se em dois eixos principais: aportes de capital e reorganização operacional. A Shell já garantiu uma injeção de pelo menos R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan também deve contribuir com recursos frescos. Essa movimentação busca reduzir a alavancagem e reestabelecer a saúde financeira da companhia, que enfrenta pressões em um cenário de commodities voláteis e alta taxa de juros.

    A estratégia prevê a separação das operações de bioenergia e distribuição em entidades independentes. Enquanto a unidade de bioenergia — que engloba etanol e biodiesel — deve manter seu foco em energias renováveis, a divisão de distribuição de combustíveis será reorganizada para otimizar custos e melhorar a eficiência logística. Essa cisão não apenas simplifica a gestão de cada negócio, como também pode atrair novos investidores interessados em segmentos específicos.

    Consequências e desafios da reestruturação

    A proposta enfrenta ainda a resistência de alguns credores, que podem questionar a viabilidade da reestruturação ou a distribuição dos recursos. Além disso, a conclusão do processo até 2027 dependerá de aprovações regulatórias e da capacidade da Raízen de manter suas operações durante a transição. Caso bem-sucedida, a medida pode redefinir o posicionamento da empresa no mercado de energia, consolidando sua posição como líder em bioenergia e garantindo a sustentabilidade de suas operações de distribuição.