Tag: Stellantis

  • Stellantis lança programa para reativar garantia de carros Fiat, Jeep e outras marcas no Brasil

    Stellantis lança programa para reativar garantia de carros Fiat, Jeep e outras marcas no Brasil

    A Stellantis anunciou hoje (26/06/2026) um programa inédito no Brasil que permite aos donos de carros das marcas Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën reativar a garantia de fábrica mesmo após perderem o prazo ou a quilometragem da manutenção obrigatória. A iniciativa, válida a partir de hoje, busca atender clientes que deixaram de frequentar a rede autorizada por motivos cotidianos, como imprevistos ou dificuldades logísticas.

    Como funciona a recuperação da garantia

    Para reaver o benefício, o proprietário deve agendar uma vistoria em uma concessionária homologada para atestar a integridade mecânica do veículo. Se o carro for aprovado, será necessário realizar o serviço pendente e arcar com as taxas extras cobradas pela rede autorizada. Apenas após esses passos a garantia original de fábrica será restabelecida.

    Diferença em relação à ação da Chevrolet

    Em 2024, a Chevrolet implementou uma estratégia semelhante para modelos com correia banhada a óleo, estendendo a garantia para até 240.000 km. No entanto, a abordagem da Stellantis foca em casos de abandono da rede autorizada por questões não técnicas, como falta de tempo ou acesso a serviços. A empresa não detalhou valores das taxas ou prazos específicos para adesão ao programa.

  • Ram entra na guerra dos SUVs com o novo Ramcharger: V8, performance e a estratégia para superar a Jeep

    Ram entra na guerra dos SUVs com o novo Ramcharger: V8, performance e a estratégia para superar a Jeep

    Uma jogada estratégica para dominar o mercado premium

    A Ram, uma das marcas principais da Stellantis, está prestes a entrar em um novo território: os SUVs de luxo. Até 25 de junho de 2026, tudo o que se sabia sobre o futuro Ramcharger era que ele chegaria como o primeiro SUV da marca, projetado para competir diretamente com o Jeep Grand Wagoneer — modelo no qual, segundo informações da Ram, o novo veículo será baseado.

    Motores V8 e performance: a assinatura da Ram

    O CEO da Ram, Tim Kuniskis, não escondeu as cartas: o Ramcharger virá com uma linha de motores focada em V8, uma escolha ousada que sinaliza a intenção da marca de se destacar no segmento premium. Além disso, a Ram confirmou que lançará uma variante SRT de alta performance, reforçando seu compromisso com clientes que buscam potência e exclusividade. Essa estratégia contrasta com a abordagem da Jeep, que tem apostado em veículos mais compactos e elétricos.

    O nome que volta para o futuro

    O nome Ramcharger não é novo: foi originalmente usado pela marca em uma picape elétrica nos anos 1970. Agora, a Ram ressuscita o nome para seu SUV, marcando uma nova era para a marca. Até a estreia oficial, que deve ocorrer ainda em 2026, a expectativa é alta para descobrir como a Ram irá equilibrar performance, luxo e inovação em um mercado cada vez mais disputado.

  • Leapmotor acelera: 1,5 milhão de carros vendidos em 11 anos com ajuda da Stellantis

    Leapmotor acelera: 1,5 milhão de carros vendidos em 11 anos com ajuda da Stellantis

    A Leapmotor, startup chinesa fundada em 2015, superou nesta semana a marca simbólica de 1,5 milhão de carros vendidos ao redor do mundo, um feito notável para uma empresa ainda jovem no competitivo setor automotivo. Apesar de não possuir a tradição de gigantes como BYD e Geely, ou das montadoras ocidentais, a fabricante chinesa tem demonstrado uma curva de crescimento exponencial, impulsionada pela parceria estratégica com a Stellantis.

    Parceria com a Stellantis: o acelerador da expansão

    A entrada da Stellantis — grupo que controla marcas como Jeep, Fiat, Peugeot e Citroën — no negócio foi determinante para a Leapmotor. Com acesso às redes logísticas, comerciais e de distribuição do conglomerado, a fabricante chinesa conseguiu escalar suas operações globalmente em ritmo acelerado. Em troca, a Stellantis obteve expertise em engenharia e design de veículos elétricos e compactos, uma área onde a Leapmotor já se destaca.

    Crescimento em velocidade recorde

    O ritmo de vendas da Leapmotor impressiona: enquanto os primeiros 500 mil veículos foram entregues em cerca de cinco anos (até outubro de 2024), o segundo meio milhão veio em apenas 12 meses. Já os últimos 500 mil foram comercializados em apenas oito meses, evidenciando não apenas a demanda por seus modelos, mas também a eficiência da estratégia de expansão. No Brasil, a empresa já sinaliza planos de crescimento, aproveitando o momento de transição energética no setor automotivo.

    O que esperar para o futuro

    Com a Stellantis como sócia e a Leapmotor ganhando musculatura no mercado global, a fabricante chinesa deve intensificar sua presença internacional, incluindo o Brasil, onde a concorrência com BYD e outras marcas de veículos elétricos deve se acirrar. A combinação de preço competitivo, inovação tecnológica e agora uma estrutura robusta de distribuição pode colocar a Leapmotor como uma das principais apostas do setor nos próximos anos.

  • Leapmotor transforma flat racks em solução logística para importar elétricos ao Brasil

    Leapmotor transforma flat racks em solução logística para importar elétricos ao Brasil

    Gargalo global vira oportunidade logística

    A explosão de vendas de carros elétricos chineses — como os da Leapmotor — esgotou a capacidade de transporte dos navios Ro-Ro, projetados para veículos. Sem alternativa, a montadora recorreu a uma solução engenhosa: fixar seus modelos em flat racks, pranchas metálicas que se comportam como contêineres, permitindo que sejam içados por guindastes e transportados nos porões de navios cargueiros convencionais. A estratégia não apenas driblou a crise logística, mas reduziu custos em um mercado dominado por fretes altíssimos.

    Itaguaí como hub estratégico

    O desembarque em Itaguaí (RJ) — sob a gestão da Stellantis — já viabilizou a importação de mais de 1.800 veículos desde o início da operação. A parceria aproveita a infraestrutura de preparação final (PDI) da Stellantis para agilizar a distribuição, evitando gargalos em portos saturados. Segundo especialistas, a medida pode se tornar um modelo para outras montadoras que enfrentam o mesmo problema.

    Impacto nos preços e no mercado

    A solução da Leapmotor chega em um momento crítico: os elétricos chineses — como o T03 e o C10 — ganharam tração no Brasil, mas dependiam de fretes caríssimos ou atrasos intermináveis. Com a logística otimizada, a expectativa é de queda nos preços, maior disponibilidade de modelos e potencial para acelerar a eletrificação do mercado nacional. Para consumidores e revendedores, a novidade pode ser o empurrão que faltava.

  • Fiat lança SUV de 7 lugares sem disfarce: confira os detalhes do novo Grizzly

    Fiat lança SUV de 7 lugares sem disfarce: confira os detalhes do novo Grizzly

    Um novo capítulo na família Smart Car

    Desde maio, quando a Stellantis anunciou seus planos de expansão para os próximos anos, a expectativa por novidades da Fiat não para de crescer. Com a antecipação das novas gerações do Pulse e do Fastback — impulsionadas pelo Grizzly — a marca italiana prepara mais uma surpresa: um SUV de sete lugares, inédito em seu portfólio. Na última sexta-feira (13/06), o modelo foi flagrado sem camuflagem pelas ruas, revelando detalhes de seu design robusto e funcional.

    Dimensões e detalhes que chamam atenção

    As imagens, publicadas pelo perfil FCA Fan Brazil, mostram que o Grizzly de sete lugares supera em porte os demais SUVs da família Smart Car. Sua dianteira destaca pala-lamas mais musculosos e um entre-eixos ampliado, enquanto as portas traseiras alongadas e a última coluna reforçam sua capacidade de acomodar passageiros. Já o balanço traseiro, encurtado em comparação aos modelos atuais, sugere um design otimizado para espaço interno sem perder agilidade.

    O que esperar da estratégia da Fiat?

    Com a plataforma Smart Car como base, o Grizzly não apenas expande a linha Fiat, mas também reforça a aposta da Stellantis em modelos versáteis e tecnológicos para o mercado brasileiro. A chegada do SUV de sete lugares pode ser um divisor de águas, especialmente em um segmento cada vez mais competitivo, onde a praticidade se alia à robustez italiana.

  • Stellantis planeja parceria com Dongfeng no Brasil: aliança chinesa pode chegar ao país em 2026

    Stellantis planeja parceria com Dongfeng no Brasil: aliança chinesa pode chegar ao país em 2026

    A gigante automotiva Stellantis, controladora de marcas como Fiat, Jeep e Citroën no Brasil, sinalizou na sexta-feira, 12 de junho de 2026 a possibilidade de estender sua rede de parcerias chinesas no país ao avaliar a produção local de veículos da Dongfeng. A abertura foi feita pelo presidente da companhia para a América do Sul, Herlander Zola, durante painel no Anfavea Visions 2026, evento realizado em meados de maio na capital paulista.

    A estratégia de expansão global da Stellantis

    A iniciativa não é isolada: em maio de 2026, o grupo anunciou a formação de uma joint venture com a Dongfeng na Ásia e Europa, focada em desenvolvimento conjunto de veículos elétricos, engenharia e produção local. Segundo fontes, a aliança busca aumentar a competitividade da Stellantis no segmento de elétricos, onde o ritmo de inovação tem exigido colaborações rápidas para reduzir custos e prazos de lançamento.

    Similaridades com a Leapmotor: um modelo de negócio?

    A possível parceria com a Dongfeng segue o mesmo modelo adotado com a startup chinesa Leapmotor, cuja produção de modelos elétricos já está em andamento no Brasil. A estratégia compartilhada pelas duas fabricantes chinesas — Dongfeng e Leapmotor — é clara: usar o mercado brasileiro como plataforma para expandir a presença global, aproveitando a infraestrutura industrial da Stellantis e a demanda crescente por veículos com tecnologias de ponta a preços acessíveis.

    Os próximos passos: acordos e cronograma

    Apesar do anúncio otimista, Zola não detalhou prazos ou modelos específicos que seriam produzidos no Brasil. A informação, obtida pelo portal AutoIndústria, ainda depende de negociações comerciais e aprovações regulatórias. Caso se concretize, a aliança poderia incluir não apenas a montagem final, mas também a engenharia de adaptação de plataformas chinesas ao mercado local, um movimento que já é observado em outras joint ventures no setor.

    O que isso significa para o consumidor brasileiro?

    Se aprovada, a parceria pode ampliar a oferta de veículos elétricos no Brasil, onde a Stellantis já produz modelos da Jeep e Fiat elétricos. Além disso, a concorrência com marcas chinesas — cada vez mais presentes no país — poderia pressionar preços e acelerar a adoção de tecnologias como conectividade e autonomia, setores onde a Dongfeng já investe fortemente em seu mercado doméstico.

  • Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Expansão recorde: um novo ponto de venda a cada 72 horas

    A Leapmotor, fabricante chinesa que chegou ao Brasil recentemente, anunciou nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma meta ambiciosa: inaugurar pelo menos um novo concessionário a cada três dias até julho de 2026. Caso cumpra o cronograma, a marca — hoje presente em 38 pontos de venda — mais do que dobrará sua rede até o fim do ano, alcançando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. A estratégia reflete a aposta da empresa em consolidar sua presença no maior mercado automotivo da América Latina.

    Sinergia com a Stellantis: logística e produção nacional

    A Leapmotor não atua sozinha no Brasil. Como parte do conglomerado Stellantis — que engloba marcas como Jeep, Fiat e Ram —, a chinesa se beneficia da extensa rede de distribuição da controladora, incluindo centros de peças e a futura fábrica de Goiana (PE), onde atualmente são produzidos veículos como a Jeep Renegade, Fiat Toro e Ram Rampage. A planta pernambucana será strategicamente importante: será o primeiro local a fabricar modelos da Leapmotor no país, alinhando-se ao plano de expansão regional.

    Tecnologia em foco: REEV e modelos para 2026

    Os principais lançamentos da Leapmotor no Brasil incluem o B10, um SUV médio, e o C10, SUV de porte médio-grande já comercializado desde meados de 2025 no mercado chinês. Este último se destaca por sua tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle), que combina motor elétrico com um extensor de autonomia a combustão — inicialmente a gasolina, mas com previsão de versão flexível ainda sem data definida. A estratégia tecnológica da marca busca equilibrar inovação e adaptabilidade ao consumidor brasileiro, um mercado cada vez mais exigente por soluções sustentáveis e versáteis.

    Consequências: competição acirrada no segmento elétrico

    A chegada da Leapmotor ao Brasil intensifica a disputa no setor de veículos elétricos e híbridos, dominado até então por marcas como BYD, Volvo e Caoa Chery. Com preços competitivos e parcerias estratégicas — como a Stellantis —, a chinesa pode forçar uma reação das concorrentes, especialmente em um cenário onde a demanda por carros com menor emissão de carbono cresce, mas ainda enfrenta desafios como a infraestrutura de carregamento e a resistência dos consumidores à transição energética. O sucesso da expansão dependerá não apenas do ritmo de inaugurações, mas também da capacidade da marca de conquistar a confiança do mercado brasileiro.

  • Stellantis mira fábrica no Brasil para produzir modelos da chinesa Dongfeng a partir de 2026

    Stellantis mira fábrica no Brasil para produzir modelos da chinesa Dongfeng a partir de 2026

    A Stellantis acelera sua estratégia de diversificação global ao estudar a produção de modelos da chinesa Dongfeng em sua unidade brasileira. Segundo informações reveladas em 04 de junho de 2026 pelo presidente da Stellantis América do Sul, Herlander Zola, ao AutoIndústria, a engenharia local já trabalha na adaptação de projetos globais da Dongfeng para o mercado nacional.

    Parceria mira compactos e picapes, afastando-se do foco europeu

    A iniciativa diverge do plano europeu da Stellantis, que prioriza eletrificação e SUVs premium. No Brasil, a abordagem prioriza veículos compactos e picapes — segmentos com alta demanda local e menor concorrência direta com as marcas do grupo (Jeep, Fiat, Peugeot, etc.). “Vamos ampliar nosso portfólio no Brasil a partir de parcerias”, declarou Zola, destacando o “desenvolvimento conjunto” como diferencial.

    Fábrica do RJ em destaque, mas sem cronograma definido

    A unidade de Porto Real (RJ), uma das principais da Stellantis no país, é a candidata natural para abrigar a produção dos modelos Dongfeng. A fábrica já é responsável por modelos como o Fiat Strada e Jeep Renegade, o que facilitaria a integração de novas linhas. No entanto, a Stellantis ainda não detalhou quais modelos específicos da Dongfeng serão adaptados, nem o volume de produção ou data de estreia — um cronograma que deve ser definido nos próximos meses.

    Por que a China entrou na equação da Stellantis?

    A busca por parcerias com fabricantes chinesas reflete uma tendência global do setor automotivo: reduzir custos de desenvolvimento e acesso a tecnologias de eletrificação a preços competitivos. A Dongfeng, quinta maior montadora da China, tem expertise em veículos acessíveis e já exporta para mercados emergentes. Para o Brasil, a aliança pode ser estratégica diante da queda nas vendas de carros novos nos últimos anos e da necessidade de renovar o portfólio.

    Impacto no mercado e concorrência

    Se concretizada, a medida colocaria a Stellantis em posição de vantagem frente a rivais como Volkswagen e General Motors, que também apostam em parcerias para ampliar suas linhas. No entanto, a entrada de uma marca chinesa no Brasil — mesmo que produzida localmente — pode gerar resistência em consumidores acostumados a fabricantes tradicionais. O desafio da Stellantis será equilibrar preços competitivos com a percepção de qualidade, especialmente em um segmento dominado por marcas europeias e japonesas.

  • Montadoras alertam: Brasil precisa acelerar para não ficar para trás na revolução dos carros

    Montadoras alertam: Brasil precisa acelerar para não ficar para trás na revolução dos carros

    A indústria automotiva brasileira enfrenta um paradoxo: enquanto o mercado nacional registra crescimento e atrai novos investimentos mensalmente, a lentidão na modernização do setor coloca em risco sua posição como polo industrial relevante. Essa foi a mensagem central do debate ocorrido hoje no Anfavea Visions, painel que reuniu três dos principais executivos do ramo no País.

    Herlander Zola (Stellantis), Evandro Maggio (Toyota) e Ariel Montenegro (Renault Geely) — representantes de estratégias corporativas distintas — convergiram para um diagnóstico alarmante: o Brasil está perdendo fôlego na corrida global por inovação automotiva. “O desafio não é apenas fabricar veículos modernos, mas garantir que o País esteja inserido na cadeia de valor do futuro”, afirmou Montenegro, durante a abertura do evento, realizado na capital federal.

    A nova realidade do setor: por que a velocidade é crucial

    A eletrificação, a digitalização dos veículos e a crescente importância do software como diferencial competitivo redefiniram as regras do jogo. Enquanto fabricantes chinesas avançam rapidamente no mercado local com modelos eletrificados e preços agressivos, as montadoras tradicionais brasileiras lutam para acompanhar o ritmo.

    Zola, da Stellantis, destacou que a transição para a mobilidade elétrica exige não apenas investimentos em fábricas, mas também em infraestrutura de recarga e capacitação de mão de obra. “O Brasil tem potencial, mas precisa de políticas públicas que incentivem essa transformação sem burocracia”, afirmou. Já Maggio, da Toyota, trouxe dados preocupantes: segundo ele, enquanto outros países já possuem metas claras para a venda de veículos a combustão até 2035, o Brasil ainda debate regulamentações, adiando decisões críticas.

    O que está em jogo: empregos e soberania industrial

    A perda de competitividade não afeta apenas o faturamento das empresas, mas também a manutenção de postos de trabalho e a soberania tecnológica do País. Com a chegada de marcas estrangeiras — especialmente asiáticas — que já dominam cadeias de produção mais eficientes, o risco é que o Brasil se torne um mero mercado consumidor, sem capacidade de desenvolver soluções próprias.

    Os executivos também citaram a digitalização como um gargalo. “Carros hoje são computadores sobre rodas. Se não dominarmos o desenvolvimento de software, ficaremos reféns de importações”, alertou Montenegro. A dependência de componentes estrangeiros, segundo os painelistas, já é uma realidade em setores como baterias e semicondutores, áreas onde o Brasil ainda engatinha.

    Soluções em discussão: o que pode ser feito

    Entre as propostas apresentadas, destacam-se:

    • Incentivos fiscais para P&D em eletrificação e software;
    • Parcerias público-privadas para expandir a infraestrutura de recarga;
    • Reforma regulatória para agilizar homologações e certificações;
    • Formação de mão de obra qualificada em áreas como engenharia de software e manufatura avançada.

    Os executivos, no entanto, foram cautelosos ao cobrar ações concretas. “Planos sem execução são apenas discurso. O Brasil precisa agir agora, antes que a janela de oportunidade se feche”, concluiu Zola.

  • Opel Astra abandona hatch e vira SUV na Europa: Stellantis aposta em eletrificação e novo perfil de mercado

    Opel Astra abandona hatch e vira SUV na Europa: Stellantis aposta em eletrificação e novo perfil de mercado

    Fim de uma era: Astra deixa o hatch tradicional

    A próxima geração do Opel Astra, prevista para 2026, marcará o fim de uma era ao abandonar a carroceria hatch — característica desde os anos 1990 — para adotar um perfil de SUV ou crossover. A decisão reflete a estratégia da Stellantis, dona da marca, de realinhar seu portfólio ao gosto do mercado europeu, onde os consumidores privilegiam veículos mais altos e versáteis, mesmo em segmentos antes dominados por hatches como o Astra.

    Eletrificação e plataforma STLA: o futuro do modelo

    A transição não se limita ao design. O novo Astra será construído sobre a plataforma STLA Medium, projetada para modelos elétricos de médio porte, permitindo a adoção de baterias LFP (Lítio Ferro Fosfato) e uma arquitetura elétrica de 800V, que promete recargas ultra-rápidas e maior autonomia. Além disso, opções híbridas serão mantidas para atender a mercados onde a eletrificação total ainda não é viável.

    Perua Sports Tourer: o último resquício de uma era

    Apesar da guinada para o SUV, a Stellantis optou por preservar a versão perua, conhecida como Sports Tourer, especialmente para o mercado alemão, onde esse nicho ainda tem relevância. A decisão reforça a dualidade da marca: inovar sem perder completamente seus laços com o passado.

    Consequências para o mercado e para o Brasil

    A mudança no Astra europeu não deve impactar diretamente o Brasil, onde o modelo ainda é comercializado pela Chevrolet. No entanto, ela sinaliza uma tendência global: a migração de modelos tradicionais para soluções mais altas e tecnológicas, impulsionada pela eletrificação e pela queda de popularidade de hatches e sedãs. Para a Stellantis, trata-se de uma jogada arriscada, mas necessária para manter a competitividade em um segmento cada vez mais dominado por SUVs.