Tag: STLA One

  • Stellantis lança STLA One para enfrentar a ofensiva chinesa no mercado de elétricos

    Stellantis lança STLA One para enfrentar a ofensiva chinesa no mercado de elétricos

    Plataforma STLA One: a virada da Stellantis contra a China

    Em comemoração aos 50 anos da Fiat no Brasil, o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, revelou que a empresa apostará na plataforma modular STLA One como pilar de sua estratégia para competir com as fabricantes chinesas no mercado de veículos elétricos. Segundo o executivo, a arquitetura será a base técnica para todas as marcas do grupo na América Latina e em outras regiões, combinando eficiência de custos e tecnologia avançada para enfrentar a concorrência.

    Dois caminhos distintos: o legado chinês e a resposta ocidental

    Filosa reconheceu a China como uma referência no setor de elétricos, mas destacou que o avanço do país foi resultado de 20 anos de investimentos planejados — incluindo incentivos à demanda, infraestrutura robusta e atualização de fornecedores. No entanto, a Stellantis promete uma resposta rápida, especialmente na Europa, com a STLA One como uma das plataformas-chave para o futuro do grupo.

    A plataforma, já competitiva frente às fabricantes chinesas produzidas na Europa, será adaptada também ao mercado brasileiro, onde a Fiat e outras marcas do grupo atuam. A estratégia busca reduzir a dependência de modelos estrangeiros e consolidar a presença local com tecnologia própria.

    O que torna a STLA One diferente?

    A STLA One é uma arquitetura modular projetada para ser escalável, permitindo a produção de veículos elétricos de diferentes segmentos — desde compactos até utilitários — com menor custo e maior flexibilidade. Sua implementação marca um passo decisivo na estratégia da Stellantis para acelerar a transição elétrica sem perder competitividade em mercados emergentes como o Brasil.

  • Dodge ressuscita a SRT com supercarro Copperhead e hatch GLH de 300 cv para 2026

    Dodge ressuscita a SRT com supercarro Copperhead e hatch GLH de 300 cv para 2026

    Stellantis revive a lendária SRT com foco em performance

    A Dodge confirmou na última quarta-feira, 4 de junho de 2026, o ressurgimento da divisão Street and Racing Technology (SRT), especializada em veículos de alto desempenho. A decisão marca uma virada estratégica para a marca, que busca reconquistar seu legado esportivo com modelos inovadores e atualizações de seus clássicos.

    Copperhead Concept: a volta de um mito dos anos 90

    O Copperhead Concept não é uma estreia: a Dodge já havia apresentado um protótipo com esse nome em 1997, no Salão de Detroit, como uma alternativa mais acessível ao Viper. À época, o projeto — equipado com um motor V8 — não saiu do papel. Agora, três décadas depois, a marca relança a ideia, desta vez com foco em um esportivo de dois lugares e motorização possivelmente a combustão, embora a Stellantis ainda não tenha detalhado as especificações técnicas.

    GLH: o hatch esportivo que promete 300 cv e nova plataforma

    Já o Dodge GLH (Go Like Hell) chega como um hatch esportivo com cerca de 300 cavalos de potência, ancorado na recém-lançada plataforma STLA One. O modelo promete aliar esportividade e praticidade, herdando o DNA agressivo da marca. O nome GLH não é novo: foi usado nos anos 80 no Omni GLH, um dos carros mais icônicos da Dodge, conhecido por sua performance em pistas de arrancada.

    Planos agressivos: oito novos modelos até 2031

    A Stellantis revelou que a SRT terá oito novos lançamentos nos próximos cinco anos, com produção limitada para manter a exclusividade. Além disso, clássicos como o Charger e o Durango receberão atualizações significativas, incluindo possíveis versões híbridas ou elétricas, alinhadas à transição tecnológica da indústria.

    O que esperar do futuro da Dodge?

    A retomada da SRT sinaliza uma guinada da Dodge rumo a um público que valoriza performance pura, mas também inovação. Com modelos como o Copperhead e o GLH, a marca tenta equilibrar seu passado lendário — repleto de carros como o Challenger e o Viper — com um futuro que, segundo a Stellantis, será mais diversificado e tecnologicamente avançado. A produção em escala reduzida, no entanto, pode limitar o acesso a esses novos ícones.

  • Stellantis apresenta STLA One: a plataforma que vai revolucionar a indústria automotiva com direção digital e baterias estruturais

    Stellantis apresenta STLA One: a plataforma que vai revolucionar a indústria automotiva com direção digital e baterias estruturais

    A Stellantis, conglomerado que controla marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, lançou a plataforma STLA One, uma revolução na indústria automotiva que promete redefinir a produção de veículos até 2035. Anunciada durante o Stellantis Investor Day 2026, a nova arquitetura modular estreia em 2027 como base para mais de 30 modelos, desde compactos até SUVs médios, com um objetivo ambicioso: produzir mais de dois milhões de veículos sobre esta estrutura.

    A unificação que corta custos e acelera a transição energética

    A estratégia da STLA One é clara: eliminar ineficiências ao integrar diferentes tipos de motorização — combustão, híbridos e elétricos — em uma única linha de montagem. Com isso, a Stellantis estima uma otimização de 20% nos custos de produção, um avanço significativo em um mercado cada vez mais competitivo. A plataforma substituirá as atuais STLA Small e Medium, atualmente usadas por marcas como Fiat e Jeep, e poderá estrear com a nova geração do Peugeot 208.

    Tecnologias disruptivas: direção digital e baterias estruturais

    Além da produção unificada, a STLA One incorpora inovações que prometem transformar a experiência de dirigir. O sistema STLA Brain, um computador central integrado, será responsável por gerenciar todas as funções eletrônicas do veículo, incluindo a tão esperada direção steer-by-wire — que substitui os sistemas mecânicos tradicionais por comandos eletrônicos. Outra novidade é o painel STLA Smartcockpit, um display digital avançado que promete personalizar a interação do motorista com o veículo.

    Na área de baterias, a STLA One adota a tecnologia ‘cell-to-body’, herdada da parceira chinesa Leapmotor. Essa solução integra as células da bateria diretamente na estrutura do chassi, reduzindo o peso e a complexidade de montagem. Os benefícios são múltiplos: maior rigidez torcional do veículo, melhor distribuição de peso e um aproveitamento de 70% de componentes reciclados, alinhando-se às exigências ambientais globais.

    Um passo rumo ao futuro — ou à sobrevivência?

    A STLA One não é apenas uma plataforma: é uma resposta da Stellantis aos desafios da indústria. Ao unificar produção e incorporar tecnologias de ponta, o conglomerado busca reduzir custos, acelerar a transição energética e manter a competitividade frente a rivais como a Tesla e a BYD. Com um investimento robusto e uma visão de longo prazo, a Stellantis aposta que a STLA One será a espinha dorsal de seus veículos pelos próximos anos — ou até que a próxima revolução chegue.

  • Stellantis aposta em híbridos plenos como Honda e Toyota: o que muda para o consumidor brasileiro

    Stellantis aposta em híbridos plenos como Honda e Toyota: o que muda para o consumidor brasileiro

    A Stellantis deu um passo decisivo rumo à eletrificação com a confirmação de que, até 2030, passará a produzir híbridos plenos (HEV) em escala global. A decisão, anunciada durante o Investor Day 2026, marca um ajuste estratégico da montadora, que até então priorizava híbridos leves (MHEV), plug-in (PHEV) e modelos com extensor de autonomia — como os da linha Leapmotor.

    Por que os híbridos plenos são a aposta da Stellantis?

    O plano da Stellantis prevê o lançamento de 24 novos modelos HEV até 2030, com foco em mercados onde a transição para veículos 100% elétricos esbarra em limitações de infraestrutura — como a Europa e a América do Sul, incluindo o Brasil. Até então, a única opção full hybrid da montadora era o Jeep Cherokee de nova geração, equipado com o motor 1.6 THP (desenvolvido originalmente pela Peugeot e Citroën).

    Os híbridos plenos (HEV) se destacam por combinar um motor a combustão com um propulsor elétrico capaz de tracionar as rodas de forma independente ou em conjunto com o motor térmico. Ao contrário dos híbridos leves, que apenas auxiliam o motor principal, ou dos plug-in, que dependem de recarga externa, os HEV oferecem recarga automática por meio da frenagem regenerativa e da energia gerada pelo motor a combustão. Essa tecnologia, já consolidada pela Honda e Toyota no Brasil, é vista pela Stellantis como uma solução para reduzir emissões sem exigir mudanças radicais na infraestrutura atual.

    Tecnologia e plataforma: o que vem por aí?

    A base para essa nova geração de veículos será a plataforma modular STLA One, uma arquitetura multienergia projetada para abrigar desde motores térmicos até sistemas híbridos e elétricos. A partir de 2027, a plataforma começará a ser implementada, com os primeiros modelos HEV chegando ao mercado em seguida.

    Na prática, a STLA One permitirá que a Stellantis adapte motores já existentes — como o 1.3 turbo usado no Brasil — para sistemas híbridos plenos. A ideia é acelerar o desenvolvimento de veículos que atendam às normas globais de emissões sem depender de uma transição imediata para a eletrificação total, especialmente em regiões onde o acesso a carregadores ainda é limitado.

    Vantagens para o consumidor brasileiro

    Para o mercado brasileiro, a chegada dos HEV representa uma evolução significativa em relação aos híbridos leves atualmente disponíveis. Enquanto os modelos MHEV oferecem economia modesta de combustível (cerca de 10% a 15%), os híbridos plenos podem reduzir o consumo em até 30% ou mais, dependendo do uso. Além disso, a ausência de necessidade de recarga externa torna a tecnologia mais acessível para o consumidor médio.

    Outro ponto relevante é a eficiência em trânsito intenso. Em engarrafamentos, por exemplo, o motor elétrico pode operar sozinho em baixas velocidades, enquanto o motor a combustão permanece desligado, reduzindo emissões e consumo. Em estradas, o sistema gerencia automaticamente a melhor combinação entre os dois propulsores para otimizar desempenho e economia.

    O desafio da Stellantis: competir com Honda e Toyota

    A Stellantis entra em um mercado já dominado por marcas como Honda e Toyota, que há anos oferecem HEV no Brasil — como o HR-V e o Corolla Cross. A vantagem da montadora europeia-americana está em sua capacidade de produção global e na diversificação de modelos, mas o sucesso dependerá da aceitação do consumidor e da estratégia de preços.

    Com a plataforma STLA One, a Stellantis promete flexibilidade para adaptar seus motores atuais aos novos sistemas híbridos, o que pode resultar em modelos mais competitivos em termos de custo. Além disso, a montadora já sinalizou que os HEV brasileiros serão flex, ou seja, capazes de operar com gasolina e etanol, alinhando-se à realidade do mercado nacional.

  • Stellantis revoluciona a indústria automotiva: plataforma única e direção digital prometem reduzir custos em até 20% até 2027

    Stellantis revoluciona a indústria automotiva: plataforma única e direção digital prometem reduzir custos em até 20% até 2027

    A Stellantis acaba de apresentar a STLA One, a arquitetura global que promete redefinir a engenharia automotiva. A nova plataforma, prevista para entrar em produção em 2027, será a base única para mais de 30 modelos até 2035, abrangendo desde compactos até veículos de grande porte. A aposta não é apenas uma simplificação operacional, mas uma virada estratégica para reduzir custos em até 20% e acelerar a chegada de modelos elétricos ao mercado.

    Uma plataforma para governar todas as linhas

    Até então, a Stellantis operava com cinco plataformas distintas. A STLA One substituirá gradualmente todas elas, padronizando componentes e processos. A meta é ambiciosa: concentrar 50% da produção global em apenas três plataformas até 2030, com reaproveitamento de até 70% das peças entre os diferentes modelos. Isso não apenas corta a complexidade industrial, mas também encurta os ciclos de desenvolvimento em até 30%, segundo a montadora.

    Direção digital e software como diferencial

    A STLA One estreia tecnologias inéditas no conglomerado, como o Steer-by-wire, que elimina a ligação mecânica entre o volante e as rodas, substituindo-a por sistemas eletrônicos. Essa inovação permite ajustes de direção em tempo real e abre caminho para atualizações de software sem a necessidade de revisões físicas. Complementando o pacote, a arquitetura será a primeira a incorporar o STLA Brain, o sistema central de software do grupo, e o STLA SmartCockpit, responsável por uma experiência digital imersiva na cabine.

    Elétricos acessíveis e baterias de baixo custo

    Um dos pilares da STLA One é viabilizar veículos elétricos mais baratos. Para isso, a Stellantis vai apostar em dois recursos-chave: baterias LFP (lítio-ferro-fosfato), que dispensam cobalto e são até 30% mais econômicas, e a arquitetura cell-to-body, que integra as células da bateria diretamente ao chassi, reduzindo peso e custo de produção. Além disso, a plataforma será compatível com carregamento ultrarrápido, permitindo recargas de 10% a 80% em menos de 15 minutos, conforme anúncio da empresa.

    O futuro da Stellantis passa pela modularidade

    Segundo Ned Curic, diretor de engenharia e tecnologia da Stellantis, a STLA One representa “uma estratégia verdadeiramente modular”. Ao permitir que marcas como Jeep, Peugeot, Fiat e Ram compartilhem a mesma base técnica sem perder suas identidades, a plataforma reforça a capacidade do grupo de competir em um mercado cada vez mais dominado por fabricantes chinesas. Com preços estimados até 20% menores para os modelos elétricos, a Stellantis mira diretamente o bolso do consumidor, buscando equilibrar inovação e acessibilidade.

    Impacto imediato e desafios à frente

    Embora a STLA One prometa transformar a indústria, a implementação não será simples. A migração de cinco plataformas para uma única exige um investimento massivo em reengenharia de fábricas e na cadeia de fornecedores. Além disso, a Stellantis precisará demonstrar que a promessa de atualizações de software e personalização por marca não se limitará a recursos teóricos. Para os consumidores, no entanto, a notícia é clara: a era do carro modular, com direção digital e preços mais competitivos, está a poucos anos de distância.