Três frentes estratégicas se abriram para o agronegócio brasileiro na última semana, com protocolos sanitários que permitem a exportação de produtos de alto valor agregado para mercados internacionais.
China autoriza entrada de cálculos biliares bovinos do Brasil
O Ministério da Agricultura do Brasil anunciou na última quarta-feira (23 de julho de 2026) a assinatura de um protocolo sanitário com a China, permitindo a exportação de cálculos biliares bovinos brasileiros. O produto, rico em proteínas e enzimas utilizadas pela indústria farmacêutica e de suplementos, representa um nicho de mercado com alta demanda global, especialmente no mercado asiático.
Paraguai libera exportação de suínos vivos brasileiros para abate
Já o Paraguai formalizou a aprovação do modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos destinados ao abate. A medida, anunciada na segunda-feira (27 de julho de 2026), abre caminho para que o Brasil, um dos maiores produtores mundiais de suínos, amplie suas vendas para o país vizinho, que enfrenta alta demanda interna por carne suína.
Palau aprova CSI para carnes bovina, ovina, caprina e suína
Por fim, o arquipélago de Palau, no Pacífico, comunicou a aprovação dos modelos de CSI para a exportação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. A medida, anunciada no dia 25 de julho de 2026, evidencia o interesse de mercados remotos pelo padrão sanitário brasileiro, reconhecido internacionalmente, e pode abrir portas para novos acordos semelhantes na região.
Impacto nos setores e perspectivas futuras
A diversificação dos mercados para produtos brasileiros de alto valor agregado é um passo estratégico para o setor agropecuário, que tem buscado reduzir a dependência de commodities tradicionais. Os cálculos biliares bovinos, por exemplo, são exportados a preços até dez vezes superiores ao da carne in natura, enquanto a abertura de novos mercados para carnes premium pode impulsionar a balança comercial do país. Além disso, a flexibilização sanitária para suínos vivos reforça a integração econômica do Mercosul.
