Tag: Super Hybrid

  • Tiggo 7 e 8 Pro PHEV 2027: CAOA Chery acelera eletrificação com Super Hybrid e mira BYD e GWM

    Tiggo 7 e 8 Pro PHEV 2027: CAOA Chery acelera eletrificação com Super Hybrid e mira BYD e GWM

    Nova plataforma Super Hybrid: a cartada da CAOA Chery contra BYD e GWM

    Na data de referência de hoje (1 de junho de 2026), a CAOA Chery dá um passo ousado rumo à liderança da eletrificação no Brasil ao lançar os novos Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV 2027, equipados com o sistema CCSH (CAOA Chery Super Hybrid). A estratégia da marca chinesa não é apenas atualizar seus modelos mais sofisticados — é reposicionar-se no mercado, deixando de ser uma alternativa competitiva em híbridos plug-in para disputar a ponta com gigantes como BYD e GWM.

    Autonomia de 1.200 km e recarga rápida: o que mudou nos Tiggo?

    Os novos Tiggo Pro PHEV chegam ao mercado com mudanças visuais e equipamentos aprimorados, mas o grande diferencial está na plataforma Super Hybrid. Segundo a montadora, o sistema oferece até 1.200 km de autonomia (considerando o modo híbrido e elétrico combinados), além de recarga rápida e um conjunto tecnológico mais avançado. A engenharia brasileira foi fundamental no desenvolvimento, calibrando suspensão e gerenciamento de energia para o uso local.

    Por que essa jogada é arriscada — e necessária?

    O mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos vive um momento de concorrência acirrada entre chineses, com BYD e GWM liderando vendas e inovação. Ao lançar os Tiggo Pro PHEV com Super Hybrid, a CAOA Chery não só amplia sua oferta de modelos eletrificados como também sobe o patamar tecnológico, obrigando os concorrentes a acelerar seus lançamentos. A aposta é clara: conquistar consumidores que buscam autonomia estendida, tecnologia embarcada e preços competitivos em um segmento ainda dominado por marcas internacionais.

  • Omoda e Jaecoo apostam no etanol: híbridos flex chegam ao Brasil em 2027 para reduzir custos e emissões

    Omoda e Jaecoo apostam no etanol: híbridos flex chegam ao Brasil em 2027 para reduzir custos e emissões

    A Omoda e a Jaecoo, marcas chinesas que ganham espaço no mercado brasileiro, anunciaram um plano ambicioso para 2027: a introdução de motores híbridos flexíveis no Brasil, capazes de operar integralmente com etanol (E100). A iniciativa, chamada de Super Hybrid, promete não apenas alinhar-se às metas de eficiência energética do governo federal, mas também oferecer vantagens competitivas em um mercado cada vez mais sensível a custos e emissões.

    Por que o etanol nos híbridos flex?

    A estratégia da fabricante tem três pilares: redução de custos operacionais, otimização fiscal e sustentabilidade. Ao adaptar sua tecnologia híbrida para funcionar com etanol, a Omoda e a Jaecoo aproveitam a infraestrutura brasileira de combustíveis vegetais, já consolidada no país. Além disso, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é menor para veículos flexíveis ou híbridos — uma regra que incentiva a adoção de motores menos poluentes.

    A engenharia por trás do ‘Super Hybrid’

    O desenvolvimento do sistema bicombustível exigiu ajustes técnicos significativos. Entre eles, a calibração do sistema de injeção para compensar o menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina, o reforço das linhas de combustível (que precisam resistir à corrosividade do álcool) e a otimização da eficiência térmica do conjunto híbrido. Segundo a montadora, o resultado é uma performance equilibrada, sem perda de potência ou autonomia — mesmo com o uso exclusivo do combustível nacional.

    Ainda que a prioridade seja o híbrido flex, a Omoda e a Jaecoo manterão no portfólio versões puramente a gasolina e modelos elétricos, voltados para nichos específicos de preço e público. A decisão reflete uma estratégia de escala, focada nos modelos de maior volume, como o Omoda 5 e o futuro Jaecoo 5 — este último, um dos primeiros lançamentos da marca no Brasil.

    Produção nacional a partir de 2027

    Além da introdução dos motores híbridos flex, a fabricante chinesa planeja iniciar a produção de veículos no Brasil em 2027. A meta é estabelecer uma fábrica própria, ainda em negociação com a planta da Jaguar Land Rover (JLR) em Itatiaia (RJ). A decisão de nacionalizar a produção visa reduzir custos logísticos e reforçar a competitividade da marca no mercado local, especialmente diante de concorrentes como Toyota, Honda e BYD, que já apostam em tecnologias similares.

    Para os consumidores, a chegada do Super Hybrid pode significar uma economia expressiva no tanque. Estudos preliminares indicam que, mesmo com a menor eficiência energética do etanol em relação à gasolina, o custo por quilômetro rodado tende a ser menor graças ao preço mais baixo do combustível no Brasil. Além disso, a combinação híbrida flexibiliza a escolha do combustível, permitindo adaptação às variações de preço entre gasolina e etanol.

    Com esse movimento, a Omoda e a Jaecoo não apenas acompanham a tendência global de eletrificação, mas também demonstram um compromisso com a realidade brasileira — onde o etanol não é apenas uma alternativa, mas uma solução estratégica para o futuro automotivo.