A Xiaomi deu um passo ousado no mercado automotivo com o lançamento do N90, o maior SUV da marca chinesa até hoje. Registrado no Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China em 14 de julho de 2026, o veículo estreia a linha Sky e introduz soluções que vão além do transporte convencional, incluindo uma versão especial para acampamento.
Do carro à sala de estar: versatilidade no interior do N90
O destaque do N90 está no seu interior modular. Os dois bancos dianteiros giram 180 graus, permitindo que fiquem de frente para os passageiros traseiros. Uma mesa independente se encaixa no centro do arranjo, transformando o veículo em uma sala de jantar ou espaço de reuniões — uma ideia que redefine a função de um carro para viagens longas ou trabalho remoto.
A configuração traseira é igualmente inovadora: oferece cinco ou sete lugares, com a segunda fileira possuindo assentos de gravidade zero ou rebatíveis junto à terceira fileira. Isso libera espaço para uma cama de casal, ideal para viagens ou acampamentos. O entretenimento é garantido por uma tela central no painel e um monitor móvel fixado no teto, mantendo os ocupantes conectados mesmo longe de casa.
Design quadrado e eficiência: o N90 otimiza espaço sem perder estilo
Externamente, o N90 adota linhas quadradas que priorizam o aproveitamento de espaço em detrimento da aerodinâmica pura. Essa escolha reflete a filosofia da Xiaomi de maximizar o conforto e a funcionalidade, mesmo que em detrimento da eficiência energética em altas velocidades. Além disso, o modelo inaugura um conjunto mecânico com extensor de autonomia, uma novidade para a fabricante e um sinal de que a marca busca competir em segmentos premium.
O que esperar do N90 no mercado global?
Embora ainda não haja previsão de lançamento no Brasil, o N90 chega como um laboratório tecnológico da Xiaomi. Seus recursos — de assentos giratórios a camas integradas — sugerem que a marca mira em consumidores que valorizam experiência a bordo tanto quanto desempenho. Com a China como primeiro alvo, o modelo pode pavimentar o caminho para a expansão da Xiaomi em outros mercados, especialmente na América Latina, onde SUVs são cada vez mais populares.
