Tag: SUVs

  • VW T-Cross tem queda de quase 40% em julho; Tera mantém liderança entre crossovers compactos

    VW T-Cross tem queda de quase 40% em julho; Tera mantém liderança entre crossovers compactos

    Mercado de SUVs e crossovers registra crescimento, mas T-Cross decepciona

    O segmento de SUVs e crossovers compactos, maior responsável pelas vendas de veículos no Brasil, encerrou julho com um volume total de 75.408 unidades comercializadas — representando 28,4% de todos os emplacamentos no país (265.695). O resultado marca um avanço de 13% em relação ao mesmo período de 2025 (66.747 unidades), mas uma leve retração de 3,6% na comparação com junho (78.220). No entanto, o desempenho não foi homogêneo entre as categorias: enquanto os crossovers compactos cresceram 35,3%, os SUVs compactos avançaram apenas 1,2% no mesmo intervalo.

    Tera lidera, mas T-Cross despenca

    Entre os crossovers compactos, o VW Tera manteve sua hegemonia com 10.165 unidades vendidas, um desempenho recorde próximo ao melhor da história do modelo, registrado em dezembro de 2025 (10.372 unidades), com uma diferença de apenas 207 unidades. Já o VW T-Cross, líder absoluto do segmento, apresentou uma queda de quase 40% em julho, revertendo sua trajetória de crescimento. O Fiat Fastback, quarto colocado em junho, avançou duas posições, enquanto o Fiat Pulse, vice-líder no mês anterior, recuou quase 21% nas vendas.

  • Saídas falsas de escape: por que montadoras escondem o real em carros novos?

    Saídas falsas de escape: por que montadoras escondem o real em carros novos?

    Design agressivo vs. funcionalidade técnica

    Na última quarta-feira, 29 de julho de 2026, uma tendência se destacou nos pátios das concessionárias brasileiras: saídas de escape falsas. Enquanto muitos SUVs e sedãs de luxo exibem molduras cromadas e polidas no para-choque traseiro, os tubos reais permanecem ocultos, direcionados ao solo. Essa prática, embora criticada por puristas do automobilismo, ganhou força como estratégia de design.

    Por que as montadoras optam pelo falso?

    A resposta está na busca por um visual agressivo e simétrico. Os para-choques traseiros modernos integram difusores aerodinâmicos, linhas esculpidas e formatos largos, exigindo que os escapamentos se encaixem nesse desenho para manter a coesão estética. No entanto, a posição real dos tubos nem sempre permite essa integração, levando as fabricantes a priorizar a aparência sobre a funcionalidade.

    Críticas e consequências

    Entusiastas e especialistas condenam a prática, classificando-a como desonesta e prejudicial à performance. Argumentam que a fumaça e o barulho dos escapamentos verdadeiros são componentes essenciais da identidade sonora e visual de um carro. Além disso, a ocultação dos tubos pode afetar a eficiência do sistema de exaustão, já que a posição ideal para a saída de gases nem sempre é preservada.

    O futuro do design automotivo

    Apesar das controvérsias, a tendência deve persistir, especialmente em modelos de luxo e performance, onde a imagem é tão valorizada quanto a engenharia. Montadoras como Audi, Mercedes-Benz e BMW já adotam a estratégia, sugerindo que a estética se sobrepõe à funcionalidade em um mercado cada vez mais competitivo.

  • Nissan aposta no executivo com DNA Renault para liderar renovação no Brasil

    Nissan aposta no executivo com DNA Renault para liderar renovação no Brasil

    A Nissan promoveu uma mudança estratégica em sua operação brasileira ao anunciar Ricardo Yuji Gondo como novo presidente e diretor-geral, a partir de 3 de agosto. O executivo substitui Gonzalo Ibarzábal, que encerra um ciclo de 12 anos na fabricante japonesa e retorna à Argentina.

    Um executivo com trajetória consolidada no mercado nacional

    Formado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Mauá de Tecnologia e pós-graduado em Administração pela FGV, Gondo chega com credenciais robustas: ingressou na Renault em 1996, quando a marca ainda estruturava sua operação no Brasil. Ao longo de quase três décadas, ele acumulou experiência em diferentes áreas de liderança, participando ativamente do desenvolvimento da marca no país.

    Momento decisivo para a marca no Brasil

    A nomeação ocorre em um período crítico para a Nissan, que acaba de concluir a renovação de sua linha de SUVs com os lançamentos do Nissan Kicks e do inédito Nissan Kait — ambos produzidos no Complexo Industrial de Resende (RJ). A estratégia da marca visa reforçar sua posição no segmento, que tem sido dominado por concorrentes como Hyundai e Volkswagen.

    O que esperar da nova gestão?

    A experiência de Gondo no mercado brasileiro, especialmente na Renault, sugere uma abordagem focada em inovação e eficiência operacional. Sua trajetória na Renault — onde atuou em áreas-chave como vendas, marketing e operações — pode ser um diferencial na condução dos desafios da Nissan, incluindo a recuperação de market share e a expansão de sua rede de concessionárias.

    Com a linha de SUVs atualizada e um executivo com profundo conhecimento do mercado local, a fabricante japonesa busca não apenas manter sua relevância, mas também ampliar sua participação no competitivo setor automotivo brasileiro.

  • Híbridos plug-in chineses desafiam Tiguan: H6 PHEV35 oferece mais potência e economia por preço similar

    Híbridos plug-in chineses desafiam Tiguan: H6 PHEV35 oferece mais potência e economia por preço similar

    Guerra de preços e tecnologia: quem leva a melhor no segmento de SUVs?

    A competição entre os SUVs médios-grandes no Brasil atingiu um novo patamar no último mês. Enquanto marcas tradicionais como a Volkswagen apostam em motores a combustão de alta performance — caso do Tiguan com seu 2.0 TSI — as chinesas, lideradas pela GWM Haval, entram no jogo com propostas disruptivas. O Haval H6 PHEV35, lançado em março de 2026, chega ao mercado com um preço que oscila entre R$ 210 mil e R$ 230 mil, valores que se aproximam — e em alguns casos superam — os R$ 240 mil do Tiguan 2.0 TSI. Mas será que o custo-benefício compensa?

    Desempenho: TSI versus híbrido plug-in

    O Tiguan 2.0 TSI entrega 220 cavalos de potência, um torque robusto de 35,7 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. Já o Haval H6 PHEV35, com seus três motores (um a combustão 1.5 turbo e dois elétricos), atinge impressionantes 356 cavalos e 58,8 kgfm de torque, além de uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 5,8 segundos. Na prática, o modelo chinês não apenas supera o Tiguan em números brutos, como também oferece a possibilidade de dirigir em modo 100% elétrico por até 50 km, graças à sua bateria de 18,9 kWh. Isso significa que, para trajetos urbanos curtos, o consumo pode cair para menos de 2 L/100 km — uma economia que, em um ano, pode representar até R$ 6 mil em combustível, considerando um preço médio da gasolina a R$ 6,50.

    Benefícios fiscais: o diferencial dos híbridos chineses

    O Haval H6 PHEV35 se beneficia de uma série de incentivos que o Tiguan não possui. Em São Paulo, por exemplo, o SUV chinês está isento do rodízio municipal e do IPVA, reduzindo significativamente o custo de propriedade. Em estados como Paraná e Goiás, a isenção do imposto sobre veículos também é uma realidade para híbridos plug-in. Segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a demanda por veículos com essa tecnologia cresceu 42% no primeiro semestre de 2026, impulsionada justamente por esses benefícios. Para o consumidor, isso pode significar uma economia anual de até R$ 8 mil em impostos.

    Espaço interno e praticidade: quem oferece mais?

    Em termos de espaço, ambos os modelos são semelhantes, com capacidade para cinco passageiros e porta-malas de 550 litros. No entanto, o Tiguan oferece opcionais como bancos traseiros com ajuste elétrico e sistema de entretenimento com dois monitores, enquanto o Haval H6 PHEV35 destaca-se por sua altura livre do solo de 200 mm — ideal para terrenos irregulares — e um painel digital de 12,3 polegadas com integração nativa ao Apple CarPlay e Android Auto. Além disso, o modelo chinês inclui de série itens como câmera 360°, controle de cruzeiro adaptativo e alerta de colisão, que no Tiguan são oferecidos apenas como opcionais.

    Conclusão: vale a pena trocar a confiança pela inovação?

    A decisão entre o Tiguan 2.0 TSI e o Haval H6 PHEV35 depende, em grande parte, das prioridades do consumidor. Para quem busca performance pura e tecnologia consolidada, o modelo alemão ainda é uma opção segura. Contudo, para aqueles que valorizam economia a longo prazo, benefícios fiscais e um pacote de equipamentos mais completo de fábrica, o H6 PHEV35 surge como uma alternativa não apenas viável, mas potencialmente mais vantajosa. Com a chegada de modelos como o Chery Tiggo 8 Pro PHEV e o BYD Song Plus DM-p, o segmento promete se tornar ainda mais competitivo nos próximos meses, obrigando as marcas tradicionais a repensar suas estratégias.

  • SUVs dominam mercado em junho: Haval H6 e BYD Song Pro reduzem vantagem do Jeep Compass

    SUVs dominam mercado em junho: Haval H6 e BYD Song Pro reduzem vantagem do Jeep Compass

    O mercado brasileiro de SUVs e crossovers médios, excluídos os modelos compactos, atingiu a marca de 46.674 emplacamentos em junho de 2026, um crescimento de 59% em relação ao mesmo período de 2025 (29.383 unidades) e 5% acima de maio (44.359). O resultado representa quase 18% de todos os 260.467 veículos registrados no mês.

    Competição acirrada no topo do ranking

    Apesar de emplacar 4.132 unidades pelo 21º mês seguido — liderando entre os modelos médios pela 9ª vez consecutiva —, o Jeep Compass viu sua vantagem frente ao GWM Haval H6 (3.943 unidades) cair para menos de 200 unidades. O BYD Song Pro (3.802) também se aproxima do líder, enquanto o BYD Song Plus (2.830) segue em ritmo acelerado, reduzindo a diferença para o Toyota Corolla Cross (3.130) no acumulado do ano.

    Marcas chinesas ganham espaço no mercado

    O Jaecoo 7 (2.731 unidades) registrou recorde de vendas pelo segundo mês seguido, impulsionado pela versão de entrada abaixo de R$ 180 mil, enquanto o Omoda 5 (1.928) igualou seu melhor desempenho desde a chegada ao Brasil. O Renault Boreal (1.547) também registrou alta nos últimos dias de junho, consolidando a tendência de diversificação do segmento.

    Consequências para o setor automotivo

    A ascensão de modelos chineses como o Haval H6 e BYD Song Pro reflete não apenas a preferência dos consumidores por SUVs, mas também a estratégia agressiva de marcas estrangeiras em um mercado cada vez mais competitivo. A queda na liderança do Compass após anos de domínio sinaliza uma possível reconfiguração do topo do segmento nos próximos meses.

  • T-Cross domina vendas de crossovers compactos em junho, mas Fiat Pulse dispara com alta de 40%

    T-Cross domina vendas de crossovers compactos em junho, mas Fiat Pulse dispara com alta de 40%

    O mercado automotivo brasileiro registrou em junho de 2026 o melhor desempenho do ano para o segmento de SUVs e crossovers compactos, com 78.224 unidades emplacadas — um avanço de 38,5% ante junho de 2025. O volume representa 30% de todos os 260.467 veículos comercializados no país no período, ficando apenas 1,2% abaixo do recorde de maio, que contou com um dia útil adicional.

    T-Cross consolida liderança com alta de 22% e vantagem de quatro mil unidades

    O Volkswagen T-Cross manteve a hegemonia entre os crossovers compactos, emplacando 9.289 unidades em junho — um crescimento de mais de 22% nas últimas semanas. A marca superou o segundo colocado por uma diferença de quase quatro mil unidades, reforçando sua posição como o modelo mais popular da categoria. Em um mercado cada vez mais competitivo, a estratégia de atualizações visuais e pacotes de equipamentos parece estar surtindo efeito.

    Fiat Pulse dispara e assume vice-liderança histórica

    O Fiat Pulse surpreendeu ao emplacar 5.349 unidades, registrando alta de quase 40% em comparação a junho de 2025. O desempenho marca o melhor resultado do modelo desde abril de 2022 (5.520), consolidando sua posição como o principal rival do T-Cross. Com um design arrojado e preços agressivos, a montadora conseguiu capturar parte significativa do mercado de SUVs compactos, que já representa mais de 15% das vendas totais do segmento.

    Nivus e Fastback disputam o pódio em ritmo mais lento

    A Volkswagen também dominou o terceiro lugar com o Nivus (4.545 unidades), embora tenha registrado queda em relação ao mês anterior. O modelo manteve vantagem apertada sobre o Fiat Fastback (4.278), que segue como uma das apostas da marca italiana no segmento. Já o Chevrolet Sonic, em seu segundo mês de mercado, emplacou 2.532 unidades, ficando atrás do Nissan Kait (2.941) — mas ainda superando o francês Renault K em mais de 100%.

    Mercado de SUVs segue como pilar da indústria automotiva brasileira

    Os dados reforçam a tendência de longo prazo: os SUVs e crossovers já são responsáveis por três em cada dez veículos vendidos no Brasil. Analistas do setor apontam que a preferência do consumidor por modelos altos, versáteis e com maior espaço interno continua impulsionando as vendas, mesmo diante de um cenário econômico ainda instável. Com a chegada de novos concorrentes e a evolução dos já estabelecidos, a disputa pelo topo da categoria promete se acirrar nos próximos meses.

  • Citroën derruba preço do Aircross em R$ 25 mil com apenas 292 vendas em 2026: estratégia de estoque ou recuo estratégico?

    Citroën derruba preço do Aircross em R$ 25 mil com apenas 292 vendas em 2026: estratégia de estoque ou recuo estratégico?

    Aircross patina no mercado brasileiro: menos de 300 unidades em seis meses

    A geração atual do Citroën Aircross, lançada em 2023 com propostas de estilo, espaço e motor turbo, não conseguiu conquistar o público brasileiro. Segundo dados da Fenabrave, o modelo emplacou apenas 292 unidades entre janeiro e junho de 2026 — uma performance tímida frente a concorrentes diretos como o Volkswagen T-Cross (48.049 unidades) e o Hyundai Creta (35.929), além de ser superado até por modelos premium como a Porsche 911 (695 emplacamentos).

    Corte de R$ 25 mil: estratégia de liquidação ou sinal de desistência?

    A marca francesa, que apostou no Aircross como carro-chefe para o segmento de SUVs médios, agora recorre a descontos agressivos. A versão Shine 7L Turbo 200 AT, com preço de tabela de R$ 154.490, está sendo oferecida por R$ 128.790 até o esgotamento dos estoques — ou até o início de agosto, o que ocorrer primeiro. A campanha, focada no site oficial da Citroën, sugere uma tentativa de esvaziar galpões, mas também levanta dúvidas sobre o futuro do modelo no portfólio da marca no Brasil.

    O que os números revelam sobre o segmento de SUVs médios?

    O desempenho do Aircross contrasta com a robustez do mercado de SUVs no Brasil, onde modelos compactos e médios dominam as vendas. Enquanto o T-Cross e o Creta lideram o segmento, o Aircross enfrenta competição não apenas de rivais diretos, mas também de marcas que apostam em preços mais agressivos ou em apelos como conectividade e design distintivo. A Citroën, que já descontinuou o C3 Aircross (versão hatch), agora precisa decidir se o modelo sobreviverá a longo prazo ou se a redução de preços é um passo rumo à descontinuação.

    Consequências: estoque ou recuo estratégico?

    A estratégia de precificação pode trazer alívio imediato às concessionárias, mas os números sugerem um cenário mais preocupante. Com vendas tão abaixo do esperado, a pergunta que fica é: a Citroën está ajustando preços para vender o que tem em estoque, ou o Aircross já não faz mais parte dos planos da marca para o mercado brasileiro? A resposta pode vir em breve, quando os estoques se esgotarem ou quando a marca anunciar novos modelos.

  • GM retorna à Europa com Cadillac e Chevrolet focando em SUVs e picapes de luxo

    GM retorna à Europa com Cadillac e Chevrolet focando em SUVs e picapes de luxo

    O adeus da GM e a volta estratégica

    A General Motors (GM) deixou o mercado europeu há anos, após vender a Opel para a Stellantis e perder relevância com modelos cada vez mais localizados. Agora, a empresa reentra no continente com um plano audacioso: trazer marcas como Chevrolet e Cadillac, mas com um portfólio radicalmente diferente, abandonado os compactos e hatchs que antes dominavam.

    SUVs e picapes de luxo: a aposta da GMSV

    A divisão General Motors Specialty Vehicles (GMSV) será responsável pela importação e comercialização dos novos modelos nos oito países-alvo. A estratégia ignora os veículos tradicionais (como sedãs e hatchs) e foca em SUVs grandes e picapes, segmentos que há anos são a base da GM na América do Norte. Entre os destaques estão o Cadillac Escalade (incluindo as versões ESV e Escalade-V), a picape Chevrolet Silverado e os SUVs Tahoe e Suburban, todos sem eletrificação.

    Por que agora? O timing da GM em um mercado em transformação

    A decisão da GM reflete uma leitura do mercado europeu: mesmo com a crescente demanda por veículos elétricos, ainda há espaço para SUVs e picapes robustas entre consumidores que priorizam performance, espaço e luxo. A ausência de modelos eletrificados na estreia sugere que a montadora aposta em um nicho de alto valor agregado, onde a potência e o design são diferenciais. Resta saber se a estratégia será suficiente para reconquistar a confiança dos europeus, acostumados a marcas premium como Mercedes-Benz e BMW.

  • Europa mira SUVs: impostos mais altos para veículos grandes entram em discussão

    Europa mira SUVs: impostos mais altos para veículos grandes entram em discussão

    O fenômeno do *carspreading* e suas consequências

    A tendência de automóveis cada vez maiores, conhecida como carspreading, não é apenas uma questão de estilo. Segundo dados da Transport & Environment (T&E) e Clean Cities, desde o ano 2000, os veículos vendidos na Europa cresceram, em média, 1,2 cm por ano em comprimento e 0,5 cm em altura. Essa evolução reflete a popularização dos SUVs e crossovers, mesmo em um cenamento de famílias menores — um paradoxo que acende o alerta de reguladores.

    O estudo projeta dois cenários para 2040: um mantém a trajetória atual, com veículos grandes dominando as ruas, e outro onde medidas de incentivo à redução de tamanho entram em vigor. A proposta em discussão inclui impostos mais altos e tarifas elevadas de estacionamento para SUVs e modelos similares, visando mitigar impactos como a ocupação desproporcional do espaço urbano, o aumento do consumo energético e os riscos à segurança viária.

    Por que os veículos estão maiores?

    O crescimento não se limita ao comprimento. Pesquisas anteriores da T&E revelam que a largura e a altura dos capôs também aumentaram cerca de 0,5 cm anualmente, um reflexo direto da demanda por designs robustos e posições de direção elevadas. Enquanto isso, os lares europeus encolhem: segundo o Eurostat, o número médio de pessoas por residência caiu de 2,4 para 2,2 entre 2010 e 2020. Mesmo assim, a preferência por SUVs — que já representam 50% das vendas de carros novos na Europa — segue inabalável.

    O que está em jogo?

    A discussão transcende o mercado automotivo. Cidades como Paris e Barcelona já enfrentam problemas de estacionamento e circulação devido ao tamanho exagerado dos veículos, além de maior consumo de combustível e emissões de CO₂ mais altas. A União Europeia, que mira a neutralidade carbônica até 2050, vê nessas medidas uma forma de alinhar a indústria às metas climáticas. Enquanto isso, fabricantes como Volkswagen e Renault já sinalizam ajustes em suas linhas para 2027, com modelos compactos ganhando destaque em seus portfólios.

  • Haval H6 dispara nas vendas e ameaça liderança do Jeep Compass em maio

    Haval H6 dispara nas vendas e ameaça liderança do Jeep Compass em maio

    O mercado de SUVs e crossovers no Brasil registrou um crescimento expressivo em maio de 2026, com 44.370 unidades emplacadas – um salto de 41% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados da Fenabrave revelam que os modelos representaram 17% dos 264.043 veículos registrados no país, consolidando sua expansão mesmo em um cenário de alta concorrência.

    O avanço do Haval H6: do 4º lugar ao recorde histórico

    Com 4.328 unidades vendidas, o GWM Haval H6 não apenas bateu seu recorde mensal como superou marcas históricas, como as 3.373 unidades de outubro de 2025. O desempenho representa um crescimento de 78% em relação a maio de 2025, quando haviam sido emplacadas 2.430 unidades. Essa performance permitiu ao modelo ultrapassar o Toyota Corolla Cross (3.495 unidades), que ocupava a 4ª posição no acumulado do ano.

    Jeep Compass mantém liderança, mas com queda significativa

    O Jeep Compass, líder há 8 meses consecutivos, emplacou 4.584 unidades em maio – uma queda de 19% em relação ao mesmo período de 2025 (5.660 unidades). Apesar da redução, o modelo manteve a primeira posição entre os SUVs médios, mas viu sua margem de vantagem encolher diante do avanço agressivo do Haval H6.

    BYD Song Pro domina o pódio, enquanto disputa acirrada define o top 5

    Com 3.565 emplacamentos, o BYD Song Pro dobrou suas vendas em relação a maio de 2025, garantindo a 2ª posição no ranking. Na briga pela 5ª colocação, o Caoa Chery Tiggo 7 (2.883 unidades) superou o BYD Song Plus (2.742), enquanto o VW Taos (1.670) e Omoda 5 (1.562) fecharam a lista dos dez mais vendidos. O Jaecoo 7, agora com versão abaixo de R$ 180 mil, começa a ganhar tração no mercado.

    Impacto no setor e perspectivas para os próximos meses

    A aceleração do Haval H6 sinaliza uma mudança no equilíbrio de forças entre os SUVs médios, com modelos chineses ganhando espaço frente aos tradicionais. A estratégia de preços competitivos e a oferta de versões híbridas (como o HEV e PHEV do Haval H6 2027) devem continuar influenciando as vendas nos próximos meses, pressionando concorrentes como o Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross a reforçarem suas campanhas comerciais.