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  • Telefone fixo no Brasil: apenas 5,9% dos lares têm linha em 2025, aponta IBGE

    Telefone fixo no Brasil: apenas 5,9% dos lares têm linha em 2025, aponta IBGE

    O fim de uma era: telefone fixo perde espaço para a mobilidade

    O telefone fixo caminha para a extinção nos lares brasileiros. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, revelam que apenas 5,9% dos domicílios ainda possuem linha fixa. A queda de 82% desde 2016, quando a série histórica começou, marca o desaparecimento progressivo desse meio de comunicação.

    Celular domina: 97,4% dos lares já têm ao menos um aparelho móvel

    Enquanto o fixo desaparece, a telefonia móvel consolida sua hegemonia. Em 2025, 97,4% dos domicílios brasileiros tinham ao menos um celular, o maior patamar já registrado pelo IBGE. Em uma década, o uso móvel saltou de 93,1% para 97,4%, demonstrando a preferência dos brasileiros por dispositivos portáteis e multifuncionais.

    O Brasil ainda tem 1,9 milhão de casas sem telefone algum

    Ainda há um contingente expressivo de 1,9 milhão de lares (2,3%) sem qualquer tipo de telefone — fixo ou móvel. A desigualdade regional se evidencia: o Nordeste concentra 4,3% dessas residências, seguido pelo Norte (2,7%). Nas demais regiões, a taxa não ultrapassa 1,5%, revelando um fosso entre áreas urbanas e rurais, além de vulnerabilidades socioeconômicas.

    O que vem depois: o legado da extinção do fixo

    A obsolescência do telefone fixo reflete mudanças profundas nos hábitos de comunicação. Com a digitalização acelerada, serviços como telemedicina, atendimento bancário e acesso a políticas públicas passam a depender exclusivamente de dispositivos móveis ou internet. Para as regiões mais carentes, essa transição pode agravar exclusões, exigindo políticas públicas que garantam conectividade universal.