Tag: trabalho forçado

  • EUA impõem tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros; governo reage com ameaça de reciprocidade

    EUA impõem tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros; governo reage com ameaça de reciprocidade

    Tarifa dos EUA ignora políticas brasileiras de combate ao trabalho forçado

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando que a decisão se baseia em “argumentos que não são reais”. A justificativa apresentada pelo governo estadunidense — de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para combater o trabalho forçado — foi rechaçada pela gestão brasileira, que defende possuir uma política consolidada no tema.

    Medidas de reciprocidade já são estudadas

    Em resposta à sobretaxa, o governo brasileiro anunciou que buscará reverter a decisão por meio de negociações diplomáticas, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade. A alíquota de 12,5% entra em vigor nesta sexta-feira (24 de julho de 2026), somando-se à tarifa de 25% já implementada no início da semana, o que amplia as barreiras comerciais ao Brasil em um momento de recorde histórico nas exportações de carnes, que ultrapassaram US$ 16 bilhões no acumulado do ano.

  • EUA poupam 471 produtos brasileiros de tarifa de 12,5% — mas elevam taxa para 37,5% em outros itens

    EUA poupam 471 produtos brasileiros de tarifa de 12,5% — mas elevam taxa para 37,5% em outros itens

    Exceções estratégicas: o que os EUA pouparam do peso de 12,5%

    Os Estados Unidos divulgaram, na quinta-feira (23), uma lista com 471 produtos brasileiros isentos da nova tarifa de 12,5%, implementada sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Entre os itens poupados estão commodities essenciais para ambos os países, como café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí. A relação, publicada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), abrange 20 grandes categorias de produtos.

    Sobretaxa dobrada: o custo adicional para os produtos não listados

    A medida entra em vigor na madrugada de sexta-feira (24), e os produtos não incluídos na lista enfrentarão não apenas os 12,5% recém-anunciados, mas também a sobretaxa de 25% já aplicada desde quarta-feira (22). Isso elevará a tributação total para 37,5% em parte das exportações brasileiras, impactando diretamente setores como manufaturados e bens intermediários.

    Critérios por trás das isenções: o que definiu as exceções?

    A seleção dos 471 produtos isentos considerou tanto a relevância estratégica para o comércio bilateral quanto a dependência da indústria americana por insumos brasileiros. Itens como fertilizantes — cruciais para a agricultura estadunidense — e componentes industriais foram priorizados, enquanto segmentos menos essenciais ou com maior concorrência internacional foram mantidos sob a alíquota majorada.

  • EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros a 37,5% com nova sobretaxa de 12,5%

    EUA elevam tarifa sobre produtos brasileiros a 37,5% com nova sobretaxa de 12,5%

    A partir da madrugada desta sexta-feira (24), os Estados Unidos aplicarão uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a tributação total de parte das exportações nacionais a até 37,5%. A decisão, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), substitui a taxa temporária de 10% em vigor desde fevereiro e se soma à alíquota extra de 25% já aplicada desde 22 de julho.

    Justificativa da medida e escopo

    Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra uma lista de 54 países que, na avaliação do USTR, não adotam mecanismos eficazes para coibir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A alegação sustenta a aplicação da tarifa adicional com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite sanções contra práticas desleais no comércio internacional.

    Impacto nas exportações e reações

    A sobretaxa afeta diretamente setores exportadores brasileiros, como agricultura, manufatura e bens industrializados, cujos produtos já enfrentavam barreiras tarifárias elevadas no mercado norte-americano. Especialistas avaliam que a medida pode reduzir a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA, um dos principais destinos das exportações nacionais, além de gerar pressões sobre a balança comercial brasileira.

  • EUA investigam políticas de trabalho forçado: como Brasil pode ser afetado no comércio de café

    EUA investigam políticas de trabalho forçado: como Brasil pode ser afetado no comércio de café

    Investigação do USTR coloca 60 países sob escrutínio

    O United States Trade Representative (USTR), órgão do governo dos EUA, iniciou na última terça-feira (2 de junho de 2026) uma ampla investigação sobre políticas adotadas por 60 economias — incluindo o Brasil — que visam restringir a importação de produtos associados ao uso de trabalho forçado em terceiros países. A medida, anunciada oficialmente pelo Escritório de Comércio norte-americano, tem como objetivo mapear e avaliar a conformidade dessas nações com os padrões internacionais de direitos humanos no comércio global.

    BSCA reforça: café brasileiro está fora do radar da investigação

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) emitiu comunicado nesta quarta-feira (3 de junho de 2026) para esclarecer que a investigação do USTR não se refere ao setor cafeeiro brasileiro, tampouco aponta irregularidades na produção nacional. Segundo a entidade, os códigos tarifários específicos do café — inclusive aqueles listados na exceção divulgada ontem pelo USTR — permanecem isentos das novas tarifas propostas.

    O comunicado da BSCA destaca ainda que a investigação está focada em produtos produzidos com trabalho forçado em outras nações, não na cadeia produtiva brasileira. A entidade reafirma que o café nacional, reconhecido por seus padrões de qualidade e sustentabilidade, segue alinhado às exigências internacionais, sem risco de restrições comerciais por essa via.

    Riscos comerciais e o que vem pela frente

    Apesar da isenção imediata para o café, a investigação do USTR acende um alerta para o setor agroexportador brasileiro. Caso o órgão identifique políticas inadequadas em outros segmentos — como soja, carne ou algodão —, o Brasil poderia enfrentar barreiras não-tarifárias ou até mesmo sanções comerciais. A BSCA, entretanto, mantém diálogo com autoridades para monitorar os desdobramentos e garantir que o café continue livre de restrições.

    O setor cafeeiro, que já enfrenta volatilidade nos preços e pressões por sustentabilidade, agora precisa acompanhar de perto as definições do USTR. A investigação, prevista para ser concluída em até 12 meses, pode redefinir as regras do jogo no comércio internacional de commodities — e o Brasil, como maior produtor global de café, não pode se dar ao luxo de ignorar os sinais.