São Paulo adota IA para desafogar suas vias
Desde o início de junho de 2026, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo passou a operar os semáforos da cidade com uma aliada inesperada: a inteligência artificial. O Green Light, sistema desenvolvido pelo Google em colaboração com a Prodam (empresa municipal de tecnologia), entrou em funcionamento para tornar o fluxo de veículos mais eficiente, reduzindo o fenômeno do ‘anda e para’ que atormenta motoristas nos horários de pico.
Como a IA transforma os cruzamentos
A plataforma utiliza algoritmos avançados para analisar padrões de circulação em tempo real, sugerindo ajustes na temporização dos semáforos. Em trechos críticos, como as vias da Avenida Paulista ou os entroncamentos da Marginal Tietê, a tecnologia identifica picos de movimento e otimiza os ciclos luminosos para minimizar paradas desnecessárias. Segundo dados preliminares da CET, a iniciativa já resultou em redução de até 15% no tempo parado em cruzamentos monitorados.
São Paulo é a quarta cidade brasileira a testar a solução
O Green Light já foi implementado em outras três cidades brasileiras — Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba — e agora chega à maior metrópole do país. A expansão faz parte de um projeto piloto do Google que busca integrar tecnologia e mobilidade urbana, com potencial para reduzir não apenas congestionamentos, mas também a emissão de poluentes. A meta é clara: transformar o caos do trânsito paulistano em um fluxo mais previsível e sustentável.
Próximos passos: mais dados, menos engarrafamentos
Ainda em fase de calibragem, o sistema deve receber atualizações constantes com base no comportamento dos motoristas. A expectativa é que, até o final de 2026, o Green Light cubra 100% dos semáforos inteligentes da cidade. Enquanto isso, a população já pode sentir os primeiros resultados: menos tempo parado no trânsito e, consequentemente, menos estresse ao volante.
