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  • Haval H6 flex lança inédita solução para motores a etanol: primeira vez que um híbrido plug-in brasileiro queima gasolina e álcool sem perder eficiência

    Haval H6 flex lança inédita solução para motores a etanol: primeira vez que um híbrido plug-in brasileiro queima gasolina e álcool sem perder eficiência

    Primeiro híbrido plug-in flex do Brasil nasce no Centro-Oeste

    Desde esta quarta-feira (10 de junho de 2026), o Haval H6 não é apenas o primeiro SUV médio flex da marca — tornou-se também o primeiro híbrido plug-in flex nacional, um marco tecnológico desenvolvido inteiramente pela engenharia brasileira da GWM. A inovação vai além da simples adaptação: o motor 1.5 turbo flex, antes restrito a gasolina, agora queima etanol com eficiência superior à versão anterior, graças a ajustes no ciclo Miller e em transmissões DHT reformuladas.

    Etanol sem engasgos: a revolução que elimina dois problemas seculares

    A partida a frio deixou de ser um pesadelo para os donos de carros flex. O novo sistema elimina engasgos ao ajustar a relação ar-combustível em tempo real, enquanto a contaminação do óleo — outro vilão dos motores a álcool — foi reduzida drasticamente com uma estratégia de injeção otimizada. Segundo testes internos da GWM, o consumo de etanol caiu 12% em relação à versão anterior, enquanto a autonomia híbrida aumentou 8% nas mesmas condições.

    Desempenho que surpreende: aceleração mais rápida, menos consumo

    O segredo está na sinergia entre o ciclo Miller — que aumenta a eficiência térmica ao retardar a abertura da válvula de admissão — e as novas transmissões DHT, que priorizam a tração elétrica em baixas rotações. O resultado é uma aceleração 0-100 km/h 0,3s mais rápida do que a versão anterior, além de uma autonomia elétrica 15% maior em modo híbrido. Em testes com etanol, o H6 flex entregou 14,2 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada, superando a média dos concorrentes diretos.

    Um motor, duas missões: por que a flexibilidade virou prioridade

    O desenvolvimento do motor 1.5 turbo flex foi liderado pela equipe brasileira da GWM, que identificou uma lacuna no mercado: enquanto os híbridos plug-in internacionais dependem de gasolina premium, o brasileiro precisava de uma solução para os 30% da frota nacional movida a etanol. A solução não apenas atendeu a essa demanda, mas também corrigiu deficiências históricas dos flex, como a perda de potência com etanol e a instabilidade em partidas a frio. Agora, o H6 flex oferece 224 cv com gasolina e 218 cv com etanol, com torque máximo de 32,6 kgfm em ambos os combustíveis.

    O que muda para o consumidor?

    Para o comprador, a vantagem é clara: mais potência, menos consumo e a liberdade de escolher combustível sem abrir mão da eficiência. A GWM já anunciou que a tecnologia será expandida para outros modelos da linha até 2027, mas por enquanto, o H6 flex chega com preço inicial de R$ 189.990 — apenas R$ 12 mil acima da versão a gasolina. A pergunta que fica é: será que outros fabricantes seguirão o exemplo brasileiro?