Tag: transporte sustentável

  • GWM aposta no hidrogênio verde: caminhão de 544 cv deve chegar ao Brasil ainda em 2026

    GWM aposta no hidrogênio verde: caminhão de 544 cv deve chegar ao Brasil ainda em 2026

    Primeiro abastecimento com hidrogênio verde no país

    Nesta semana, a GWM realizou o primeiro abastecimento de hidrogênio verde em seu caminhão no Brasil, marcando o início de testes operacionais na Bahia. A operação ocorreu no Senai Cimatec, em Camaçari, e representa um passo crucial para a consolidação da GWM Hydrogen no mercado nacional.

    Meta agressiva para o mercado brasileiro

    A fabricante chinesa projeta faturar R$ 20 milhões com a venda de caminhões a hidrogênio ainda em 2026, com expectativa de expandir para R$ 200 milhões em 2027. O Brasil surge como base principal da tecnologia fora da matriz chinesa, segundo a estratégia da empresa.

    Caminhão com 544 cv e autonomia de 500 km

    O modelo oferece 544 cavalos de potência, 500 km de autonomia e maior capacidade de carga útil. Além disso, a GWM disponibilizará opções de retrofit para caminhões a diesel e veículos zero-quilômetro, visando atrair frotas interessadas na transição energética.

  • Toyota e BMW testam gasolina renovável que corta 70% das emissões na Espanha

    Toyota e BMW testam gasolina renovável que corta 70% das emissões na Espanha

    Combustível renovável desafia a era elétrica no coração da Europa

    A indústria automotiva vive um momento de transição acelerada, mas nem todos os caminhos apontam para a eletrificação total. Enquanto fabricantes investem em veículos elétricos, gigantes como Toyota e BMW apostam em soluções intermediárias: combustíveis renováveis que podem ser usados nos motores a combustão atuais sem grandes modificações. Na Espanha, desde 16 de julho de 2026, um projeto piloto coloca essa alternativa à prova com resultados preliminares promissores.

    Nexa 95: da biomassa às emissões negativas

    O combustível Nexa 95, desenvolvido pela Repsol em parceria com a Bosch, é produzido a partir de resíduos orgânicos — como óleos usados ou biomassas agrícolas — que, durante seu ciclo de vida, absorveram CO₂ da atmosfera. Quando queimado nos motores, a quantidade de gases liberados equivale ao que foi capturado pela matéria-prima original, criando um ciclo de emissões quase neutro. Os testes iniciais indicam uma redução superior a 70% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação à gasolina fóssil convencional.

    E-combustíveis X combustíveis renováveis: uma fronteira tênue

    Enquanto os e-combustíveis são fabricados a partir de CO₂ capturado e hidrogênio verde (produzido por eletrólise), o Nexa 95 dispensa essa etapa energética intensiva. A vantagem está na simplicidade da produção e na compatibilidade com a infraestrutura existente: os 20 veículos envolvidos no teste — incluindo modelos da Toyota e BMW — não precisaram de adaptações nos motores. A Repsol afirma que o combustível pode ser misturado à gasolina tradicional em qualquer proporção sem perda de desempenho.

    O teste europeu e seu impacto global

    O projeto, conduzido em território espanhol, tem duração de seis meses e servirá como laboratório para avaliar não apenas a redução de emissões, mas também o comportamento do combustível em diferentes condições climáticas e de uso. Caso os resultados confirmem as projeções, a tecnologia poderia ser escalada para outros mercados, especialmente naqueles onde a eletrificação enfrenta barreiras técnicas ou econômicas. A BMW já sinalizou interesse em expandir os testes para outros países da União Europeia até 2027.

    Um alívio para a frota existente?

    Com mais de 1 bilhão de veículos a combustão em circulação globalmente, a transição total para elétricos levará décadas. Nesse contexto, soluções como o Nexa 95 oferecem uma válvula de escape imediata para reduzir o impacto ambiental sem descartar a frota atual. Para Max Ferreira, especialista em tecnologia automotiva, “esse é um movimento estratégico para manter os motores térmicos relevantes enquanto a infraestrutura de recarga e baterias não atinge maturidade em todas as regiões”.

  • Geely EX2 cai abaixo dos R$ 100 mil para taxistas com programa do governo

    Geely EX2 cai abaixo dos R$ 100 mil para taxistas com programa do governo

    Elétrico mais barato do segmento atende à nova linha de crédito do governo

    Desde ontem, a Geely oferece condições especiais para profissionais do transporte individual interessados no EX2, seu SUV elétrico mais acessível no Brasil. A montadora anunciou um desconto de 5% sobre o preço de tabela do modelo, aliado aos benefícios do Programa Move Brasil — iniciativa federal que financia renovação de frotas com taxas subsidiadas pelo BNDES.

    Preços caem pela metade do valor de mercado para taxistas

    Com os descontos aplicados, o Geely EX2 PRO passa a custar R$ 99.001 para taxistas, enquanto motoristas de aplicativo pagam R$ 117.610. A versão mais equipada, MAX, também teve redução significativa, mas manteve-se acima dos R$ 100 mil. A estratégia da marca reflete uma tendência de antecipar campanhas para capturar consumidores que buscam aderir a frotas elétricas com incentivos governamentais.

    Setor de transporte individual ainda engatinha na eletrificação

    Apesar do avanço, o EX2 permanece como uma exceção no mercado de transporte por aplicativo, onde veículos elétricos ainda são raros. A Geely segue o movimento de outras montadoras, que já haviam lançado ofertas similares após o anúncio do Move Brasil, mas com foco em modelos híbridos ou convencionais. A decisão sinaliza um possível redirecionamento do setor rumo à eletrificação, impulsionado pelos benefícios fiscais e pela pressão por redução de emissões.