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  • CNH Digital vai incluir compra e venda de carros usados: projeto avança com consulta pública

    CNH Digital vai incluir compra e venda de carros usados: projeto avança com consulta pública

    O governo federal estuda integrar a compra e venda de carros usados diretamente ao aplicativo CNH Digital do Brasil, que já conta com 60 milhões de usuários. A proposta, apresentada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, no programa Bom Dia Ministro, promete eliminar etapas burocráticas como vistorias presenciais e registros em cartório, agilizando transações que superam 10 milhões por ano.

    Simplificação radical: do papel para o digital

    Segundo Santoro, o objetivo é transferir toda a burocracia para o ambiente digital, reduzindo o tempo de transferência de propriedade e o custo para os cidadãos. “Hoje, o processo é uma verdadeira epopeia: idas a vistorias, cartórios e órgãos de trânsito. Queremos que tudo seja feito em poucos cliques”, afirmou o ministro em entrevista à EBC.

    Consulta pública antecede implementação

    O projeto, já elaborado, dependerá de uma consulta pública antes de entrar em vigor. Não há data definida para o início das operações, mas a expectativa é que a nova funcionalidade esteja disponível até o primeiro semestre de 2027, caso não haja impeditivos legais ou técnicos. A medida também incluirá notificações automáticas de pedágio para os usuários, ampliando as utilidades do app.

    Impacto econômico e desafios

    Além de desburocratizar, a iniciativa deve impulsionar o mercado de veículos usados, que movimenta cerca de R$ 150 bilhões anualmente no Brasil. Especialistas avaliam que a digitalização pode reduzir em até 40% o tempo médio de transferência de propriedade, atualmente em torno de 30 dias. No entanto, o sucesso dependerá da adesão dos Detrans estaduais e da segurança cibernética do sistema.

  • IBGE: setor de serviços cai 1,2% em março e acende sinal amarelo na economia

    IBGE: setor de serviços cai 1,2% em março e acende sinal amarelo na economia

    A economia brasileira deu um passo atrás em março de 2026. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços no país recuou 1,2% em relação a fevereiro, interrompendo uma sequência de estabilidade no mês anterior. A queda, a quarta em cinco meses, acende um alerta sobre a saúde do setor, que acumula perda de 1,7% desde outubro de 2025.

    A onda de queda atinge todas as frentes do setor

    Desta vez, não houve exceção: todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram retração na comparação mensal. O transporte, segmento mais impactado, registrou queda de 1,7% — impulsionado pela queda no transporte rodoviário de cargas e no transporte aéreo de passageiros. Segundo o analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior, o cenário é preocupante: “Nos últimos cinco meses, tivemos um mês de estabilidade e quatro de queda. Isso reflete uma tendência de enfraquecimento do setor”.

    Transportes lidera a derrocada, mas outros setores também sangram

    O transporte não foi o único a amargar prejuízos. Os serviços profissionais, administrativos e complementares caíram 1,1%, enquanto informações e comunicação recuaram 0,9%. Os segmentos de “outros serviços” e “serviços prestados às famílias” também registraram quedas de 2% e 1,5%, respectivamente. A única exceção foi a expansão de 3% na comparação anual (março de 2026 vs. março de 2025), mas o dado anual não esconde a fragilidade do momento atual.

    O que esperar para os próximos meses?

    No acumulado do ano, o setor ainda registra crescimento de 2,3% frente ao mesmo período de 2025, e os últimos 12 meses mostram expansão de 2,8%. No entanto, especialistas avaliam que os números positivos anuais são um efeito rebote da recuperação pós-pandemia, enquanto a tendência recente aponta para uma desaceleração. A queda generalizada em março, somada à perspectiva de juros altos e inflação controlada, pode sinalizar um freio na atividade econômica nos próximos trimestres.

    Setor de serviços: o termômetro da economia?

    O desempenho do setor de serviços é frequentemente considerado um termômetro da economia brasileira, por sua abrangência e diversidade. Com a queda de março, o mercado passa a monitorar de perto possíveis impactos em emprego, renda e confiança do consumidor. Enquanto o governo federal debate Projetos de Lei para incentivar a produção nacional de fertilizantes — que também afetam o setor agropecuário —, o recuo nos serviços reacende debates sobre políticas de estímulo à retomada do crescimento.