Tag: veículos chineses

  • Neta no Brasil: estoque de 2024, preços atrativos e briga entre locadoras e motoristas por seus modelos

    Neta no Brasil: estoque de 2024, preços atrativos e briga entre locadoras e motoristas por seus modelos

    Neta mantém operações no Brasil apesar da crise na China

    Em julho de 2026, a Neta segue comercializando seus modelos no Brasil, mesmo após enfrentar uma crise que paralisou sua fábrica na China em 2025 e a levou a uma recuperação judicial. Os veículos, do lote inicial de 2024, são vendidos com descontos significativos, especialmente para locadoras e motoristas de aplicativo, que os disputam ativamente.

    Modelos disponíveis e estratégia de mercado

    Os modelos Neta X e Aya, lançados em novembro de 2024 com promessas de uma rede de concessionárias e até fábrica no Brasil, ainda são comercializados no país. A marca, que integra as 28 marcas chinesas presentes no mercado brasileiro, mantém estoque e suporte logístico em São Paulo, incluindo peças de reposição e estrutura de pós-venda.

    Concorrência e desafios

    Apesar dos preços competitivos e da popularidade entre profissionais de transporte, a Neta enfrenta desafios frente a concorrentes mais estabelecidas. A ausência de uma rede de concessionárias robusta e a crise na China limitam sua expansão, mas a marca segue relevante no segmento de veículos populares.

  • CAOA Changan CS75 chega ao Brasil por R$ 199.990: o SUV médio que disputa espaço com gigantes

    CAOA Changan CS75 chega ao Brasil por R$ 199.990: o SUV médio que disputa espaço com gigantes

    O grupo CAOA Changan oficializou, na última segunda-feira (15/06/2026), o lançamento do CS75 no Brasil, um SUV médio que já chega produzido na unidade de Anápolis (GO). Com preço de tabela fixado em R$ 199.990, o modelo assume o posto de carro-chefe da marca, posicionando-se entre o Changan Uni-T e o Avatr 11 em termos de segmentação.

    Um gigante em dimensões, mas com preço de entrada

    Medindo 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura e 1,705 m de altura, o CS75 ostenta números que o aproximam de SUVs de porte grande. Sua distância entre-eixos de 2,80 m — a mesma do Jeep Commander — garante espaço interno generoso, com um porta-malas que acomoda até 725 litros, um dos maiores da categoria. Apesar do porte avantajado, o preço de lançamento surpreende: R$ 199.990, valor que, em tese, o coloca em disputa com SUVs médios mais compactos.

    Design oriental e cores discretas: o estilo Changan

    A dianteira do CS75 segue o DNA da marca chinesa, com uma grade frontal ampla integrada aos faróis — equipados com aletas ativas — e estendendo-se ao para-choque por meio de quatro filetes verticais. As opções de cor, por outro lado, são minimalistas: o modelo será oferecido apenas em Branco Perolizado, Preto Metálico ou Cinza Metálico, sem grandes ousadias cromáticas.

    Concorrência acirrada e estratégia de mercado

    O CS75 chega para brigar com modelos como o Jeep Commander e o CAOA Chery Tiggo 8, embora seu preço o situe em um patamar inferior ao de seus principais rivais. A aposta da Changan parece clara: oferecer um SUV de dimensões generosas, mas com preço competitivo, aproveitando a fábrica de Anápolis para reduzir custos logísticos. Resta saber se os consumidores brasileiros, acostumados a marcas tradicionais, abraçarão a proposta chinesa em um segmento cada vez mais disputado.

  • Dongfeng DFM Box chega ao Brasil em agosto: o elétrico chinês que pode abalar o mercado nacional

    Dongfeng DFM Box chega ao Brasil em agosto: o elétrico chinês que pode abalar o mercado nacional

    A Dongfeng Motor, tradicional parceira da Aliança Renault-Nissan no Brasil, está prestes a reescrever as regras do mercado de elétricos nacionais com uma estratégia agressiva: lançar dois modelos em agosto, importados inicialmente, mas com produção local já confirmada na fábrica da Nissan em Resende (RJ). O destaque é o DFM Box, um hatch compacto que promete ser o elétrico mais acessível do país — e um potencial concorrente direto do Geely EX2 e do BYD Dolphin.

    A chegada do DFM Box: menos disfarce, mais pressa

    O modelo foi flagrado em São Paulo em um vídeo publicado pelo perfil de João Anacleto nas redes sociais, onde duas unidades rodavam juntas com pouquíssimas camuflagens — apenas os emblemas e o nome do carro foram ocultados. A pressa em testar o veículo no Brasil faz sentido: a Dongfeng já confirmou ao podcast da CBN Autoesporte que o lançamento está agendado para agosto, um cronograma que pode gerar dores de cabeça para as marcas já estabelecidas no segmento de elétricos compactos.

    Especificações técnicas: o que esperar do elétrico chinês?

    O DFM Box chega ao mercado com um motor elétrico de 70 kW (95 cv) e 16,3 kgfm de torque, alimentado por baterias LFP com capacidade de até 42,6 kWh. Segundo dados da fabricante, a autonomia no ciclo chinês chega a 430 km — um número promissor, mas que precisará ser validado nos testes brasileiros, especialmente considerando as condições de rodagem locais. Além disso, a Dongfeng não descarta oferecer outras configurações de bateria, o que poderia ampliar ou reduzir esse alcance.

    Para quem busca mais espaço, a marca também prepara o Vigo, um SUV elétrico com motorização próxima a 130 cv e autonomia estimada em até 470 km. Embora ainda não haja detalhes sobre preços ou estratégia de comercialização, a chegada desse modelo reforça a ambição da Dongfeng de se posicionar como uma das principais alternativas no segmento de veículos elétricos no Brasil.

    Produção local e parcerias estratégicas: o plano de longo prazo

    A Dongfeng não é uma desconhecida no Brasil. Há anos, a marca atua como parceira da Aliança Renault-Nissan, produzindo versões próprias de modelos como o Kwid E-Tech e, mais recentemente, desenvolvendo linhas dedicadas para a Nissan — como a série Partners, que inclui a picape Frontier ProHybrid e os SUVs Nissan N7 e Nissan NX8. Esses produtos, já confirmados para a América do Sul, são fortes candidatos a serem nacionalizados no médio prazo, o que poderia acelerar ainda mais a entrada da Dongfeng no mercado brasileiro.

    Além disso, ontem (20/5), a Stellantis anunciou uma joint venture global com a Dongfeng, criando um novo capítulo na colaboração entre as montadoras. Embora o foco inicial não seja o Brasil, a parceria reforça a capacidade técnica e produtiva da chinesa, que agora pode contar com tecnologias compartilhadas e uma infraestrutura ampliada para seus modelos.

    O que muda para o consumidor brasileiro?

    Com a chegada do DFM Box e do Vigo, o mercado de elétricos no Brasil ganha mais um player disposto a disputar espaço com gigantes como BYD, Geely e, futuramente, Tesla. A estratégia da Dongfeng de produzir localmente na fábrica da Nissan em Resende (RJ) é um sinal claro de comprometimento com o país — e pode resultar em preços mais competitivos, já que a importação de componentes elétricos ainda é um desafio logístico e tributário.

    Para os consumidores, a novidade representa mais opções em um segmento que ainda engatinha no Brasil, mas que deve crescer exponencialmente nos próximos anos. A pergunta que fica é: a Dongfeng conseguirá repetir no Brasil o sucesso que teve em outros mercados, onde seus elétricos compactos são populares por oferecerem boa relação custo-benefício?