Algoritmo de IA supostamente ‘marcou’ profissionais vulneráveis nos cortes
Em um processo judicial movido em 14 de julho de 2026, 26 ex-empregados da Meta acusam a empresa de ter utilizado uma ferramenta de inteligência artificial para selecionar funcionários a serem demitidos durante os layoffs recentes. Segundo os reclamantes, o software teria priorizado cortes entre trabalhadores com deficiências ou que haviam tirado licenças médicas, um padrão que sugere viés discriminatório.
Meta rebate acusações: ‘decisões foram humanas’
A empresa, contudo, nega qualquer responsabilidade automatizada nos processos seletivos. Em nota enviada na mesma data do processo, um porta-voz afirmou que “o gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são tomadas por pessoas, não por IA”. A justificativa, entretanto, não convenceu os ex-funcionários, que alegam que a produtividade e o uso de tokens de IA — métricas quantitativas — foram usados para justificar os desligamentos.
Implicações legais e éticas da prática
Se comprovado, o caso pode redefinir os limites da utilização de algoritmos em recursos humanos, especialmente em grandes corporações. Especialistas em direito trabalhista e ética em IA já sinalizam que a Meta pode enfrentar não apenas indenizações, mas também regulamentações mais rígidas sobre transparência em sistemas automatizados. A discussão ganha ainda mais relevância em um cenário onde ferramentas de IA são cada vez mais integradas a processos decisórios críticos.
